2009/2/12 Antonio Fonseca <antonio.fons...@gmail.com>

> Infelizmente não sou otimista quando a simplificação desse cenário em um
> futuro próximo. E essa complexidade exagerada e muitas vezes contraditória
> complica bastante as coisas para quem deseja adotar tanto do OS quanto do SL
> em larga escala, especialmente para fabricantes de hardware e dispositivos.
>

Eu acho que outro termo que ajuda a entender F/OSS seria algo como "Software
Comunitário", já que o objetivo do F/OSS é viabilizar a formação de uma
comunidade. Isso ajudaria a entender melhor algunas coisas, como por
exemplo, por que uma comunidade não deve aceitar práticas incompatíveis com
sua maneira de existir, e as relações das características do software com as
características da comunidade que o usa e mantém, e outras coisas que não
tem uma ligação óbvia com ser livre ou aberto e muita gente não entende.

A grande vantagem é a comunidade, sendo que as liberdades e aberturas são
instrumentos para viabilizar a formação e perpetuação dessa comunidade. O SL
não é livre em todos os sentidos (e nem é somente livre), e o OS também não
é aberto (e nem somente aberto) em todos os sentidos. Então para explicar os
termos você tem que explicar o que significa essa liberdade e essa abertura.
Mas é muito mais esclarecedor se explicarmos quais tipos de comunidades
acabam sendo formadas para se beneficiar da liberdade ou abertura oferecida
pelo autor do software. Como elas se desenvolvem, o que significa usar um
software de forma colaborativa com uma comunidade, como essa comunidade tem
características diferenciadas das de uma comunidade que se forma em volta de
um SP, etc, etc.

É claro que ajuda bastante concentrar nossas explanações nas noções de
"livre" e "aberto" de início, mas nem tudo se explica nesses termos. Então
se os nomes começam a causar confusão na cabeça de quem está tentando
entedê-los, ninguém é obrigado a explicar o que significam apenas com base
nos seus nomes, tentando fazer a pessoa entender a razão do nome. Se deixar
o nome um pouco de lado e se concentrar nas características de cada
comunidade, logo a pessoa vai aprender a associar as características da
comunidade e do software ao nome que os definem.

No final das contas é so um nome. Eu me chamo Glauber, um nome de origem
escandinava que significa "quem acredita". Mas alguém que vai me descrever a
alguém não vai tentar explicar o meu nome, mas as minhas características.
Acho que essa dificuldade de entender F/OSS é devida à demasiada antenção
direcionada aos seus nomes.

-- 
Glauber Machado Rodrigues
PSL-MA

jabber: glau...@jabber-br.org

música livre é bem melhor:
http://www.jamendo.com
_______________________________________________
PSL-Brasil mailing list
PSL-Brasil@listas.softwarelivre.org
http://listas.softwarelivre.org/mailman/listinfo/psl-brasil
Regras da lista: 
http://twiki.softwarelivre.org/bin/view/PSLBrasil/RegrasDaListaPSLBrasil

Responder a