No Debian Paraná, em termos de programas não são grandes as mudanças, mas são tem coisas muito específicas. A cara foi mudada para uma distro oficial do Governo do Paraná. Mas sempre se referenciando ao Debian. Mas a interface Gnome.

No Paraná Digital as mundanças foram um pouco maiores para viabilizar o monitoramento remoto por ambiente centralizado e o multi terminal. Também o que consta na distribuição foi levado em consideração as orientações do cliente, que e a Secretaria da Educação, ambiente pedagógico, etc. A interface é também é Gnome.

Os dois casos são amarrados na distribuição Debian. Mas, (apostamos, e até os mais ateus rezam todo dia, para que isso não aconteça) se um dia a comunidade Debian acabar, precisamos manter uma distro estatal para recomçar.



Em 03/07/2009 às 16:23 horas, psl-brasil@listas.softwarelivre.org escreveu:
Julian,
 
no caso do Paraná foram feitas modificações extremas ou apenas incluiram alguns ( ou muitos ) programas e deram uma cara nova pro Debian?
 
E uma outra dúvida, o que realmente caracteriza uma distro como uma nova distro? Mudar a aparencia e colocar (ou retirar) alguns softwares define a distro como nova distro?? Se eu incluir um novo jogo no Slack e criar uma iso e distribuir eu criei uma nova distro?
 
Jefferson 'McGyver' Santos


 
On 7/3/09, mvbsoares <mvbsoa...@uol.com.br> wrote:

Olá Rafael,

É importnate que você reflita sobre o seguinte: o particular pode fazer tudo o que a lei não veda. O Estado só pode fazer o que a lei manda.

Partindo desta afirmações, o Estado não pode tomar algo do privado, por mais que este algo seja GPL, e criar algo em cima disso, pois existem consequências jurídicas e econômicas a serem obervadas.

E no caso do Estado, o fato de ele usar uma distro existente, por exemplo, distro Debian na Prefeitura da Cidade tal ..., isso age nas pessoas como um selo de qualidade, ou seja, além do reflexo jurídico - o Estado se apropriando do trabalho privado - existe o reflexo econômico, que é a rede econômica que é formada por causa do tal selo de qualidade, por mais que esta qualidade não exista, seja apenas sentimento. Um exemplo disso é o seguinte: durante a crise de 1929 muita gente se matou, mas o Estado sobreviveu à crise, ok ?

Resumidamente, é por isso é que o Estado tem que criar a sua distro.

Fortes abraços.

-- Marcus Vinicius --

"Havendo suficientes colaboradores,

Qualquer problema é passível de solução"

Eric S. Raymond A Catedral e o Bazar "

 

O passado é apenas um recurso para o presente"

Clave de Clau

 

"Ninguém é tão pobre que não possa dar um abraço;

e Ninguém é tão rico que não necessite de um abraço. Anônimo



Em 03/07/2009 14:04, Rafael Gomes < rafaelgo...@projetofedora.org > escreveu:


Julian,

Sou a favor da customização, mas contra a criação de uma nova distro, como muito acontece.

Em relação ao que falou do Notes-IBM poderia ser facilmente resolvido com a criação de um pacote deb e depositado em um repos próprio.

Veja que não estou colocando em cheque a decisão de vcs, mas apenas querendo entender como isso se dá.

Obrigado,

Rafael Gomes
Consultor em TI
Embaixador Fedora
LPIC-1
(71) 8146-5772
Fedora Talk : 5103520


2009/7/3 Julian Carlo Fagotti <jul...@celepar.pr.gov.br>
Aqui no Paraná fizemos uma distro baseada em Debain. O motivo da distro própria foram sistemas legados que não funcionariam com a distribuição original. Como o emulador de Notes-IBM. Ainda que tenhamos migrado as contas de e-mails para o Expresso, os 10 anos de IBM Notes criaram um legado, com muitas pequenas bases de dados que não valem a pena migrar, seja porque tem tempo de vida curto, seja porque serão incorporados a sistemas de verdade, com linguagem livre. O Distro própria possibilita estas pequenas mudanças, acelerando a migração.
Não se trata exatamente de uma distro própria, mas de adaptação de um determinada distro para resolver problemas específicos.
Além disso, no caso da Celepar que é uma companhia de informática, é bom ter conhecimento sobre sistemas operacionais, qualifica nossos fucionários para outros desafios.

Em 03/07/2009 às 13:37 horas, psl-brasil@listas.softwarelivre.org escreveu:
Sei que posso parecer chato, mas aproveito esse email para lançar uma dúvida que me acompanha desde que ví a primeira distro "criada" pelo governo.

Por que criar uma nova distro e não utilizar e ajudar uma distro já existente?

É realmente uma dúvida minha, que deve haver uma resposta coerente.

Obrigado,

Rafael Gomes
Consultor em TI
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