No caso do voto (pois o primeiro trecho fui eu que escrevi), qual a solução (ou soluções), então ?

Fortes abraços,

Marcus Vinicius.

Pedro A.D.Rezende escreveu:
Silas Silva escreveu:
Olá a todos.

On Fri, Jul 03, 2009 at 06:15:05PM -0300, mvbsoares wrote:
   ... se as leis estão indo contra o interesse das comunidades é,
   basicamente, por que as comunidades não estão sabendo eleger seus
   representantes; ou por que seus representantes também não estão
   agindo de acordo com o mandato que lhe foi atribuído. Aí cabe às
   comunidades mudar seus representantes por meio do voto para que
   haja leis melhores e para que a burocracia estatal possa agir
   dentro destas leis melhores, em consonância com o que as comundades
   querem. Simples assim.

Mudar por meio de QUAL voto?

Seria de votos coletados e computados por um sistema informatizado que
bloqueia a fiscalização pelo eleitor? sistema especificado por leis
eleitorais aprovadas pelos mesmos sacripantas que a comunidade quer
defenestrar? sistema implementado e operado por uma burocracia eleitoral
/ terceirizada que age em consonância com o que esses sacripantas
querem? Simples assim?

O complicado é quando os próprios recursos criados para se garantir a
"democracia" não estão sendo respeitados pelos seus próprios criadores.
O exemplo mais recente é o de Honduras: quando interessa, a classe
dominante defende com unhas e dentes sua "democracia", quando vê seus
interesses ameaçados, apela para aquilo que ela negava no instante
anterior.

O exemplo do nosso sistema eleitoral é outro. Só agora, com a burocracia
eleitoral se metendo a regular a internet seguindo a cantilena da seita
do santo byte, entoada pela união azeredal, é que o baixo clero do
parlamento está começando a acordar.


Acredito que a política deva ser feita todos os dias por todos nós, e
não a cada quatro anos como deu a entender a última propaganda
eleitoral, convocando as pessoas ao voto.

Na pauta da próxima terça, na câmara, votação de um projeto de lei que
retira um pouco do poder absoluto desta burocracia eleitoral. Se passar
vai depois para o senado, onde a densidade sacripântica é maior.

O mesmo acontece com a
inserção do software livre em nossa comunidade.

Aí, o buraco é mais embaixo. Pois aí o efeito do chá do santo byte
inclui a síndrome de estocolmo digital, mais difícil de ser tratada do
que a abstinência democrólica.

Abraços.




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