Em 25/02/09, china<china.lis...@gmail.com> escreveu:
> 2009/2/25 Alexandre Oliva <lxol...@fsfla.org>:
> > On Feb 24, 2009, Ricardo Bánffy <rban...@gmail.com> wrote:
> >
> >> 2009/2/23 Alexandre Oliva <lxol...@fsfla.org>:
> >>> E desde quando baixar é violar copyright?
> >
> >> Baixar sem autorização do detentor do copyright é.
> >
> > [citation required]
> >
> > Sei que há uma porção de gente que acredita na propaganda da indústria
> > editorial a esse respeito.  Mas nunca vi alguém ser condenado, ou mesmo
> > processado, por baixar obras da Internet.
> > Já vi processos por distribuir obras, e há processos em andamento por
> > disponibilizar obras, mas nunca por recebê-las.
>
> Partido do pré-suposto que os programas P2P usam sua máquina como
> servidora para distribuir as partes dos arquivos que você está
> baixando, e dá visibilidade ao diretório onde os arquivos são baixados
> até que você os mova de lá, todo baixador é um distribuidor.

Isso apenas na configuração padrão. Você pode alterar para que nenhum
arquivo seja compartilhado, ou para que a pasta compartilhada não seja
a pasta de arquivos baixados. Claro que aí você matou a idéia do P2P.
Aliás, deveria ser N2P ou P2N, uma vez que você baixa de várias
pessoas simultaneamente, e não apenas de uma máquina. Nesse caso, N =
network.

Em resumo: você tem como copiar sem distribuir. Mas a partir do
momento que disponibiliza, a probabilidade de distribuir é enorme.

> Depois de ler todas as mensagens e discussões nas threads originadas
> após a notícia do processo do pratebay fiquei com a impressão de que
> ninguém sabe o que está falando, só achando. Um fato é que, pelo
> menos, as pessoas sabem diferenciar que faz download de uma obra
> qualquer para uso próprio de quem o faz para comercializar para
> terceiros.

Ufa! Que bom que pelo menos isso sabemos. :-D

> Aliás, perguntando qualquer camelô de esquina onde ele obtém as cópias
> ele dirá que comprou de um "distribuidor", e eu particularmente duvido
> que este "distribuidor" seja alguém com banda larga que fique fuçando
> redes P2P para obter as tais obras para fazer as matrizes e
> redistribuir para que os camelôs de esquina as dupliquem e revendam em
> suas bitacas.

Nem sempre, há muitos filmes piratas que surgiram de filmagens feitas
diretamente dentro da sala de cinema. Já me mostraram um uma vez que
tem até um anúncio no auto falante e alguém se levanta no meio do
filme, hehehe. De toda a forma, esse tipo de filmagem (esqueci o nome,
mas algo como bootleg? sei lá) se consegue facilmente em redes P2P, e
várias pessoas baixam para comercializar. CDs de música quase com
certeza tem uma matriz original, a menos que seja obra ainda a ser
lançada.

> Isso é tarefa para quem está lá dentro das
> gravadoras/editoras, portanto ao invés de ficar espraguejando quem usa
> redes P2P a indústria deveria se preocupar é com seu processo fabril
> burro e ineficaz.

Concordo, mas não é só dali que vem os piratas, como mencionei antes.
Já vi também videos que foram feitos a partir de screeners, que são
cópias do filme distribuídas para salas de cinema para ver se as
mesmas vão querer exibir o filme ou não, e também já vi cópias de
previews... Enfim, tem cópia de todo o jeito!

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Pablo Santiago Sánchez
Análise e Desenvolvimento de Sistemas Web
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