Olha! Os debatedores tiraram leite de pedra. Denis, Oliva e Banffy.
Só gostaria de lembrar que o Linux que tinha a fama de não travar (fama que foi passada de servidor para desktop de maneira incorreta), hoje tem um anti marketing porque o grau de complexidade das operações de um desktop (imagem principalmente) faz que aconteça travamentos.
Ou seja, aprender com seus erros é bom, mas com os erros alheios é bem mais barato.

Em 04/02/2010 às 08:10 horas, psl-brasil@listas.softwarelivre.org escreveu:
On Feb 2, 2010, Ricardo Bánffy wrote:

> Em nenhum momento eles prometem um computador que você mesmo possa
> programar.

Eles não falaram de computador, até em termos de revolucionar seu uso?

Computador é, por definição, programável.

A questão crucial é quem decide qual programa ele roda.

> Nos anos 70, quem comprava um computador, o comprava para programá-lo.
> Isso não importa para a grande maioria dos compradores hoje em dia.

Resultado do marketing emburrecedor, que distorce o mercado para servir
aos próprios interesses, mantendo os consumidores impotentes e
dependentes dos fornecedores que estabelecem monopólios artificiais
através do controle das possibilidades de reconfiguração dos produtos
que vendem.

Não lhes importa do mesmo jeito que não importa ao boi onde termina a
fila do abatedouro. Domados e criados em cativeiro, mal percebem o fim
que os aguarda. Não quer dizer que vão gostar do fim, ou que o mereçam.

> A pergunta é como fazemos para que isso seja importante de novo.

O caminho que eu vejo é levantar a questão, para que questionem ?por
quê não pode? como assim, não pode??

Ajudar as pessoas a acreditarem que elas podem, sim, ou pelo menos
deveriam poder. É um barato quando eu dou a palestra do Pãnico e o
pessoal começa a se dar conta de que a lei de direito de autor não diz o
que durante anos tentaram lhes fazer crer que dizia, que há uma baita
manipulação e distorção para que as pessoas se sintam culpadas por algo
que não deveria gerar culpa, para que aceitem restrições que não têm
cabimento. É uma doutrinação, mesmo, parecida com algumas religiões.

Muitos precisam de um chacoalhão pra abrir os olhos, e às vezes as
pessoas resistem, porque inevitavelmente o chacoalhão gera dúvidas,
inseguranças e incertezas onde antes havia certeza, costume com uma
região de (des)conforto conhecida. É a tal Síndrome de Estocolmo. É
por isso, acho, que tanta gente fica chateada com os abridores de olhos.

Tem gente que prefere ficar de olhos fechados. Tem outros que dão a
maior força, pra se aproveitarem disso.

--
Alexandre Oliva, freedom fighter http://FSFLA.org/~lxoliva/
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Be Free! -- http://FSFLA.org/ FSF Latin America board member
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