On Feb 10, 2009, Marcelo Branco <marc...@softwarelivre.org> wrote:

> Todo "software livre" tem o "código aberto" e + 3 liberdades indissociáveis

Err...  Parece que você está redefinindo "código aberto" como "fontes
disponíveis".  Embora esse seja o significado óbvio para esse termo, não
é assim que ele é definido pela organização que o cunhou.  Não ajuda
debater fazendo de conta que significa outra coisa, dá a impressão a
quem conhece o assunto de que você não sabe do que está falando.  É o
mesmo que discorrer sobre Free Software focando na gratuidade, que não
só não é o significado, como não é o foco, não é necessária, e ainda é
geradora de confusão a respeito.


A definição de código aberto é bem parecida com a de Software Livre.
Não é surpresa, pois se inspirou nela.  Todas as 4 liberdades estão
codificadas na definição de código aberto, mas de maneira enfraquecida,
restrita à licença que o distribuidor apõe ao software.

Por exemplo, a liberdade 3, de melhorar o programa e distribuí-lo,
mapeia no terceiro critério da OSD: "a licença deve permitir
modificações e obras derivadas, e deve permitir que sejam distribuídas
sob os mesmos termos que a licença original do software".  (Aqui aparece
um caso em que OSS é mais restritivo que FS: um software sob Licença
Livre mais permissão adicional que deve ser removida caso o software
seja modificado não atende a este critério)

A liberdade 2, de distribuir o programa como se o recebeu, mapeia no
primeiro critério da OSD: "A licença não deverá restringir ninguém no
vender ou dar o software como componente de uma distribuição de software
agregado contendo programas de diversas origens.  A licença não deve
requerer royalties ou outras taxas para tal venda."

A liberdade 1, de estudar o código fonte e adaptá-lo para que faça o que
se queira, mapeia no terceiro critério (já citado acima) e no segundo, o
único que não diz respeito a características da licença aplicável ao
software: "O prorgama deve incluir código fonte e deve permitir
distribuição como código fonte assim como na forma compilada.  Quando
alguma forma de um produto não seja distribuída com código fonte, deve
haver um meio suficientemente divulgado para obter o código fonte por
não mais que um custo razoável de reprodução, preferencialmente baixando
da Internet sem ônus.  O código fonte deve ser a forma preferível em que
um programador modificaria o programa.  Código fonte deliberadamente
ofuscado não é permitido.  Formas intermediárias como saída de
preprocessadores ou tradutores não são permitidas."

A liberdade 0, de executar o programa para qualquer propósito, está
presente superficialmente em diversos outros critérios, mas não aparece
diretamente porque o direito de executar software não é tema de licenças
de copyright, já que copyright não restringe a execução.  A suposta
restrição, mediante suposta exigência de licença, parece que é
exclusividade mundial da lei do software no Brasil.


A indissociabilidade das liberdades, segundo entendo, está relacionada
não ao conceito de Software Livre, mas sim ao copyleft.  Software Livre
respeita as liberdades; copyleft vai além e *defende* as liberdades,
indissociando-as do programa.  Software Livre não precisa ser copyleft.

free{};

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