2010/3/1 isabela <isab...@northxsouth.com>

>  Um outro artigo sobre o mesmo assunto que saiu no guardian:
>
> http://www.guardian.co.uk/technology/blog/2010/feb/23/opensource-intellectual-property
>
>
Não sei direito o que dizer do capitalismo como sistema econômico, mas como
religião é uma porcaria. Os católicos já queimaram pessoas, os "capitólicos"
já queimaram países inteiros e não querem parar:
"""
(...)
What's Special 301? It's a report that examines the "adequacy and
effectiveness of intellectual property rights" around the planet -
effectively the list of countries that the US government considers enemies
of capitalism. It often gets wheeled out as a form of trading pressure -
often around pharmaceuticals and counterfeited goods - to try and force
governments to change their behaviours.
(...)
"""

http://pt.wikipedia.org/wiki/Economia
"""
(...)
Uma das definições que captura muito da ciência econômica moderna é a de
Lionel Robbins em um ensaio de 1932: "a ciência que estuda as formas de
comportamento humano resultantes da relação existente entre as ilimitadas
necessidades a satisfazer e os recursos que, embora escassos, se prestam a
usos alternativos."[2] Escassez significa que os recursos disponíveis são
insuficientes para satisfazer todas as necessidades e desejos. Estando
ausentes a escassez dos recursos e a possibilidade de fazer usos
alternativos desses recursos, não haverá problema econômico. A disciplina
assim definida envolve portanto o estudo das escolhas uma vez que são
afetadas por incentivos e recursos.
(...)
"""

http://wikibr.org/08-A-economia-do-conhecimento-para-MINC.doc
"""
(...)
A lógica econômica do conhecimento, no entanto, é diferente da que rege a
produção física. O produto físico entregue por uma pessoa deixa de lhe
pertencer, enquanto um conhecimento passado a outra pessoa continua com ela,
e pode estimular na outra pessoa visões que irão gerar mais conhecimentos e
inovações. Em termos sociais, portanto, a sociedade do conhecimento
acomoda-se mal da apropriação privada: envolve um produto que, quando
socializado, se multiplica. Portanto, o valor agregado ao produto pelo
conhecimento incorporado só se transforma em preço, e consequentemente em
lucro maior, quando este conhecimento é impedido de se difundir. A batalha
do século XX, centrada na propriedade dos meios de produção, evolui para a
batalha da propriedade intelectual do século XXI.


De certa maneira, temos aqui uma grande tensão, de uma sociedade que evolui
para o conhecimento, mas regendo-se por leis da era industrial. O essencial
aqui, é que o conhecimento é indefinidamente reproduzível, e portanto só se
transforma em valor monetário quando apropriado por alguém, e quando quem
dele se apropria coloca um pedágio, “direitos”, para se ter acesso. Para os
que tentam controlar o acesso ao conhecimento, este só tem valor ao se criar
artificialmente, por meio de leis e repressão e não por mecanismos
econômicos, a escassez. Por simples natureza técnica do processo, a
aplicação à era do conhecimento das leis da reprodução da era industrial
trava o acesso. Curiosamente, impedir a livre circulação de idéias e de
criação artística tornou-se um fator, por parte das corporações, de pedidos
de maior intervenção do Estado. Os mesmos interesses que levaram a
corporação a globalizar o território para facilitar a circulação de bens,
levam-na a fragmentar e a dificultar a circulação do conhecimento.


A questão central de como produzimos, utilizamos e divulgamos o conhecimento
envolve portanto um dilema: por um lado, é justo que quem se esforçou para
desenvolver conhecimento novo seja remunerado pelo seu esforço. Por outro
lado, apropriar-se de uma idéia como se fosse um produto material termina
por matar o esforço de inovação. Lessig nos traz o exemplo de diretores de
cinema nos Estados Unidos que hoje filmam com advogados na equipe: filmar
uma cena de rua onde aparece por acaso um outdoor pode levar imediatamente a
que a empresa de publicidade exija compensações; filmar o quarto de um
adolescente exige uma longa análise jurídica, pois cada flâmula, poster ou
quadro pode envolver uso indevido de imagem, gerando outras contestações. A
propriedade intelectual não tem limites?
(...)
""'

O texto completo tem apenas 8 páginas (em .doc), vale a pena ser lido:

http://wikibr.org/08-A-economia-do-conhecimento-para-MINC.doc


-- 
Existe mais de uma maneira de chegar lá

Glauber Machado Rodrigues

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