Para quem ainda teima em não enteder o que é um "marco civil de direitos
para a Internet" é um bom exemplo de como os direitos civis estão sendo
desrespeitados diariamente por grande corporações.
Onde está o Azeredo e seus cúmplices nesta hora?
Muito antes do projeto cibercrimes do tucano , a sociedade civil, o
parlamento e o(s) governos deveriam debater e temas como estes.

marcelo


Em Sex, 2009-02-13 às 08:43 -0200, Márcio de Araújo Benedito escreveu:

> --------- Forwarded message ----------
> From:
> Date: 2009/2/12
> Subject: GOOGLE: OS PERIGOS ENVOLVENDO PRIVACIDADE NOS SERVIÇOS DO BUSCADOR
> 
> PARA REFLETIR !!!
> Abs,
> 
> 
> http://idgnow.uol.com.br/seguranca/2009/02/12/google-os-perigos-que-envolvem-privacidade-entre-os-servicos-do-buscador/paginador/pagina_3
> Quinta-feira, 12 de Dezembro de 2009
> GOOGLE: OS PERIGOS ENVOLVENDO PRIVACIDADE NOS SERVIÇOS DO BUSCADOR
> Fonte: Guilherme Felitti, editor-assistente do IDG Now! de 12.02.2009
> São Paulo - Latitude leva conhecimento do Google sobre usuários para
> mundo real. Saiba os problemas de dar tantos dados a uma única
> empresa.
> 
> Ele sabe os assuntos sobre os quais você busca informações, com quem
> você tem amizades, as leituras que mais lhe agradam, os arquivos que
> estão no seu HD, as rotas que você pega pelas ruas, os acessos do seu
> site e quais tipos de propaganda você já demonstrou interesse.
> 
> Na semana passada, a capacidade do Google em coletar informações sobre
> você passou da coleta digital para adentrar no mundo real, com o
> Google Latitude, serviço para celulares que indica a posição
> geográfica do usuário só depois de ser instalado, habilitado e
> configurado.
> 
> É a primeira vez que a maior empresa de internet do mundo, líder
> absoluta tanto em buscas como na verba publicitária decorrente delas,
> sabe assumidamente onde os usuários cujos gostos e ações online tão
> bem conhece estão no mundo real.
> 
> Aproveitando a barreira física ultrapassada pelo Google no tipo de
> informação que a empresa tem sobre você, o IDG Now! resolveu
> destrinchar o perfil hipotético de um usuário convencional de internet
> que utiliza todos os serviços possíveis do buscador e, principalmente,
> que implicâncias isso pode ter nos dados coletados sobre você.
> 
> Carro-chefe das operações do Google, a busca coleta um grande número
> de informações do usuário, seja pela sua própria natureza ou por
> processos que viabilizam a relação de resultados.
> 
> Em seu livro "A Busca", o pesquisador norte-americano John Battelle
> chama os buscadores de "banco de dados das intenções", já que a
> combinação de termos digitados pelo usuário tentam exprimir qual seu
> anseio ou sua dúvida no momento.
> 
> A confidencialidade dos dados é garantida não apenas pelo Google, mas
> também por outros players que mexem com este tipo de informação, como
> Yahoo, Microsoft e AOL. Não são apenas os termos procurados, porém,
> que são guardados.
> 
> Além do Google, empresas como Yahoo e Microsoft armazenam informações
> sobre o usuário que fez a busca, como número do IP e cookies para
> tornar a navegação mais customizada, que depois podem ser
> compartilhadas com parceiros dos buscadores.
> 
> Pelo Maps, o Google sabe não apenas endereços que interessam ao
> usuário como também os melhores caminhos usados para se chegar lá,
> como também, pela sua ferramenta de mashups, possíveis pontos de
> interesse, com classificações e opiniões, que podem ajudar a definir
> ainda mais seu gosto pessoal
> 
> Ao criar uma conta no Reader, o usuário hipotético tem seu gosto por
> notícias rastreado seja pelos feeds inscritos como pela análise
> daqueles que são ou não lidos na página de estatísticas - há,
> inclusive, uma página com análises. No YouTube, um classificação
> parecida, mas para vídeos, também vai para as mãos do Google.
> 
> No Calendar, sua agenda, com programas e compromissos, está disponível
> dentro do navegador. Para quem se arrisca à publicação de conteúdo, o
> Analytics dá o panorama da audiência do seu site ou blog, com fontes
> de tráfego, palavras-chave mais utilizadas e tempo médio gasto pelos
> seus leitores.
> 
> Em caso relevante mais para os brasileiros, o Orkut é outro centro de
> coleta de informações pessoais, das comunidades que o usuário se filia
> ao grupo de amigos com quem ele troca mensagens ou divide gostos
> similares ou ao tempo gasto em perfis não adicionados, informação à
> qual o Google tem acesso.
> 
> Há, também, a coleta de dados no hardware do usuário. O Desktop indexa
> todo o conteúdo disponível no disco rígido para integrar a busca de
> documentos com a de conteúdos online usando o algoritmo do Google.
> 
> Aposta mais recente da empresa no desktop, o Chrome foi alvo de
> críticas por parte dos defensores da privacidade pela tecnologia
