Marcus,

2009/3/19 mvbsoares <mvbsoa...@uol.com.br>

> [...]
>
>
> (...) "1. You may copy and distribute verbatim copies of the Program's
> source code as you receive it, in any medium, provided that you
> conspicuously and appropriately publish on each copy an appropriate
> copyright notice and disclaimer of warranty; keep intact all the notices
> that refer to this License and to the absence of any warranty; and give any
> other recipients of the Program a copy of this License
> along with the Program.
> ***You may charge a fee for the physical act of transferring a copy, and
> you may at your option offer warranty protection in exchange for a fee. ***"
>
Até aqui não vejo nenhum problema, o fato de você poder cobrar uma taxa para
enviar os fontes não implica em não poder cobrar pelo programa.

> 2. ...
> b) You must cause any work that you distribute or publish, that in whole or
> in part contains or is derived from the Program or any part thereof, to be
> licensed as a whole ***at no charge to all third parties*** under the terms
> of this License."
> (...) Asteriscos meus
>
Realmente aqui começa a ficar meio dúbio. Talvez esteja enganado, mas
interpreto isso como você não pode cobrar royalties (ou coisa parecida)
sobre o programa, não que não pode vendê-lo.


> Para mim está muito claro que a GPLv2 especifica que você ***não pode
> vender os códigos-fontes***.
>
Para mim, nem tanto.

> E, pelo que estou entendendo da explicação dada pela Free Software
> Foundation, você ***pode vender os códigos-fontes***, o que leva a uma
> contradição e a uma apropriação indébita da propriedade intelectual contida
> no software, já que qualquer um pode copiar livremente e vender por um
> preço. Ora, o que eu sempre entendi da GPLv2 é que a venda é do serviço - o
> que a licença chama de "warranty protection"- o que não conflita em nada com
> o que diz a licença.
>
>
> O que entendo da GPLv2 é o seguinte: como liberdade não pode ser imposta,
> (1) eu aceito as condições da licença e repasso estas condições; e como
> existe direito de propriedade intelectual, (2) como eu recebi o código já
> aperfeiçoado de alguém, o que eu posso cobrar quando eu repassá-lo é o
> trabalho de copiar (o que é irrisório) somado ao trabalho que eu tive para
> realizar as minhas modificações (se eu quiser) somado ao meu trabalho de
> adaptar o software para o usuário (se eu quiser).
>
> Ou seja, eu auxilio o trabalho dos outros membros da comunidade quando
> libero as minhas modificações a custo zero (se eu quiser liberar) e sempre
> obtenho retorno pelo meu trabalho quando uso o software para prestar
> serviços.
>
>
> Em suma, eu não posso vender o trabalho do outro, que confiou em mim quando
> licenciou o software com a GPLv2. Eu só posso vender o meu trabalho. Se eu
> for vender o trabalho do outro, eu estou me apropriando do trabalho do
> outro. Isso eu chamo de apropriação indébita ou de pirataria. E eu creio que
> não é este o "espírito" deste contrato.
>
Não acho que a GPL diga algo sobre isso. Se eu vender o Linux, mesmo que não
tenha feito modificação alguma, na minha interpretação não estou
desrespeitando a licença. Só estaria indo contra ela caso desrespeitasse as
liberdades dos usuários, nada mais.

De qualquer forma, também gostaria de ler a opnião de outros com relação a
isso.


Abraços,

-- 
Vítor Baptista
Ciência da Computação - UFPB
Laboratório de Aplicações de Vídeo Digital - LAViD
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