2010/3/14 rafael <rafaelcro...@gmail.com>

>  Sinceramente. Você tá aqui pregando o uso livre da Internet e tá
> criticando o uso livre das palavras. Estou abismado. Como alguém pode
> defender o código livre no caso das linguagens de programação e critica o
> mesmo (e defende seu cerceamento) no caso das linguagens faladas nas
> sociedades? Você não enxerga nenhuma contradição nisso?
>

Não tem relação direta não. "Uso livre" é uma expressão vaga. No caso do
software temos software livre e no caso de linguagens humanas temos
liberdade de expressão. Elas até têm paralelos, mas são coisas distintas,
cabe a você demonstrar que são o mesmo e não eu defender algo que por
hipótese zero é diferente.

Eu defendo, lógico, a liberdade de expressão, até com limites alargados que
incomodam a muitos, mas ainda assim, limites. Não considero correto permitir
todo tipo de desinformação e ataques, pois informação também tem potencial
daninho. Um desses limites, que me parece correto, é o uso de palavras/logos
registrados. Pode ser que em uma sociedade ideal (socialista, talvez) uma
identidade assegurada não fosse necessária para um produto comercial ou
entidade, mas na sociedade atual é.

Já disse que saber interpretar o mundo envolve entender os dois lados, para
termos uma visão equilibrada temos que saber nos colocar no lado de opinião
oposta. Sinceramente, não acho que você o está fazendo.


> A Nokia fez um deslize e ficou malvista por isso? Malvista onde?
>

Ficou. Nos noticiários, nos blogs, nas análises de consumidores. Como você
mesmo expressa. PR é importante comercialmente e perder simpatia do público
afeta vendas.

Essa empresa não fabrica os celulares. Quem fabrica são os trabalhadores.
> (...)
>

Que viagem. Em que isso é relevante pra esse assunto? Daqui a pouco vamos
discutir comunismo x capitalismo ou coisa semelhante?

Não assumo  sua interpretação desse texto do stallman. Quando ele fala de um
> direito do consumidor de saber ele fala de um padrão de qualidade, um selo,
> não da forma como as marcas são tratadas por essas empresas. No caso do
> celular que você citou há uma clara intenção de engodo. É como vender leite
> de um outro animal e falar que é de vaca.  Isso é bem diferente de uma marca
> significar você ter direito a sair intimando todos os domínios que contêm
> essa substring e tenha o produto como assunto...
>
> Você acha que não deveria ter Flubunto e todos os outros buntos não
> oficiais com esse nome. Eles  alegam na página deles de que não são uma
> distro oficial, então não há aí um engodo..
>

Flubunt*o* ou Flubuntu? Achei o blog a que se refere e até menos do que o
NokiaBR, quem o lê terá muito poucas chances de confundir com opinião
oficial da empresa. Agora, compare com NokiaBR, pode ficar parecendo que é
da Nokia Brasil mesmo. Também não concordo com a idiotice impensada de
alguém do departamento jurídico - e outros departamentos da empresa deixaram
claro que não concordaram - mas o fato é que é um fato defensável que uma
parcela (provavelmente pequena) dos consumidores pode, pelo menos, assumir
essa relação.

Em momento nenhum eu disse que o assunto é binário. Existem ocasiões claras,
como o produto falsificado que eu apontei, outras menos claras, como o
HiPhone (que não afirma ser um iPhone mas é igualzinho na aparência), outras
ainda menos claras (clones menos parecidos de iphones, etc...) até chegarmos
ao caso em que a similaridade é bastante superficial, como o blog flubuntu e
a distribuição Ubuntu da Canonical. Eu acho razoável esperar que uma empresa
que registrou sua marca e seu nome procure manter sua legitimidade no
mercado indo atrás de quem não está muito no meio da região cinzenta. E de
quebra, como eu disse, isso protege o consumidor de falsificações.

No caso do blog NokiaBR, eu acho que a região cinzenta não era
suficientemente escura para ser classificada como preta. Nisso concordamos.
Mas você disse no começo da sua mensagem que não concorda com o registro de
nomes comerciais "per se", estou representando bem sua opinião? Então qual
sua posição quanto ao caso de falsificações escancaradas como o falso N900?

 Pode ser que a Nokia esqueceu um assunto que teve repercussão nacional?
> Você tá falando sério? Não pode ser ingenuidade apenas.... Uma coisa é você
> ter uma especificação, que diga que tenha que ser usados os componentes com
> tal qualidade.  Outra coisa é você ser proibido de copiar (mesmo que para
> melhorar) um produto pois ele tem uma marca carimbada no mesmo...
>

São duas questões bem diferentes. Se eu pego o código do Windows e melhoro e
libero ou vendo como "MyOS Superbetter 0.1", estou infringindo copyright (e
provavelmente muitas patentes também). Se eu pego um código qualquer (seja o
do Windows ou não) e libero como "Windows 8.5" estou infringindo o
trademark.

A propósito, pra ser mais no tópico, o NokiaBR não estava "melhorando" os
produtos Nokia. Estava divulgando e dando dicas e receitas.

[]s,
-- 
Cláudio "Patola" Sampaio
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Campinas, SP - Brazil.
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