O problema com teorias conspiratórias como a sua é que elas validam a
si próprias pela ausência de qualquer evidência real. Seguindo seu
raciocínio peculiar, a conspiração existe porque todas as provas sobre
ela são sistematicamente varridas para debaixo do tapete em uma ampla
conspiração para ocultar a verdade da população em geral.

E, como eu disse antes, pensar que chegamos a essas conspirações
apenas porque traficantes, contrabandistas e outros crimonosos
supostamente não se atrevem a diversificar seus negócios para qualquer
coisa que dê lucro. Pirataria de CDs e DVDs dá e o risco é baixo,
sobretudo porque é tolerada socialmente.

2009/4/20 Pedro A.D.Rezende <preze...@unb.br>:
> Ricardo Bánffy escreveu:
>> Você está dizendo que bancos comandam o narcotráfico? Em que filme
>> ruim você vive?
>
> A movimentação de dinheiro sujo é mais lucrativa que a de dinheiro
> limpo, pela possibilidade do prestador embutir no preço do serviço
> garantias paralegais ao cliente, garantias de que o cliente não vai ter
> a grana confiscada pela ação fiscal de estados bisbilhoteiros no
> caminho. Esse tipo de garantia só pode ter lastro em tráfego de
> influência, pois não pode ser legal. Serviço e garantia serão, portanto,
> ambos paralegais, e portanto caros (e lucrativos para quem os vende).
>
> É claro que ninguém lerá nem verá sobre isso em Veja, Globo ou
> congêneres, pois a eficácia de qualquer negócio envolvendo garantias
> desse tipo deve incluir a imagem de sua implausibilidade frente à
> opinião pública. Pois caso contrário o preço de cooptação dos aparelhos
> de estado sairia do controle, e junto com ele a lucratividade do
> negócio. Em juridiquês anglo-saxão, esta imagem se chama 'plausible
> deniability'.
>
> Tais coisas só aparecem, portanto, na mídia corportativa como
> toerias-da-conspiração doentias na mente de paranóicos de plantão, ou
> raramente, como fato, quando algum acordo é catastroficamente desfeito
> (dissipando, assim, o risco de retaliação contra corporações midiáticas
> representados por grandes atores envolvidos que transitam entre a
> legalidade e a paralegalidade, e que podem incluir em qualquer delas
> contas publicitárias).
>
> Para aparições destas coisas através da investigação de seus rastros,
> portanto, como teorias lógicas plausíveis na mente de quem sabe manusear
> a lógica da ética utilitarista (a que busca responder questões do tipo
> 'quem poderia lucrar com isso, quanto, como, e a que custo?'), há que se
> recorrer a fontes alternativas, não a fontes corportativas. Fontes
> alternativas felizmente ainda existem, estão ao alcance na Internet,
> pelo menos enquanto o cerco semiológico que a mesma está sofrendo -- via
> ACTA, lei azeredo e congeneres -- não se completar.
>
> A questão de dar ou não credibilidade a este ou aquele tipo de fonte já
> é de outra natureza. É uma questão de fé ou de ideologia. Para se
> decidir questões de fé ou de ideologia de forma não totalmente
> dogmática, é necessário buscar conhecer alternativas. Que o Banffy não
> estaria disposto a fazer isto (buscá-las), já se pode inferir da 'volta'
> que fez, ao tomar "estar relacionado a", na mensagem que responde, como
> equivalente a "comandar", no desafio cético que compõe em sua resposta.
>
> Entretanto, para o caso dele mudar de idéia (a respeito de buscar
> conhecer fontes alternativas de informação), ou para demais listeiros
> porventura dispostos a conhecê-las, respondo incluindo fontes
> alternativas que poderiam embasar a tese, por ele criticada, sobre o
> plausível *envolvimento* (não necessariamente controle, pois "plausible
> deniability" neste caso é útil e necessário) de megabancos em lavagem de
> dinheiro do narcotráfico (que anda junto com o de tráfego humano e de
> armas), sugiro pelo menos tres:
>
> http://www.mikeruppert.blogspot.com/
> http://www.waynemadsenreport.com/
> http://solari.com/
>
> A tempo: o filme ruim em que eu que vivo se chama vida social contemporânea.
> --
> -------------------------------------------
> prof. Pedro Antonio Dourado de Rezende /\
> Computacao - Universidade de Brasilia /__\
> tcp: Libertatis quid superest digitis serva
> http://www.cic.unb.br/docentes/pedro/sd.htm
> -------------------------------------------
> _______________________________________________
> PSL-Brasil mailing list
> PSL-Brasil@listas.softwarelivre.org
> http://listas.softwarelivre.org/mailman/listinfo/psl-brasil
> Regras da lista:
> http://twiki.softwarelivre.org/bin/view/PSLBrasil/RegrasDaListaPSLBrasil
>



-- 
Ricardo Bánffy
http://www.dieblinkenlights.com
_______________________________________________
PSL-Brasil mailing list
PSL-Brasil@listas.softwarelivre.org
http://listas.softwarelivre.org/mailman/listinfo/psl-brasil
Regras da lista:
http://twiki.softwarelivre.org/bin/view/PSLBrasil/RegrasDaListaPSLBrasil

Responder a