>
> A maioria esmagadora dos consumidores continuará a usar produtos
> obscurantistas, pois sempre haverá um que fará o jailbreak e gravará
> aquele programa favorito e o disponibilizará usando a interntet,


Acho que sou mais otimista que você, não creio que será fácil, mas não será
impossível. Quando eu vejo a predileção das pessoas por aqueles celulares de
2 chips, que possuem um sistema sofrível, eu penso que em nome de uma
funcionalidade, considerada essencial, as pessoas podem optar por um ou
outro produto.

Não se trata de enviar cartas abertas mas do próprio mercado e das pessoas
escolhendo. Vejamos que as parceiras dos fabricantes de telefones, as
empresas de telefonia, sempre se opuseram ao uso de dois chips, mas hoje
esse tipo de aparelho é dos mais vendidos.

Isso é só um exemplo, uma tentativa de ilustrar que podem surgir
alternativas que escapam dos grandes monopólios.

mas *cartas abertas* são importantes viu.

2010/3/16 China <china.lis...@gmail.com>

> Em 16 de março de 2010 10:40, Marco Carnut <k...@tempest.com.br> escreveu:
> > Pois é como o Alexandre disse: se o público rejeitar esses aparelhos
> > perniciosos, e fizermos um grande barulho que preferimos o produto
> > personalizável e preterimos os aprisionantes, eles vão entender.
>
> Os fabricantes vão ouvir o poder econômico dos donos da mídia e
> alterar seus firmwares, não tenhamos ilusões ...
>
> > Pelo menos em teoria. Na prática, creio que a esmagadora maioria
> > das pessoas engole os dispositivos aprisionantes sem reclamar,
> > ou talvez sem nem sequer ter conhecimento de que poderia ser diferente.
>
> Justamente por esse motivo: poucos consumidores vão, efetivamente,
> exercer a liberdade caso ela lhe seja dada. Portanto a recusa em
> comprar não será tanta a ponto de fazer os fabricantes mudarem.
> Ademais, basta que eles apresentem a conta anualmente para os donos da
> mídia que eles compensam ...
>
> A maioria esmagadora dos consumidores continuará a usar produtos
> obscurantistas, pois sempre haverá um que fará o jailbreak e gravará
> aquele programa favorito e o disponibilizará usando a interntet, daí
> pouco fará diferença para o cara pois o que interessa é ter acesso ao
> programa e não a democratização do acesso ao bem cultural.
>
> > Por isso mesmo é que eu creio que seja tão importante seguir o
> > conselho do Alexandre e exaltar ao máximo barulho que eu conseguir
> > fazer por que eu preferi o produto mais aberto.
>
> Barulho devemos fazer sempre, mas sem ilusões. Eu acho que esta
> batalha tecnológica contra os fabricantes de eletronicos deverá ser
> travada depois de outra mais urgente, que é derrotar o projeto do
> Azeredo. De nada adiantará ter produtos eletronicos que me permitam
> uso livre se eu não puder dizer a ninguém o que eu fiz com ele ...
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