Em 02-03-2010 18:53, Ricardo Bánffy escreveu:
> 2010/3/2 Pedro A.D.Rezende <preze...@unb.br <mailto:preze...@unb.br>>
> 
>     Deve entrar na briga para provar a tese central do neoliberalismo, a
>     saber, que o Estado é inerentemente ineficiente: entrando com o mesmo
>     preço, a estatal tem lucro zero porque é ineficiente, a empresa privada
>     tem lucro porque é mais eficiente, e a tese fica provada.
> 
> 
> Seu raciocínio é falho em vários aspectos:
> 
> - Empresas privadas visam o lucro através do provimento de bens ou
> serviços aos seus clientes, não de provar teses.

 Deve ser por isso que o preço dos tais bens e serviços é sempre x para
negõcios privados, ou 2x para licitações públicas.

 Usualmente deixam aos
> acadêmicos o trabalho de prová-las ou desmentí-las.

Então tá. Vale a segunda alternativa: trata-se de dogma irracional, e
não de tese racional.
> 
> - Uma empresa estatal pode assumir prejuízos que nenhuma empresa privada
> em sã consciência assumiria. Por conta disso, ela pode praticar preços
> que nenhuma empresa privada poderia igualar. Quando uma empresa estatal
> vende um bem ou serviço a preços menores do que o custo de se
> ofereçê-lo, está cumprindo sua função social. Quando uma empresa privada
> faz isso, normalmente está fazendo dumping. Embora sejam coisas
> fundamentalmente diferentes na intenção, o efeito na concorrência é
> igualmente devastador.
> 
> - Estatais não contam com os mesmos incentivos que empresas privadas
> para serem eficientes - os acionistas não pegam no pé dos executivos.
> Estatais, quando bem usadas, são ferramentas de desenvolvimento
> econômico e têm um papel importante em prover bens e serviços que a
> iniciativa privada não pode prover.
>  
> 
>     A não ser que a tese seja só dogma, insustentável sem a via da
>     corrupção, que torna o estado ineficiente na mesma razão em que os
>     monopolios privados se tornam mais eficientes...
> 
> 
> Monopólios, privados ou estatais, acabam se tornando ineficientes pela
> falta de mecanismos de, na falta de palavra melhor, "emagrecimento". O
> agravante, no caso de monopólios estatais, é que os privados, pelo
> menos, precisam dar lucros para se justificar. Os estatais nem isso.

Bela teoria. Na prática, leia o documento da IIPA
>  
> 
>     Acho que estamos aqui diante da mesma lógica invertida, dos dogmas
>     neoliberais "autoevidentes", como estampados no documento do cartel
>     IIPA, que diz que o Software Livre acaba com a "competitividade"
> 
> 
> Bonito seu homem de palha. Foi você mesmo que fez?

Não fui eu, foi o citado cartel dos monopólios da propriedade imaterial

De novo, por óbvio, os neoliberais não acreditam em mim, então leiam vcs
mesmos o relatório
> 
> 
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