> Omnibox, que mostra sugestões de URLs na barra de endereços do browser
> antes mesmo do usuário confirmar sua busca - um vídeo do grupo
> Consumer WatchDog explica as preocupações.
> 
> Sob o prisma dos críticos, o Google sabe até o que você pensa em
> buscar antes mesmo de concretizar os termos escolhidos. Por fim, o
> Latitude faz a triangulação entre antenas telefônicas para indicar a
> posição geográfica do usuário e compartilhar com amigos.
> 
> Essa overdose de dados pessoais coletados é, por acaso, algo que
> consumidores deveriam se preocupar apenas com o Google?
> 
> Não. Toda empresa de internet destinada a oferecer serviços para
> usuários, como e-mail online, leitor de notícias, indicações de
> caminhos, ferramentas de aferição de tráfego e redes sociais passa
> pelo mesmo impasse da coleta e retenção e dados.
> 
> A diferença fundamental no caso do Google é que nenhum rival direto
> (Microsoft ou Yahoo) ou outras empresas com serviços potencialmente
> rivais (Facebook ou MapQuest para redes sociais e mapas, por exemplo)
> conta com tantos serviços que coletam informações tão variadas sobre o
> usuário que o buscador.
> 
> A constante pressão de grupos de privacidade eletrônica, encabeçados
> pela Electronic Frontier Foundation (EFF), fez com que o Google
> formulasse uma divisão responsável por responder às críticas de
> privacidade mais atuante que os semelhantes no Yahoo e na Microsoft,
> com direito a vídeos explicando questões alvo de críticas.
> 
> Ainda assim, a sombra do crescente poder adquirido pelo Google pelo
> acúmulo de informações pessoais sobre seus usuários fez com que a
> companhia saísse do ranking elaborado pelo Ponemon Institute com as
> empresas mais confiáveis dos Estados Unidos.
> 
> Em 2008, o Google deixou a décima posição e não aparece mais entre as
> 20 companhias que merecem a confiança dos consumidores. A Microsoft
> também não aparece entre os primeiros, mas, segundo o instituto,
> melhorou sua posição em relação ao ano anterior. A American Express
> manteve a ponta nos dois anos.
> 
> As tensas relações entre a riqueza de dados coletados e os potenciais
> interesses de governos nas informações parece não ajudar muito na
> dissipação do medo entre os consumidores, ainda que o Google sempre
> tenha levado às cortes a política alardeada de lutar pela privacidade
> dos usuários.
> 
> Nos Estados Unidos, o caso mais emblemático foi a vitória do Google na
> Justiça no começo de 2006 de um pedido do governo norte-americano dos
> buscadores entregarem dados relativos a buscas sobre sexo em
> determinado período.
> 
> Yahoo, Microsoft e AOL concordaram. O Google levou o caso aos
> tribunais e ganhou. Nos casos em que perdeu na Justiça, como foi o
> caso do encerramento da batalha legal entre o buscador e o Ministério
> Público Federal por criminosos no Orkut, o Google afirma ter cedido em
> situações que envolvem crimes.
> 
> Os perigos de privacidade envolvendo não apenas o Google, mas qualquer
> outro serviço que colhe informações digitais de seus usuários, cai
> inevitavelmente em uma discussão mais ampla: o limite entre o
> respeitável e o invasivo demais para a publicidade eletrônica.
> 
> A quantidade de informações colhidas é um prato cheio para que,
> teoricamente, anunciantes tenham uma ideia mais próxima à realidade
> dos consumidores que pretendem atingir e, conseqüentemente, façam
> campanhas mais focadas.
> 
> Problema é que a definição de quanta informação do consumidor ou se
> ele permite esse tipo de uso ou não ainda não estão claros o
> suficiente para que tantos dados se traduzam em verba publicitária
> abundante.
> 
> O Facebook aprendeu a lição da maneira mais amarga: na ânsia de
> monetizar a rede social, o programa Beacon foi lançado ao mercado em
> novembro de 2007 sem deixar claro que usuários ou não da rede social
> seriam "monitorados" para alimentar os perfis.
> 
> O exagero empregado na coleta de dados forçou o Facebook a tirar a
> plataforma do ar para ajustes e ainda rendeu processos por invasão de
> privacidade à rede social.
> 
> Nos últimos anos, o Google tem apanhado (com razão, em alguns casos)
> de grupos de defesa da privacidade em questões como o tempo dos
> cookies armazenados nos PCs dos usuários ou os termos originais
> exageradamente opressores do Chrome.
> 
> No que diz respeito à manutenção de dados que colhe diariamente dos
> seus milhões de usuários em suas dezenas de produtos, o buscador tem
> transparecido comprometimento com a manutenção do sigilo,
> principalmente na relação com governos.
> 
> Resta saber o quanto durará o comprometimento. Como o próprio Battelle
> resume para o IDG Now! de maneira exageradamente cética: "Nem toda
> empresa continua pura para sempre."
> 
> [As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]
> 
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