Eu participei de um encontro que reuniu a “velha guarda” da internet no
Brasil que estava presente na Campus Party. Eu citei minha experiência
no Projeto Ciranda, da Embratel, do começo dos anos 80. Para quem perdeu
o bate-papo, o JurassicCamp conta com um grupo de discussão e hashtag
especial no Twitter.

Meu relato foi a minha experiência em redes de computadores (CP 500),
Projeto Cirandão, nos anos 80. Antes mesmo da Internet chegar por aqui.
Eu era um piá mas já me conectava  e trabalhava duro com TI na Embratel.

foi muito bom relembrar...emocionante.


Ref:
http://www.tiagodoria.ig.com.br/2009/01/26/o-melhor-e-pior-da-campus-party-mais-multimidia/

http://www.charlab.com.br/old/r7.html


O ‘Cirandão’

A absorção, pela sociedade, dos efeitos das novas tecnologias exige a
preparação dos cidadãos. Países diferentes estimularam a sociedade de
forma diversa.

Nos EUA, por exemplo, os esforços foram desenvolvendo-se a partir de um
modelo de necessidades, de forma mais livre e diversificada. No Japão,
foram organizados a partir das experiências das cidades informatizadas.
Na França, basearam-se no Relatório Nora, preparado por Simon Nora e
Alain Mins, cuja aplicação revolucionou o dia-a-dia do cidadão francês.

No Brasil, esta fase de preparação veio com o Projeto Ciranda, da
Embratel, do início dos anos 80, que marcou o primeiro esforço de
informatização da sociedade ocorrido em um país do Terceiro Mundo.

“O Projeto Ciranda”, conta Jorge Pedro Dalledonne de Barros, 50 anos,
gerente de Assuntos Estratégicos da Embratel que participou da concepção
pioneira, “exercitava formas de relacionamento entre seus participantes
com o apoio da informática nos espaços político, econômico e cultural”.

Desta experiência é que surgiram as ações de suporte à educação e à
saúde, e as redes de comunicação de dados nacional e internacional
(Renpac e Interdata) operadas pela Embratel.

Mas o desdobramento mais notável do Projeto Ciranda foi o Cirandão (do
qual se originou o atual serviço chamado de STM-400). “Foi o sistema que
mais marcou a vida do pessoal que tem modem desde aquela época”, conta
Rizieri Maglio, um destes pioneiros e criador do Sistema Sampa, um dos
pioneiros BBSs (Bulletin Board Systems) surgidos no país.

“Para acessar o Cirandão em horários ditos nobres (hora do almoço e
depois das 20 horas) era uma verdadeira guerra de nervos com as teclas
(ou discos) do telefone. Logo no início, ainda não existiam os PCs entre
pequenos usuários, nem os modems avançadinhos (tipo Hayes). Discutia-se
qual era o melhor: Apple ou TRS-80? O Cirandão foi o símbolo de uma
verdadeira comunidade”, lembra.





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