Em 02/03/09, Fabianne Balvedi<f...@estudiolivre.org> escreveu:
> 2009/3/2 Ricardo Bánffy <rban...@gmail.com>:
> > Já me manifestei publicamente aqui contra a condenação também.
> >
> > Me incomodou profundamente a postura de figuras importantes no nosso
> > ambiente contra um valor que eu considero fundamental: o direito do
> > criador de poder decidir o destino de sua obra.
>
> Se um artista não quiser divulgar seu trabalho na rede não divulga, uai.

O que está se discutindo aqui, pelo que vi, não é se o artista decidiu
se divulgar, mas quando decidem isso para ele, ou seja, eu pego a obra
dele e publico, e que se dane se ele não queria.

> Agora, se divulgar, tem de entender as consequencias disso.

A grande maioria acho que entende, tanto que muitos colocam apenas
trechos de suas obras, e os mais novos ou menos populares colocam sua
obra na íntergra, e sabem que vai ser copiado, e sabem que vai ser
divulgado. O CPM 22 por exemplo tinha todas as primeiras músicas deles
on-line, até que assinaram com uma gravadora. Agora, a eles, não
interessa mais colocar MP3 no ar, pois já conseguiram o que queriam
quando assim o fizeram: já fizeram seu nome.

> Querem toda a vantagem da rede, mas não querem
> nem saber das desvantagens. Querem atingir as massas,
> mas não querem que a massa os atinja de volta.
> Então quem é que tá agindo através da lei de Gerson afinal?
>
> E quem mais tá perdendo grana na verdade não são os artistas,
> e sim as majors, isso é fato. Alguns artistas mais conhecidos
> acabam comprando o discurso das majors porque já se consolidaram
> e querem a facilidade de não precisar produzir mais nada e
> ficar ganhando dinheiro pro resto da vida com grana de direito autoral.

A maioria das vezes a gravadora paga X para que o artista grave 2-3
discos sob seu selo, e ela fica com os direitos. Ou seja, acaba que o
músico não fica vivendo o resto da vida de direitos...

> Outros fazem porcaria, não tem público, mas jogam a culpa
> na rede que "pirateou" suas músicas, muito fácil.

Se eles não tem público, quem é que está copiando?

> Sobre falar com o artista ou autor: até o Creative Commons tem
> o mote de que "tudo é mais fácil de você não precisa de intermediários"!!!

É, mas isso só é válido para obras sob a Creative Commons, não
concorda? Aplicar um licenciamento sobre obra não licenciada com ele,
é meio besta. É como querer dar multa para o Concorde porque ele
passou por cima de uma via cuja velocidade máxima era de 60Km/h, é
querer aplicar algo no que não é aplicável.

> Assitam good copy bad copy, por favor.

Ok, e onde se encontra esse filme (documentário?)?

> Lá você vão ver vários exemplos
> de como isso não funciona. Tem logo no início um DJ que fala que
> se ele pudesse ele pagava todos artistas que sampleia, mas que mesmo
> que ele tivesse toda essa grana, ou que todxs xs artistas com quem
> ele falassem liberassem a música de graça pra ele, ia levar mais de
> uma vida para conseguir reunir toda papelada buracrática necessária para tal.
> Então faz-se o que? Acaba-se com a profissão dos caras?

Desculpe, mas duvido que demoraria uma vida inteira para tanto. Se
houvesse esse hábito por parte de quem sampleia, com certeza haveria
um departamento em cada gravadora, ou uma assessoria para cada artista
que já responderia logo se havia ou não autorização. Mas como não
existe o hábito, não há o serviço.

> Ficar defendendo que download tem de ser controlado só ajuda
> os Azeredo da vida a tentar colocar a gestapo na internet.

Fora que o tamanho do trabalho exigiria um parque computacional que
nem valeria à pena construir.

> São estas as justificativas que fazem com que tais leis surjam,
> e então se instalem mecanismos que vão tirar cada vez
> mais a nossa liberdade de navegar pela rede.
>
> É isso que se quer?

Não, a proposta é justamente rever as leis já existentes para que tais
leis não sejam necessárias.

> Porque é pra onde alguns aqui estão caminhando.

De forma alguma. Só que há mecanismos corretos para se atingir esses
meios, e o que se está pregando aqui é apenas a subversão, a
desobediência civil, o anarquismo, sem ter antes procurado usar os
mecanismos corretos.

Eu coloquei na lista parte da constituição que ajudaria vocês, mas
falar e não obedecer é mais fácil que trabalhar em prol pelas vias
corretas.

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Pablo Santiago Sánchez
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