Guilherme H. S. Ostrock escreveu:
> A notícia toda tem pontos com os quais eu não concordo, principalmente
> quando falam na criação de novas leis, porém o último parágrafo expressa
> o ridículo produzido em um evento que conta com a participação de
> empresas interessadas em declarações como essa:
> 
> Já para os usuários comuns, a melhor forma de garantir a segurança é
> atualizar o software periodicamente, o que depende da utilização de
> programas pagos e licenciados. De acordo com Opice Blum, este é o risco
> de softwares livres. “A diferença de ter um Linux é que você não terá
> quem processar, caso algo grave aconteça”.
> 
> http://www.conjur.com.br/2009-ago-04/desvio-dinheiro-conta-fraude-cometida-internet
> 
> Att.
> 
> Guilherme H. S. Ostrock
> 

Este ridículo, citado pelo Ostrock, é uma corrosiva e recorrente peça de
resistencia, que funciona como pedra angular no FUD baforado por altas
figuras da seita do controle maximalista (santo byte) na esquina das TIC
com a esfera pública. Tem sido repetida por decanos da computação (ex:
Silvio Meira), do direito informático (ex: Gilberto Almeida) e do
empresariado (ex. Gerson Smidtt) mesmo depois dessas iminentes figuras
serem chamadas à atenção para o fato desse ridículo ser puro FUD.

Em 2000 o Meira, prof. doutor de Computação na UFPE e ex-presidente da
SBC fez uma gracinha, na sua coluna do Estadão, com a preocupação do
governo frances diante dos riscos à soberania na dependencia a
fornecedores proprietários; foi corrigido, até na lista da SBC
(http://www.cic.unb.br/~pedro/trabs/freesoft.htm), mas, quatro anos
depois, soprou a mesma abobrinha no ouvido de um renomado jornalista
econômico (http://www.cic.unb.br/~pedro/trabs/nassif1.html, parte II).

No mesmo ano o Almeida, prof. de Direito na PUC-RJ, publicou no portal
PSL um artigo sobre a GPL e leis brasileiras eivado de contorcionismos e
omissões grotescas sobre o que está na GPL, empurrando a mesma
abobrinha; lá mesmo respondida, em
http://portalantigo.softwarelivre.org/news/1918, mas acompanhada, um ano
depois no Observatório da Imprensa, de uma peça vizinha no
quebra-cabeças do FUD: a que equipara cópia "com fim comercial" a
"pirataria", gerando muito ruído em listas de direito informático
(http://www.cic.unb.br/~pedro/trabs/galmeidadeb.html)

No ano seguinte (2005) o Schmitt, conselheiro da ABES e vice-presidente
da Camara e-net, sopra a fumaça na Folha de São Paulo, respondida no
observatório da imprensa
(http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=331ENO001),
Este parece que não voltou à carga diretamente, mas os efeitos das suas
baforadas repercutem em doutrinas e escolas de Direito, como em
http://www.cic.unb.br/~pedro/trabs/debateAA2.html e em
http://www.cic.unb.br/~pedro/trabs/gandra.htm

A propósito, o escritório do Ópice Blum foi o contratado, a peso de
ouro, para costurar a sétima versão do AI-5 Digital, aquela que se
tentou empurrar em segredo na CCJ do senado (o de Agaciel et-caterva) em
2007, operação esvaziada pela sagacidade do Pedro Simon
(http://www.cic.unb.br/~pedro/trabs/entrevistaJV.html) mas recuperada
pela cooptação do Mercadante no ano seguinte (2008)
(http://www.cic.unb.br/~pedro/trabs/nervosismo.html).

Esta turma não está nada satisfeita com o deputado Semeghuini não
conseguir emplacar o "produto" na Câmara, estão fritando outros bolinhos
naquele mesmo senado, pelo que esta nova onda de FUD ganha ares de
campanha de relações públicas para desacreditar os críticos do controle
maximalista e/ou seus interesses.


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prof. Pedro Antonio Dourado de Rezende /\
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http://www.cic.unb.br/docentes/pedro/sd.htm
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