Falou Tudo e mais um pouquinho Global. Concordo com tudo o que voce disse..

abraços

Nadilson S. Santana

2009/7/3 Anderson Goulart <glob...@gmail.com>

> Olá Rafael,
>
> Vou tentar pontuar alguns elementos prós e contras tais criações.
>
> Gostaria de dizer que sou o desenvolvedor do sacix e participante também do
> projeto ekaaty e ambos tem conceitos bem diferentes.
>
> Há algum tempo tenho criticado a criação de distros de forma desenfreada,
> mas também percebo sua importância em alguns aspectos. Se você for ver, ate
> cerca do ano 2000 já tinhamos diversas distros criadas e aparentemente já
> supriam todas as demandas: slackware, debian, conectiva, mandrake, red hat,
> suse, etc. Para que criar mais uma? O ubuntu veio e fez toda a diferença...
>
> Assim como o google mudou a forma de pensar em máquinas de busca, a criação
> desenfreada de distros acaba tendo consequências positivas a longo prazo. E
> quais são elas? Além do fato de poderem surgir distros realmente inovadoras,
> os caras que criam distros acabam se envolvendo com muitas coisas legais:
> aprende a empacotar, criar repositórios, trabalhar com sistemas de controle
> de versão, gerar ISOs, mexer em instaladores e muitas vezes acabam
> desenvolvendo softaware próprio para sua distro. Dessa forma,
> individualmente o cara se torna mais apto a contribuir com outros projetos
> quando a sua distro morre. Pois não é tão simples chegar num debian (ou pelo
> menos não parece) e sair contribuindo com coisas... até porque muitas vezes
> quem tá começando desconhece todo o processo para contribuição.. criando a
> sua ele se sente mais a vontade e sem medo de fazer cagada. Com o tempo ele
> percebe que pode ajudar outras distros e contribuir mais diretamente.. isso
> foi o que ocorreu comigo e conheço vários que seguiram esse caminho..
>
> Um aspecto que acho negativo é a forma que as distros são criadas. No
> projeto sacix eu abandonei as idéias convencionais e segui um modelo
> simples, útil e eficaz. Eu crio um conjunto de meta-pacotes e pacotes com as
> personalizações para o telecentro. Nesse modelo, o cara baixa o Debian lenny
> oficial, instala normalmente e logo após a instalação adiciona o repositório
> do Sacix no /etc/apt/sources.list e executa o comando
>
> aptitude install sacix
>
> ele irá baixar vários pacotes oficiais do debian e irá baixar também os
> pacotes criados por nós com as configurações pertinentes aos telecentros que
> usam o sistema LTSP. Dessa forma quem quiser ter um ltsp configurado
> rapidamente não precisa ler tutoriais para configurar dhcp, nfs, tftp e o
> próprio ltsp. Já disponibilizamos todas essas configurações para o usuário.
> Além disso temos pacotes com temas e personalizações do gconf e firefox. Ou
> seja, meu trabalho se resume a manter esses pacotes e utilizar toda a infra
> que o projeto Debian se propõe a fazer. Não tenho retrabalho em manter
> pacotes que o debian já o faz e estou sempre atualizado com o debian. Hoje,
> o sacix só morre se o debian morrer, o que eu não acredito que vá acontecer!
> :D
>
> A princípio, com poucas modificações eu poderia personalizar o sacix pra
> rodar no ubuntu, suse, fedora, etc. Só não o fiz até hoje por falta de tempo
> e porque não tive ainda necessidade para tal... mas as confs criadas podem
> ser reutilizadas em qualquer lugar... foi a forma que achei mais viável para
> contribuir sem criar outra distro do zero...
>
> Nos governos, o que eu vejo é a galera tentando fazer uma distro nova,
> mantendo mirror e todos os pacotes. Isso é impraticável, pois o trabalho é
> enorme, mas o cara só percebe depois de 1 ano que fez a distro e ela acaba
> morrendo. O modelo igual ao sacix é muito mais prático para os governos, que
> sempre tem equipe pequnas. Como eu disse anteriormente o cara que tá fazendo
> distro no governo, geralmente não sabe como contribuir com outros projetos e
> muitas vezes quer aparecer pro chefe dizendo que fez um trabalho enorme que
> pode ser utilizado por todo o órgão público. É o que o modelo meritocrático
> cria nas pessoas.. um interesse em contribuir pelo retorno pessoal futuro e
> não pelo simples fato de contribuir. Mas isso é outro discurso que foge do
> tema...
>
> Sobre o Ekaaty, os caras estão com outra proposta: ser uma distro com
> grandes diferenciais e não apenas um remake do fedora. Quase o que a
> conectiva fez na época e o ubuntu fez nos dias hoje, mas dentro das devidas
> proporções. Eu já até falei pros caras o quão complicado é isso e que
> podemos inclusive morrer na praia... mas a equipe está aumentando a cada dia
> com profissionais de diversas áreas (pedagogia, comunicação, programadores,
> artistas, etc) o que me faz crer que o projeto vai alcançar seus objetivos e
> por isso estou envolvido com o tal.
>
> É isso...
>
>
> abraços, global
>
>
> 2009/7/3 Rafael Gomes <rafaelgo...@projetofedora.org>
>
>> Sei que posso parecer chato, mas aproveito esse email para lançar uma
>> dúvida que me acompanha desde que ví a primeira distro "criada" pelo
>> governo.
>>
>> Por que criar uma nova distro e não utilizar e ajudar uma distro já
>> existente?
>>
>> É realmente uma dúvida minha, que deve haver uma resposta coerente.
>>
>> Obrigado,
>>
>>
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Nadilson S. Santana
Desenvolvedor de Soluções
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