Antonio Fonseca escreveu:
Eu diria que a guerra pelo desktop já está perdida, pelo menos nos moldes atuais.


A mudança de paradigma da computação centrada no desktop para a rede está ajudando a desmontar o monopólio da Microsoft. Menos pelas características técnicas superiores de soluções como o GNU/Linux e muito mais pela necessidade de adoção de novas ferramentas que coexistam de forma harmoniosa (interoperabilidade verdadeir, baseada em padrões - melhor ainda se forem abertos).

O próximo front se dará em torno da necessidade de compartilhamento de arquivos, novamente a queda do DRM em vários cenários de colaboração será uma exigência.

Quanto ao momento atual, GNU/Linux não emplaca no desktop, na minha modesta opinião pelos seguintes fatores:

1- Legado de aplicações na plataforma Windows (e não tem Mono ou Moonlight que dê jeito, na verdade até mesmo repudio o uso de soluções tapa buraco como essas por vários motivos);
2- Legado de aplicações na plataforma Windows...
3- Ausência de suporte "oficial" de fabricantes de dispositivos (não que eles não funcionem, na maioria dos casos isso acontece de maneira automática, mas o software que acompanha esses equipamentos não instala no GNU/Linux - salvo raríssimas exceções - e isso é no mínio desagradável para o usuário que pagou pelo produto - olha a "vantagem Firefox" aí!); 4- A dificuldade em harmonizar o aspecto filosófico (que impacta diretamente no desenvolvimento do software tanto para o bem como para o mal) com os desejos (muitas vezes desinformados) dos usuários e da indústria (o Ubuntu é um modelo de relativo sucesso nesse segmento);

Para finalizar gostaria de citar o rápido crescimento em penatração de mercado da plataforma Mac da Apple. É outra prova inconteste de que soluções baseadas em sistemas Unix like são superiores e caso alguns aqui não saibam, o sistema operacional dos Mac e algumas aplicações desenvolvidas pela Apple são baseados em projetos FLOSS e produzem software muitas vezes superiores aos seus equivalentes completamente proprietários baseados na plataforma Windows. Infelizmente o mundo Mac também ainda não é (e suspeito que nunca será) a resposta para o desafio da harmonização a que me refiro no item 4 acima.

Sds,

2009/6/30 Ricardo Bánffy <rban...@gmail.com <mailto:rban...@gmail.com>>

    Desconsiderem a mensagem quebrada. Gmail me mordeu.

    2009/6/30 Alexandre Oliva <lxol...@fsfla.org
    <mailto:lxol...@fsfla.org>>:
    > Foi feito um na Ásia, com pessoas que nunca haviam usado
    computadores
    > (crianças e donas de casa), usando netbooks com GNU/Linux e
    MS-Windows.
    > A preferência ao GNU/Linux foi generalizada.

    A cultura prévia e o hábito são fatores importantes. As pessoas
    preferem aquilo com o que estão acostumadas.

    > Outro experimento foi feito na Nova Zelândia, apresentando na
    rua uma
    > nova versão do KDE como se fosse a próxima versão do Windows, e o
    > pessoal adorando.

    Elas vão adorar até tentarem rodar seus joguinhos ou usar programas
    que elas usam em seus Windows e não conseguirem. É fácil encantar
    alguém por 30 segundos.

    O Firefox é uma mão na roda nesse caso - ele roda igual em qualquer
    coisa. OpenOffice, idem. Gmail, Twitter e afins, idem. Se as
    aplicações que as pessoas usam hoje no Windows estiverem disponíveis
    "do outro lado", o desktop do Gnome ou KDE e os efeitos do Compiz são
    empurrão suficiente.

    O que não pode é dar uma experiência ruim. Hardware certo com drivers
    certos são essenciais. Eu escolhi meu netbook com todo o cuidado
    exatamente para não ter dores de cabeça. O notebook que a empresa
    comprou, por outro lado, é Linux-hostile até o osso.

    > Conclusão: o que segura hoje não são pontos negativos do
    GNU/Linux, é a
    > inércia das galés de prisioneiros do sistema proprietário, as
    campanhas
    > de FUD de seus feitores e o abuso de seu poder monopolista.

    Tá. Mas de prático e imediato, onde concentramos esforços? Um mapa do
    hardware que roda direito? Aperfeiçoar tutoriais e how-tos para
    fabricantes pequenos poderem integrar Linux sem medo? Recomendar que
    as pessoas usem aplicações "na nuvem" para tornar a migração do
    desktop mais fácil? E os dados? Deixamos para nos preocupar com eles
    depois?

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