----- Original Message ----- From: "Everton Rodrigues" <ever...@softwarelivre.org>
To: "Projeto Software Livre BRASIL" <psl-brasil@listas.softwarelivre.org>
Sent: Wednesday, March 25, 2009 05:19
Subject: Re: [PSL-Brasil] Movimento de artistas e ativistas querdemocratizar o mercado fonográfico pela I nternet



Olá Omar,

2009/3/24 Omar Kaminski <o...@kaminski.com>:
Oi Everton,

Tenho me mostrado contra o modo como se exige um "direito" de download.

Que modo? Temos que ver os contextos em que as coisas são colocadas. O
contexto do MPB é criar um modelo de negócios mais justo para quem
cria, produz e consume. O que queremos no MPB não é fazer download de
músicas de quem não quer. Não estamos preocupados com isso. Entende?
Queremos criar uma rede de quem quer liberar suas obras... Tu és
contra a esse modo?

* Qualquer modo, Everton. Não estou me referindo ao tal MPB em específico, acho que isso não ficou bem claro. Estou falando no geral. Porque não se trata de um "direito" a ser exigido. Se é feito grosseiramente, aos gritos, como no debate da MTV é um verdadeiro desfavor, tira qualquer credibilidade que a causa possa vir a ter. Por isso falei que, para esse público (adolescentes) pode fazer efeito, mas para um público mais maduro é necessário afiar mais o discurso. Talvez porque o público mais adulto cresceu num contexto sem Internet e não faça tantos downloads, geralmente não tem iPod e etc.

Do ponto de vista pessoal seria uma maravilha não precisarmos gastar comprando
cds ou dvds -- mesmo que ignoremos que gastaríamos em hardware e/ou em
conexão - só muda o modelo de negócios da "grande indústria" aí, de
gravadoras para telecoms e fabricantes de hardware ou mídia .

Mas do ponto de vista jurídico isso infelizmente não se sustenta, está mais
para utopia do que para possibilidade, e abarca uma faixa de público muito
propensa a desobediência civil como forma de contestação: os adolescentes.

Todos os pontos de vista dependem daquilo que as pessoas querem
disponibilizar e de que forma. Se querem liberar suas obras para
acesso livre com justa remuneraćão então, o problema é do ponto de
vista pessoal e jurídico de quem?

* Nesse caso aparentemente não existe problema, e já falamos algumas vezes sobre isso.

Nada impede que se tente? É verdade. Mas espero que nada impeça que se
conteste ou se critique. Senão como falei, os maiores radicais serão,
ironicamente, os defensores da liberdade, os "bonzinhos" do outro lado do
maniqueísmo.

A questão não é a contestaćão em sí, e sim a contestaćão do que? As
vezes caimos no erro de contestar até aquilo que concordamos, e por
isso, vira uma prática de apenas contestar por contestar. Não sei se é
o caso.

* Isso vale para qualquer pessoa e para qualquer caso, não apenas para este.

E a conclusão que tirei, e já compartilhei, é que o resultado prático mais
imediato pode ser obtido com a conscientização do autor para que,
voluntariamente, permita o download de suas obras e adote esse modelo como
viável,

Bom é isso que estamos querendo construir com o MPB.

* Ótimo, e já falei em outro post, acredito que relacionado, que é bem por aí.

Talvez um dia o autor veja, perceba que não pode lutar contra isso e note
que cada música que ele fizer vai cair na Rede... então teremos mais
disponibilidade do que é possível aproveitar. Só resta saber se isso é bom -
mas na certa parece melhor que a escassez.

Isso que queremos mostrar, mas isso nos da trabalho e dedicaćão de tempo.

* Acho que você percebeu que minha colocação teve começo, meio e fim. Ainda bem que pelo menos entendeu o meio e fim :)

[]s

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