2009/3/4 Omar Kaminski <o...@kaminski.com>
>
> Bem lembrado, Olival. Eu lembrava de algo assim mesmo, que ele havia retomado 
> o direito das próprias canções.
>
> Discurso livre, postura proprietária. A não ser que se satisfaçam com 
> migalhas na base do "já é alguma coisa".
>


acho que não hein?

a postura dele tá bem clara nesta entrevista aqui, que eu encontrei
com as simples palavras gilberto+gil+explica+não+liberação+de+suas+músicas
em um buscador.

mas pra quê pesquisar se eu posso incomodar, né?

enfim, o topo da pequisa mostrou esta entrevista aqui:

http://www.softwarelivre.org/news/11554

destaco esta parte:

"Mas baixar música deve ser ilegal? (Pausa) Há vários aspectos. A
agilidade dos meios eletrônicos torna quase impossível impedir
downloads. O que a indústria tem feito e o que os interesses
econômicos a serem defendidos têm proposto é o híbrido, onde direitos
de exploração comercial são preservados e certas liberdades começam a
ser dadas.

Por exemplo, para modificar? Sim. E mesmo para downloads. Se uma
grande gravadora como a EMI disponibiliza sem DRM uma quantidade
enorme de músicas, os downloads aumentam. Você compra, mas passa de
graça para outro.

O senhor baixa música? Não. Os meus filhos fazem isso. É falta de
hábito. Mas tem algo contra isso? Não. E se alguém baixasse um
trabalho seu, o senhor processaria? Não creio que eu me dispusesse a
tanto... (risos). O sr. é defensor do Creative Commons, mas já disse
que não irá liberar todas as músicas do novo disco por não querer se
“embebedar”...

Não acho que tem que liberar tudo. Algumas vão sendo liberadas para
usos não-comerciais, compartilhamentos, recombinações. Até para saber
a quem vai interessar, por exemplo, usá-las para recombinações..."

ou seja, acho que o discurso dele está coerente. Eu também sou da
opinião de que um artista não precisa liberar tudo que produziu sob
licença permissiva, desde que não condene quem copiar seu trabalho. Se
ele tem plena consciência de que a rede não tem controle de download,
então licenciar ou não a cópia delas na real não vai fazer diferença
nenhuma. Ou seja, ele não está distribuindo migalhas. Ele está
consciente e *apóia* a liberdade da rede.

Em outro momento na entrevista, Gil defende também a regulação (que
não é o mesmo que controle!). Ela existiria justamente para evitar
abusos de ambas as partes no que diz respeito ao uso comercial. Mas no
uso não comercial não vejo motivos para regulação, e aparentemente nem
ele.


--
Fabianne Balvedi
GNU/Linux User #286985
http://fabs.tk
"Vem
Vencer
o automóvel
Vem
vem ser
o auto-móvel"
Paulo Esmanhoto
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