Eu diria que a guerra pelo desktop já está perdida, pelo menos nos moldes
atuais.

A mudança de paradigma da computação centrada no desktop para a rede está
ajudando a desmontar o monopólio da Microsoft. Menos pelas características
técnicas superiores de soluções como o GNU/Linux e muito mais pela
necessidade de adoção de novas ferramentas que coexistam de forma harmoniosa
(interoperabilidade verdadeir, baseada em padrões - melhor ainda se forem
abertos).

O próximo front se dará em torno da necessidade de compartilhamento de
arquivos, novamente a queda do DRM em vários cenários de colaboração será
uma exigência.

Quanto ao momento atual, GNU/Linux não emplaca no desktop, na minha modesta
opinião pelos seguintes fatores:

1- Legado de aplicações na plataforma Windows (e não tem Mono ou Moonlight
que dê jeito, na verdade até mesmo repudio o uso de soluções tapa buraco
como essas por vários motivos);
2- Legado de aplicações na plataforma Windows...
3- Ausência de suporte "oficial" de fabricantes de dispositivos (não que
eles não funcionem, na maioria dos casos isso acontece de maneira
automática, mas o software que acompanha esses equipamentos não instala no
GNU/Linux - salvo raríssimas exceções - e isso é no mínio desagradável para
o usuário que pagou pelo produto - olha a "vantagem Firefox" aí!);
4- A dificuldade em harmonizar o aspecto filosófico (que impacta diretamente
no desenvolvimento do software tanto para o bem como para o mal) com os
desejos (muitas vezes desinformados) dos usuários e da indústria (o Ubuntu é
um modelo de relativo sucesso nesse segmento);

Para finalizar gostaria de citar o rápido crescimento em penatração de
mercado da plataforma Mac da Apple. É outra prova inconteste de que soluções
baseadas em sistemas Unix like são superiores e caso alguns aqui não saibam,
o sistema operacional dos Mac e algumas aplicações desenvolvidas pela Apple
são baseados em projetos FLOSS e produzem software muitas vezes superiores
aos seus equivalentes completamente proprietários baseados na plataforma
Windows. Infelizmente o mundo Mac também ainda não é (e suspeito que nunca
será) a resposta para o desafio da harmonização a que me refiro no item 4
acima.

Sds,

2009/6/30 Ricardo Bánffy <rban...@gmail.com>

> Desconsiderem a mensagem quebrada. Gmail me mordeu.
>
> 2009/6/30 Alexandre Oliva <lxol...@fsfla.org>:
> > Foi feito um na Ásia, com pessoas que nunca haviam usado computadores
> > (crianças e donas de casa), usando netbooks com GNU/Linux e MS-Windows.
> > A preferência ao GNU/Linux foi generalizada.
>
> A cultura prévia e o hábito são fatores importantes. As pessoas
> preferem aquilo com o que estão acostumadas.
>
> > Outro experimento foi feito na Nova Zelândia, apresentando na rua uma
> > nova versão do KDE como se fosse a próxima versão do Windows, e o
> > pessoal adorando.
>
> Elas vão adorar até tentarem rodar seus joguinhos ou usar programas
> que elas usam em seus Windows e não conseguirem. É fácil encantar
> alguém por 30 segundos.
>
> O Firefox é uma mão na roda nesse caso - ele roda igual em qualquer
> coisa. OpenOffice, idem. Gmail, Twitter e afins, idem. Se as
> aplicações que as pessoas usam hoje no Windows estiverem disponíveis
> "do outro lado", o desktop do Gnome ou KDE e os efeitos do Compiz são
> empurrão suficiente.
>
> O que não pode é dar uma experiência ruim. Hardware certo com drivers
> certos são essenciais. Eu escolhi meu netbook com todo o cuidado
> exatamente para não ter dores de cabeça. O notebook que a empresa
> comprou, por outro lado, é Linux-hostile até o osso.
>
> > Conclusão: o que segura hoje não são pontos negativos do GNU/Linux, é a
> > inércia das galés de prisioneiros do sistema proprietário, as campanhas
> > de FUD de seus feitores e o abuso de seu poder monopolista.
>
> Tá. Mas de prático e imediato, onde concentramos esforços? Um mapa do
> hardware que roda direito? Aperfeiçoar tutoriais e how-tos para
> fabricantes pequenos poderem integrar Linux sem medo? Recomendar que
> as pessoas usem aplicações "na nuvem" para tornar a migração do
> desktop mais fácil? E os dados? Deixamos para nos preocupar com eles
> depois?
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