É questão até de hábito, eu diria.

Por isso há esse choque aparente entre os que defendem mídias físicas como os cds e os que nem ligam para encarte, caixinha e digipack.


Mas ao mesmo tempo não justifica (ou não explica) dizer que as gravadoras e os cds vão acabar, e as editoras e os livros não.

E mais: pode-se dizer que livro tem muito mais a ver com cultura do que cd, posto que é mais diversificado. Por que então a mesma lógica não é aplicável (escassez, cópia perfeita/quase perfeita sem desgaste do original, etc)? E vou além: acho que uma campanha pela "pirataria" dos livros seria muito mais "simpática" do que a de música, pelas razões já expostas. Mas existem alternativas como biblioteca, o que não há de música (rádio não vale).

Eu gostei do assunto e do comparativo, e continuo achando que há estreita ligação.

[]s

PS: eu já havia comentado sobre o vinil em outro tópico, se pagar mais de R$100 por um vinil do Radiohead é bacana, boa sorte para quem paga, já que notícias apontam para o fechamento da última fábrica de vinis brasileira - e alguns dizem que irá reabrir (?).



----- Original Message ----- From: "Fabianne Balvedi" <f...@estudiolivre.org>
To: "Projeto Software Livre BRASIL" <psl-brasil@listas.softwarelivre.org>
Sent: Friday, April 03, 2009 09:32
Subject: Re: [PSL-Brasil] Novo livro de Sergio Amadeu


Omar, você já ouvir falar em algo chamado "Design"?

Se sim, pense nisso como explicação para as pessoas
continuarem a editar e comprar livros impressos. Tem trocentos
estudos disponíveis na net sobre um dos melhores designs
dos últimos tempos desenvolvido pela humanidade: o do livro.
Não a sua diagramação, mas o seu formato, que substituiu
os pergaminhos, rolos, etc., e que continua funcional
até hoje. Além disso, os ereaders ainda cansam
a visão mais rápido que páginas impressas.

Daí você pode concluir que quem compra livro impresso
não é necessariamente alguém "tradicionalista".

hasta,
////fabs

P.S.: pra quem não sabe, os vinis voltaram:

http://oglobo.globo.com/cultura/mat/2008/06/06/a_volta_do_vinil_na_era_do_mp3_venda_de_lps_toca-discos_crescem-546686630.asp

e pra quem não sabe também: voltaram pq o som digital
nunca conseguiu atingir a qualidade da onda sonora
analógica de um vinil.




2009/4/2 Omar Kaminski <o...@kaminski.com>:
Isso me lembra uma mesa que dividi com o Ronaldo num evento em SP, na época que ele estava lançando o livro mencionado (2004) - ao anunciá-lo ele disse
que o livro pode ser copiado a vontade por ter uma licença do CC, e um dos
"tradicionalistas" retrucou: "mas eu prefiro comprar na livraria".

Com isso não estou defendendo um nem atacando (ou malhando) outro, mas
buscando alguma coerência no(s) discurso(s), e questionando as vantagens (e
desvantagens?) de lançar uma obra impressa. Por que não só no formato
digital e de graça? Para não ficar aquela sensação de "o seu eu quero de
graça, mas o meu não pode, ou só mais tarde". Porque via de regra existe um
contrato com a editora. Ou seja, estamos falando de modelo de negócios,
agora não mais de cds ou mp3, mas livros ou ebooks.

Outro dado interessante: esse livro que está sendo lançado tem 110 páginas e
custa, no site da Livraria Cultura, R$21,50.

http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=2745810

Dá uma média de R$0,19 por página, ou melhor, por meia página impressa.

[]s


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