2010/3/2 Ricardo Bánffy <rban...@gmail.com>

> 2010/3/2 Glauber Machado Rodrigues (Ananda) <glauber.rodrig...@gmail.com>
> >> Você alguma vez teve contato com a montanha de burocracia que separa o
> vencedor de uma licitação do pagamento pelos serviços prestados?
> >
> > B2G ao resgate...
>
> É lindo, em teoria. Ainda não vi funcionar.
>

Nem eu, mas até um certo tempo ninguém tinha visto B2B funcionando também, e
aí está.

Faz todo sentido um B2B voltado para o governo, preocupando-se com a
burocracia adicional ao fazer negócios com o governo. Isso me leva a crer
que tanto estatais quanto empresas privadas serão ineficientes quando sofrem
de incivilidade.



>
> >> Prove ;-)
> >
> >
> http://www.rumosdobrasil.org.br/2009/10/23/how-did-economists-get-it-so-wrong
>
> Como se o estatismo não tivesse problemas.
>

Claro que tem. No geral, acho que a falta de educação é a causa dos dois
problemas.


>
> Não sou eu o proponente de capitalismo desregrado. Ao contrário - eu
> desde cedo nessa improdutiva discussão martelei a idéia de que seria
> mais barato regular o mercado do que fazer uma estatal. Aparentemente,
> na impossibilidade de refutar essa idéia simples, refutam outras mais
> ou menos parecidas.
>
> Chega a ser engraçado.
>

Entendi. Acredito que eu esteja aqui justamente para argumentar o seu ponto
de uma forma que espero que você entenda. Mas também quero entender o seu
ponto, senão vou pisar em falso.

Eu acho que há um problema fundamental nessa idéia: o estado não é maduro o
suficiente para prover determinado serviço essencial para a sociedade, mas é
maduro para controlar a atuação de prestadores desses serviços. Acredito que
se o estado imaturo tem o poder de intervir tão fortemente nas atividades de
uma empresa privada sem conhecer a sua operação e fundamentos econômicos,
vai acabar atrapalhando o seu funcionamento, tornando-a ineficiente da mesma
forma a longo prazo.

Acredito que serviços que deveriam ser públicos deveriam ser implementados
por um estado capacitado, e serviços que não são públicos deveriam ser
implemetados por empresas privadas capacitadas, reguladas por estados
capacitados. Acho que a discussão deveria ser se um determinado serviço deve
ser público ou privado, e o que levaria ao seus implementadores a fazer um
bom trabalho.


> > Assim como a cultura de uma empresa supera as técnicas de controle,
> tornando-as ineficases, a cultura de uma nação imoral como a nossa encontra
> seu caminho para chegar ao mesmo resultado insatisfatório. A burocracia é
> justamente todo esse controle que não leva a nada.
>
> E tem gente que propõe, de cara limpa, fazer mais uma estatal, com
> toda a sua burocracia associada, para resolver um problema que poderia
> ser resolvido imprimindo-se 20 parágrafos no DOU.
>

Se isso for resolver o problema, depende do que você chama de problema
resolvido. Acredito que as soluções temporárias não deveriam nos desviar da
solução permanente. Uma solução permanente é aquela que elimina o risco,
qualquer outra solução é transitória. Algumas soluções temporárias geram
novos problemas que elevam o nível geral de insatisfação do sistema.

Mas nada impede de aplicar uma solução temporária enquando a solução
permanente está a caminho, se isso aumentar a qualidade geral do sistema.


>
>
> > Você não acha que o SL seja um risco à propriedade intelectual?
>
> Claro que não é. Sem a noção de propriedade intelectual, como você
> impõe as licenças? Como ficaria um produto sob GPL se tudo fosse,
> magicamente, colocado em domínio público? Como ficaria um livro
> licenciado com uma CC? Sem propriedade intelectual, as licenças,
> todas, perdem os dentes.
>

Ficaria tudo bem. Nesse sentido, a GPL só serve para impedir alguém de
fechar o código por direito.

Não havendo o direito de fechar o código, sendo que a natureza foi muito
generosa fornecendo os mecanismos para os que buscam conhecimento, mesmo que
alguém tentasse manter o monopólios das alterações seria simples fazer a
engenharia reversa, ou fazer a informação vazar de outra maneira.


>
> > Você não acha que uma vez que o mundo tenha a prova do que Thomas
> Jefferson já suspeitava em 1813, vão começar a questionar a legitimidade da
> propriedade intelectual:
>
> Não confunda propriedade intelectual com abusos dela.
>

A propriedade intelectual em si já é um abuso.


>
> > Mas querer que o estado interfira no uso das idéias em favor de alguém
> mesmo isso sendo tão ilegítimo quanto impossível de implementar na realidade
>
> Imagine a empresa E se apropriando do seu lindo produto P e
> subvertendo-o e usando-o de formas com a qual você, o autor, discorda
> e que violam as condições que você estabeleceu. Mas nenhum governo
> pode fazer nada porque, afinal, são só idéias.
>
> Como fica?
>

Fica como lição para eu parar de inventar direitos para mim de forma
ilegítima, e procurar minha felicidade em outra coisa.

-- 
Existe mais de uma maneira de chegar lá

Glauber Machado Rodrigues

skype: glauber.rodrigues
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