Não sei se foi a intenção, mas os celulares estão hardware de internet, e na internet dá pra fazer muita coisa além das funções básicas de um celular. Abrir o código do sistema operacional do celular é dizer:
"não sabemos o que desenvolver, não sabemos o que vai dar certo ou não, não sabemos no que investir, não sabemos o que mais vai ser inventado. Então... deixa rolar."
Se algum coisa significativa for feita, a empresa pode:
1. Fechar o código, e/ou
2. Manter o código aberto e dar suporte, e/ou
3. Investir em desenvolvimento de alguma coisa que colou no mercado.


Em 05/02/2010 às 19:05 horas, psl-brasil@listas.softwarelivre.org escreveu:
2010/2/5 Pablo Sánchez :
>> Mas por que um fabricante de hardware teria interesse em fazer seu
>> software, que é, no fundo, o seu diferencial competitivo em relação
>> aos competidores, rodar nos computadores deles?
>
> Ué? E o que a Nokia acaba de fazer com o Symbian? Não abriu margem a
> isso? E o Maemo?

A única interpretação cabível é que o Symbian deixou de ser um
diferencial competitivo. Se ao abrir o código a Nokia conseguir
evoluir um pouco o produto sem custo, é bom pra ela.

E o Maemo já começou aberto. A idéia sempre foi de buscar uma sinergia
com uma comunidade de desenvolvedores.

E eu nunca entendi o modelo de negócio por trás disso.

> Com certeza. Ela teria que passar a cobrar preços justos. A menos que
> ela fosse metida a esperta tipo MS e fizesse o mesmo que a MS fez com
> a IBM no começo dos anos 80.

A Apple cobra preços justos. Se não cobrasse, os usuários de
hackintosh persistiriam.

Os que compram Macs depois de ter um hackintosh é por terem se
encantado com o sistema e decidido gastar um pouco mais em um
computador bem mais bonito. Um Macbook não é expressivamente mais caro
do que um bom notebook de qualquer outra marca.

> Mas toda empresa pode fazer isso. Não existe nenhuma cláusula na GPL
> que impeça o proprietário dos direitos autorais de mudar a licença
> quando bem quiser.

Mas as versões existentes até a mudança continuam com a mesma licença

> caso do Sourceforge. Era livre. Um belo dia, não era mais. Pegaram o
> fonte que era GPL, fizeram um fork, GForge... que era GPL, até a 4...
> e agora, não é mais... aí, pegaram a versão GPL do GForge e fizeram o
> FusionForge pegando vários forks do GForge... e agora... bom, esse
> ainda está lá, GPL, com fonte e tudo mais.
>
> ATÉ QUANDO?

Enquanto alguém tiver vontade de mantê-lo assim.

--
Ricardo Bánffy
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