Quando um artista faz uma obra e decide torná-la pública está permitindo às 
outras pessoas que desfrutem dela. 
A questão que trato aqui é que há uma exploração por parte da indústria sobre 
esses produtos. E é a essa exploração que se deve desobedecer. Não falo de 
passar por cima da autoria de obra artística alguma, acho que você deve ter 
compreendido errado. A desobediência civil é em relação a exploração que nós e 
os próprios artistas sofremos, já que no caso da compra de um cd estamos 
beneficiando mais aos empresários do que aos artistas, que ganham só cerca de 
12% em cima do valor de cada cd vendido.

Aracele Lima  
 
http://cibermundi.blogspot.com

--- Em qua, 25/2/09, Ricardo Bánffy <rban...@gmail.com> escreveu:
De: Ricardo Bánffy <rban...@gmail.com>
Assunto: Re: [PSL-Brasil] Campanha em apoio ao The Pirate Bay
Para: "Projeto Software Livre BRASIL" <psl-brasil@listas.softwarelivre.org>
Data: Quarta-feira, 25 de Fevereiro de 2009, 17:52

2009/2/25 aracele lima <aracelel...@yahoo.com.br>:
> Não é tão simples assim. Acho que o caminho para mudar essa forma de
mercado
> não é a abstenção. Nos abstendo de comprar um produto como um cd, por
> exemplo, acabamos por nos abster também de exigir o direito de acesso aos
> bens culturais.

Mas de onde você tirou a idéia de que eu tenho algum direito de
desfrutar de um trabalho artístico sem a permissão do seu dono?

Se alguém pular o muro de casa para desfrutar da minha piscina
(metaforicamente - eu moro em um apartamento), vai sair de lá
escoltado pelos simpáticos PMs do Estado de São Paulo.

Não se tem um direito apenas porque se quer tê-lo. Não se pode violar
leis apenas porque elas são inconvenientes. Desobediência civil é uma
coisa muito mais séria do que isso - e banalizá-la dessa forma não
ajuda ninguém.

> Outra coisa, é preciso lembrar que nem todos têm acesso a internet como
você
> e de que também nem todos preferem ouvir músicas através dela.

A distorção aqui está na noção de que a vontade de se ter alguma coisa
traz o direito a ela.

A palavra final sobre o destino de uma obra é do seu criador e de mais
ninguém. Ou de quem quer que seja aquele para quem o artista vendeu
esses direitos.

Quanto à cabeça-dura das gravadoras e estúdios, não é por burrice.. O
que elas querem é alguma forma de "imposto sobre largura de banda" a
ser distribuído entre elas. E o download indiscriminado só fortalece a
tese delas de que isso é necessário.
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