Sim, tens razão.

Mas, o que estou chamando a atenćão é para as informaćões serem bem
tratadas e não com achologia. Além disso, penso que é poreciso
conhecer de fato o que acotence para depois sair gritando.

A parceria não deveria ser feita. Mas o que fazer e como? Será que o
estado é o único incoerente? Existe uma sistema que obriga estados e
municípios a usarem software proprietário, e não percebemos isso. O se
percebemos preferimos ficar de olhos fechados.

Mas, enfim como já escrevi. A questão é complexa para só cobrar dos
outros. Temos que ver o que nós fazemos também, e tentar colaborar
para mudar esse quadro de dependência.

Porque nós não debatemos a contrućão de uma rede pública de internet e
datacenters públicos com software livre? Isso já ajudaria muito os
municípios e estados a nào serem obrigados a recorrerem esse tipo de
acordo.

Everton


2009/2/10 china <china.lis...@gmail.com>:
> TICs é caro mesmo. O Software Livre por sí só não barateia custo, e
> como um backbone e datacenter para contas de correio é 99%
> ifraestrutura e 1% software, seria justificavel a busca de parcerias.
>
> Agora devemos passar ao passo 2: a M$ se ofereceu para abrigar as
> contas. Em troca de quê??? Como falei, seria justificavel a busca de
> parcerias, mas sem vender a alma ...
>
> 2009/2/9 Everton Rodrigues <ever...@softwarelivre.org>:
>> Relato sobre decisões na área das Tics no Estado do Pará – situação complexa
>>
>> No dia 01 de fevereiro de 2009, aconteceu reunião para discutir
>> conectividade pública, legislação de controle da internet, datacenter
>> público e software livre na Amazônia e o acordo da micro$oft com o
>> governo do Pará.
>>
>> A reunião contou com as seguintes presenças:
>>
>> Maurílio Monteiro - Secretário de Ciência e Tecnologia do Governo do Pará
>> João Veweil - Secretário Adjunto de Ciência e Tecnologia do Governo do Pará
>> Renato Francês - Presidente da Prodepa
>> Alex Rocha – Prodepa
>> Edgard Piccino - Secretário Executivo Projeto Casa Brasil
>> Demétrius de Paula e Everton Rodrigues - Projeto Software Livre Brasil.
>>
>> A conversa foi produtiva e tornou algumas questões nítidas, elucidando
>> as muitas notícias que circulam na rede de forma evasiva e dispersiva.
>> Muito tem se falado sobre o acordo do governo do Pará com a micro$oft.
>> Mas nem tudo que circula pela internet é verdade, segundo o Secretário
>> de Ciência e Tecnologia.
>>
>> Maurílio Monteiro e Renato Francês alertam para as inverdades sobre a
>> privatização das contas de correio eletrônico de funcionários
>> públicos. Eles dizem que o acordo envolve apenas contas de e-mails
>> para usuários do projeto Navega Pará.
>>
>> O fato é que os funcionários públicos usam e irão continuar a usar a
>> ferramenta expresso, e ainda é bom lembrar que após o criador do
>> EXPRESSO (governo do Paraná) o Governo do Pará foi o primeiro estado a
>> adotar essa ferramenta para gerenciamento de e-mails, agendas,
>> contatos, tarefas, etc.. e isso não mudará.
>>
>> Na reunião, ficou evidenciado que o problema do acordo com a micro$oft
>> não é político e sim econômico. Quem acompanha a política nacional,
>> sabe das dificuldades do estado do Pará. Além de ser um estado que tem
>> os maiores índices de violência no campo, na luta pela terra, também é
>> o estado onde, historicamente, os governantes fazem menos pela
>> população em geral.
>>
>> O Governo do Estado do Pará é pioneiro no debate do backbone público,
>> e isso precisa ser reconhecido. Não reconhecer isso é ser
>> irresponsável. O Pará é um estado com sérios problemas de índices de
>> pobreza que é resultado de exploração da Amazônia por potências
>> empresariais e coronéis, para quem a vida vale bem pouco. O governo
>> paraense entende que para melhor esse quadro é preciso levar
>> informação e conhecimento para todas as cidades do estado. Certamente
>> num estado amazônico, levar conectividade não é assim fácil como em
>> outros tantos locais.
>>
>> O Secretário Maurílio relata que o governo do estado procurou o MCT
>> com objetivo de discutir orçamento para construir o projeto de
>> backbone publico (já em andamento) e depois de 3 anos sairá 3 milhões
>> de reais. Ele também enfatiza que essa demora não facilita a
>> construção do projeto.
>>
>> Além de construir esse projeto de conectividade, também seria
>> importante constituir um datacenter para abrir todas as contas de
>> correios eletrônicos dos usuários do projeto Navega Pará. Essas contas
>> de e-mails institucionais que cada pessoa receberá seria um canal de
>> comunicação entre o estado e os usuários. Mas como houve pouco apoio
>> ou quase nada, então, uma opção teve que ser escolhida. E a escolha
>> foi de investir prioritariamente no projeto do backbone e conexão com
>> a rede pública.
>>
>> Para resolver o problema dos e-mails para os usuários, foram obrigados
>> a recorrer a empresas privadas, como: o Gmail, o Yahoo, o Bol e o
>> Hotmail. E o ofício enviado para essas empresas que explicava e
>> descrevia o projeto do governo do Pará, foi respondido apenas pelo
>> Hotmail.
>>
>> O governo do estado precisaria de mais 4 milhões para montar um
>> datacenter, que poderia atender não somente o estado do Pará, mas
>> todos os estados da Amazônia.
>>
>> Vale relembrar que esse acordo com a micro$oft é para as contas de
>> e-mails das/os usuárias/os do projeto Navegará Pará, e não envolve as
>> contas das(os) funcionárias(os) públicos.
>>
>> Outra questão importante, que o secretário salienta é, por exemplo: a
>> obrigatoriedade de uso de tecnologias proprietárias nas relações com a
>> Coordenação de Suporte à Análise Financeira dos Estados e Municípios,
>> e que isso custa muito. Renato ainda complementa: Porque o movimento
>> não se mobiliza para nos ajudar a migrar essas ferramentas, que
>> poderia economia muitos recursos nos orçamentos das prefeituras e
>> estados, e reclama que todas as prefeituras e estados são refém da
>> CAFEM, porque, por exemplo, a Caixa Econômica Federal só libera
>> recursos se os estados tiverem CAFEM. Então esse é um exemplo de como
>> plataformas de gestão corporativas e proprietárias utilizadas pelo
>> Governo Federal obrigam os estados a adotarem-na também, aumentando os
>> gastos. Vale salientar que o Serpro que é quem mantém essas
>> plataformas e já recebeu proposta CAFEM com Java.
>>
>> Nesse projeto de backbone público, a Eletronorte é peça chave. A
>> Eletronorte tem como contribuir com a proposta, fazendo acordos de
>> cooperação com todos os estados amazônicos para construir essa rede
>> pública de internet nos mesmos termos que foi feito com o Pará. Vale
>> lembrar que a empresa privada OI utiliza os dutos da Eletronorte, e
>> mesmo assim cobra muito caro para levar conexão para o Norte.
>>
>> O resultado da reunião foi de realizarmos uma agenda propositiva para
>> debater o financiamento e desenvolvimento de ferramentas livres com
>> backbone público e datacenter público, onde o MCT, Planejamento,
>> Presidência da República, Serpro e governo do estado do Pará podem
>> coletivamente resolver essas questões.
>>

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De 24 a 27 de junho 2009
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