Puts Ricardo,

tu tá muito mais conservador do que os próprios músicos...mesmo aqueles
que ganharam um dinheirão com o modelo anterior são mais flexíveis em
relação ao compatilhamento do que tu.
Parece até que tu trabalhas pro ECAD-digital...

deixo aqui, pro findi, uma música de um dos compositores mais
remunerados pelo modelo anterior no Brasil.
Um dos poucos (da pra contar nos dedos) que vive da arrecadação gerada
pelos discos e ECAD.

Fala mestre Chico Buarque!!! (na peleja dele com a sua gravadora)

                     A Voz do Dono e o Dono da Voz

                             Chico Buarque

                       Composição: Chico Buarque

                      Até quem sabe a voz do dono
                         Gostava do dono da voz

              Casal igual a nós, de entrega e de abandono
                    De guerra e paz, contras e prós
                   Fizeram bodas de acetato - de fato
                       Assim como os nossos avós

              O dono prensa a voz, a voz resulta um prato
                        Que gira para todos nós

                     O dono andava com outras doses
                        A voz era de um dono só

                       Deus deu ao dono os dentes
                       Deus deu ao dono as nozes

                      Às vozes Deus só deu seu dó
                     Porém a voz ficou cansada após
                        Cem anos fazendo a santa

                    Sonhou se desatar de tantos nós
                      Nas cordas de outra garganta

                    A louca escorregava nos lençóis
                        Chegou a sonhar amantes
                    E, rouca, regalar os seus bemóis
                     Em troca de alguns brilhantes

                      Enfim a voz firmou contrato
                       E foi morar com novo algoz

                 Queria se prensar, queria ser um prato
                       Girar e se esquecer, veloz

                   Foi revelada na assembléia - atéia
                         Aquela situação atroz

                 A voz foi infiel, trocando de traquéia
                      E o dono foi perdendo a voz

               E o dono foi perdendo a linha - que tinha
                      E foi perdendo a luz e além

              E disse: minha voz, se vós não sereis minha
                     Vós não sereis de mais ninguém

escutem e vejam aqui:
a voz do dono e o dono da voz - mapinho e sergio lobo
http://www.youtube.com/watch?v=LmNMEDAQO9A




 Em Sex, 2009-02-27 às 16:36 -0300, Ricardo Bánffy escreveu:

> 2009/2/27 Alexandre Oliva <lxol...@fsfla.org>:
> > - divulga e deixa copiar, e ganha dinheiro com shows.  É assim que
> >  funciona a música hoje.  Raríssimos são os músicos que recebem
> >  qualquer coisa parecida com o suficiente para pagar as contas com
> >  royalties provenientes de direitos autorais, ou pagamento contratual
> >  pela transferência dos direitos.
> 
> Isso limita o alcance geográfico da arrecadação do artista. E, caso o
> trabalho dele não seja "performável" ao vivo, a solução não serve para
> ele.
> 
> > - divulga livremente algumas obras literárias suas como investimento
> >  para criar reputação, anuncia que vai escrever um novo livro, adota um
> >  sistema de micro-pagamentos e publica cada capítulo só quando o
> >  montante atingir um valor pré-estabelecido.
> 
> Imagine quantas gerações de Herberts seriam necessárias para os Duna...
> 
> > - cria um sistema de micro-pagamentos para que, toda vez que um fã
> >  quiser, pode fazer uma pequena transferência para você.  Coloca
> >  meta-informação nas obras distribuídas livremente para informar a quem
> >  queira fazer uma contribuição como fazê-lo.
> 
> O pagamento voluntário de impostos foi um retumbante fracasso. Acha
> plausível que exista um modelo baseado em contribuições voluntárias?
> 
> > - distribui a obra livremente e oferece serviços associados a ela.  Tem
> >  funcionado bem para software.
> 
> Consegue pensar em algum trabalho associado à música?
> 
> > - cria obras por contrato, sendo remunerado imediatamente, que já
> >  funcionava bem antes de existir direito autoral.
> 
> Adeus liberdade criativa.
> 
> > - mecenato, que já funcionava bem antes de existir direito autoral
> 
> Adeus liberdade criativa.
> 
> > Todos esses funcionam num regime em que o direito autoral não impeça o
> > livre compartilhamento.  Todos têm chance de funcionar sem direito
> > autoral.
> 
> Não é a mim que você deve convencer. É aos músicos. Prove que o modelo
> é viável e eles virão correndo até você.
> 
> --
> Ricardo Bánffy
> http://www.dieblinkenlights.com
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Marcelo D'Elia Branco 

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