Em 17/02/09, Glauber Machado Rodrigues
(Ananda)<glauber.rodrig...@gmail.com> escreveu:
>
> 2009/2/17 Pablo Sánchez <phack...@gmail.com>
> > Nesse mundo nada mais certo que o fato de que só fica rico quem
> > explora o trabalho dos outros, e não quem trabalha.
>
> [no exemple needed]

Indeed, it's all around us, and you problably have a boss who explores
you, or you're the boss exploring.

> > > E fazem isso enquanto praticam lavagem cerebral
> > > para que o sistema continue achando que precisa desse tipo de trabalho,
> > > enquanto derruba outras alternativas que bypassam o seu trabalho e
> mostram
> > > que ele não é necessário para o sistema.
> > >
> > > Muito do que temos hoje de benéfico no mundo não existiria (e não seria
> tão
> > > comum) se os "criminosos" do underground ficassem seguindo
> obedientemente as
> > > leis e beneficiando as pessoas para quem essas leis foram encomendadas.
> >
> > [example needed]
>
> É só pegar qualquer uma dessas revoluções. Nem sempre os revolucionários são
> hackers que conseguem encontrar uma brecha na lei para permitir a prática do
> que acreditam.

Ok. Cuba! Péssimo exemplo... revoluções representam apenas uma quebra
de um paradoxo qualquer para substituição por outro. Isso não quer
dizer que seja ruim, mas também não torna necessariamente toda a
revolução uma coisa boa.

> > Ok, mas qual é a proposta então? Simplesmente ignorar a lei e os
> > direitos daqueles que criaram o conteúdo, tomando posse do conteúdo
> > deles, do trabalho deles? A mudança deve vir a partir das pessoas que
> > criam os materiais, como é com a comunidade de Software Livre, que
> > desenvolve e "doa" seu trabalho, permitindo sua cópia e proliferação.
> > Se as pessoas abrem mão de seu trabalho em prol de algo maior, aí sim,
> > a legislação se adequa para permitir que essas pessoas espalhem seu
> > material.
>
> É por isso que eu falei que era diffícil defender. Em parte porque as
> pessoas fazem mal uso do serviço para apenas deixar de remunerar o trabalho
> de alguém.

Pois é. Deixam de remunerar o autor, mas remuneram a companhia de
eletricidade, o provedor de acesso, o governo com os impostos
embutidos aí, a indústria de disco rígidos, cds e dvds graváveis,
enfim, uma p*rrada de outras pessoas, menos o bendito do autor!

> Mas em parte as redes p2p são um experimento de como os verdadeiros
> produtores de conteúdo podem bypassar um distribuidor intermediário que fica
> com a maior parte do dinheiro arrecadado. Acabar com as redes p2p porque
> elas podem veicular pirataria é o mesmo que destruir as ruas porque elas
> podem ser usadas por bandidos.

AH EHHHH!!!! Isso mesmo.

> Fora isso, um tracker de arquivos torrent não deveria ter qualquer obrigação
> de aplicar qualquer esforço em recursos para protejer o patrimônio de outros
> que não o fazem.

Verdade... será? Quer dizer então que em uma rodovia privatizada, eu
posso sentar o sarrafo, porque afinal de contas, não é problema de
ninguém proteger o patrimônio dos outros (no caso, a vida)?

> Se eu sou fabricante de um pé-de-cabra e testemunho um arrombamento, eu devo
> ser preso se eu não denunciar? Eu devo ser obrigado a gastar rios de
> dinheiro desenvolvento um pé-de-cabra oniciente que se recusa a fazer parte
> de arrombamentos ilegais?

Não há como evitar 100%, mas há pelo menos como reduzir. É como
comprar uma arma de fogo, vc não sabe o uso que a pessoa vai fazer,
mas pode pelo menos criar processos que reduzam a possibilidade de
acontecer algo ruim (claro que se esses processos dessem certo, os
bandidos iam ter que roubar com estilingue...)

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Pablo Santiago Sánchez
Análise e Desenvolvimento de Sistemas Web
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