Opa,
   cheguei um pouco atrasado na conversa, mas deixa relatar minha
experiência tentando responder sobre o porque da criação de uma distro.
    Como já disseram, porquê não só colocar mais um pacote no repositório e
pronto!?
    Bom, essa seria a idéia principal, obter os pacotes que estão faltando e
colocar no repositório, então para isso, obtenho todo o repositório, da
Debian por exemplo, compilo meu pacote e insiro no repositorio. Até aqui
tudo bem, porém eu tenho a necessidade de fazer uma instalação que já tenha
este pacote. Então eu baixo o debian-cd e crio meu CD da Debian
personalizado... até aqui, ok também... exceto que o netboot do
debian-installer não vai aceitar meu repositório por não estar autenticado
com a chave da Debian.
     Agora acompanhem comigo.... o tempo vai passando e eu tenho a
necessidade de adicionar mais pacotes, porém o pacote está no SID da Debian
e não no Lenny que eu estou usando, o que eu tenho que fazer? Eu obtenho o
pacote do SID e vou compilar para ficar compatível com minhas bibliotecas,
as do meu sistema baseado no Lenny. Porém, ele precisa de uma nova versão do
Python por exemplo... então tenho que compilar ela também, porém ela depende
do gcc mais novo para compilar... então compilo o gcc também... e assim vai.
Como podem notar, gera uma árvore de compilações de pacotes que acaba
forçando a atualizar a distribuição Lenny que eu tenho.
     Bom, até aí tudo bem ainda.... mas olha... tem várias outras
distribuições livres e vários drivers nem empacotados que podem ser
adicionadas na nossa distribuição pelas leis brasileiras. Então eu começo a
pegar pacotes do Ubuntu, do get-deb, dos fontes, dos vendedores de hardware,
do OpenSuSe, do Gentoo, etc. O que isso gera? Gera a necessidade de criar
novamente uma árvore de compilações... Gera então uma nova distro, como o
Ubuntu, que não mente nenhum momento falando que não se baseia na Debian,
mas que tem tantas modificações que acabou tornando-se diferente.
     Além disso, alguns pacotes possuem versões mais novas que não funcionam
tão bem quanto versões mais velhas. Então, tem-se que manter versões mais
velhas dos pacotes ao invés de acompanhar as versões mais novas que estão
nos repositórios oficiais.
     Bom, sou o principal desenvolvedor da distribuição ProLinux (nova
versão hospedada em: <http://ftp.unicamp.br/pub/linux/iso/prolinux/>)
(repositório oficial em: <http://repositorio.sistemaprolinux.com.br>) e
sempre me deparo com o que descrevi: temos a base Debian, porém queríamos
ter aplicativos novos, bonitos e muitos educacionais que não encontramos nas
distribuições educacionais que conheci, então comecei a pegar pacotes de
outras distribuições, principalmente do Ubuntu e das novas releases da
Debian.
     Chegando ao final... o que acontece? Tem-se uma a distribuição e a
vontade de demonstrar seu produto, de mostrar que houveram muitas
modificações e que a pessoa não tem só mais um Debian e sim um Debian bem
trabalhado e modificado para determinado foco, com um DVD de instalação
próprio, por exemplo, que já instala os pacotes necessários para um desktop,
com ferramentas educacionais, com programas testados e homologados (não na
proporção da Debian, mas na proporção dos pacotes do DVD), com aulas
multimídia, ou seja, com todo o foque a da empresa ou instituição na
personalização.
     Espero que tenha conseguido expor minha opinião e responder a pergunta
inicial do Rafael, mas sem desrespeitar ninguém, pois respeito a opinião de
vocês, que também é livre! =D


abraços a todos

-- 
Jacson R. C. Silva
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