2014-10-07 21:06 GMT-03:00 <[email protected]>: > > Lindo! Verdadeiramente lindo! > ------------------------------ > > *De: *"fabianne balvedi" <[email protected]> > *Assunto: *[PSL-Brasil] [OT] Sorria, > > nós estamos todos presos. > http://www.revistabula.com/3261-sorria-nos-estamos-todos-presos/ > > Achei interessante essa troca de mensagens entre o Anahuac e a Fabs! São os dois briguentos que tem polarizado as discussões nesta lista. O Anahuac elogiou o recado implícito da Fabs, ou será que interpretei errado?
Quando li a mensagem da Fabs, percebi uma mensagem implícita ao Anahuac e outros anahuac-like: 1) Não há liberdade absoluta: "há sentimento de liberdade até no melhor lugar do cativeiro". Por exemplo, conheço pessoas que produzem software livre criados no Windows ou Mac OS. 2) Todos estão ligados um ao outro e de certa forma, nossos vínculos limitam nossa liberdade. Por exemplo, por várias vezes, tive que optar por gravar em um formato proprietário (.docx ou .doc) pois meus parceiros não tinham ou não podiam instalar o LibreOffice. Depois dos notáveis debatedores, Bruno 'Javaman', Frederico (teia.bio.br), Cláudio Sampaio 'Patola', chegou a vez da Fabs, e deu uma definição bem encaixada, da prática do Anahuac: bullying. Desde a primeira mensagem que enviei diretamente a ele eu disse que estava fazendo julgamento de valor. Desta vez, eu identifico essa prática como Etnocentrismo: http://pt.wikipedia.org/wiki/Etnocentrismo Essa metodologia é eficaz na formação inicial de grupos pequenos: promove a identidade de grupo, a união e confiança entre seus membros. Isso é mais reforçado ainda quando existe um inimigo 'externo'. Por exemplo, a demonização da Microsoft motivou a união de grupos de software livre, pois eram 'contra a entidade'. Agora que a Microsoft já não é tão forte assim, muitos líderes já procuram outros 'demônios' para reforçarem seus grupos. Não é fácil se livrar dessa forma de pensar, pois ela é bem primitiva, praticada nas escolas quando crianças, grupos de caça da pré-história e ainda em algumas igrejas. Do ponto de vista dos etnocêntricos, o Movimento de Software Livre morreu pois já não é mais o que era antes. A missão no momento é depurar os seguidores da lista PSL-Brasil, praticando bullying, podemos afugentar os fracos, só vão restar os radicais-livres, aqueles que concordarem em se depurar, livrando-se das contas de Gmail, Facebook e outros prazeres mundanos. Segundo essa visão, a verdade está fora da Matrix, no ascetismo, conforme o Patola identificou na fala do Anahuac. Assim voltaremos a ser um grupo, uma visão única, unido e coeso, mesmo que sejam poucos. Mas será que existe somente um caminho? O Etnocentrismo vai continuar funcionando? Podemos voltar às origens? Eu acredito fortemente que o Movimento de Software Livre está deixando de ser formado por tribos etnocêntricos, pois o contexto mudou. A inclusão e a manutenção de pessoas, com competências diferentes é essencial para a renovação. Para expandir e promover a inclusão social, o movimento precisa de pessoas com habilidade em Direito, Educação, Artes, Política, etc. Cada um tem um contexto social e tecnológico diferente que deve ser respeitado. Exigir ascetismo dos seus membros é criar uma barreira que impede o crescimento quantitativa e qualitativo. As táticas de antes, já não tem mais efeito e precisam ser repensadas. As pessoas devem ser criticadas não pelo que elas usam, mas nas ações que realizam. Abraços, -- Marcelo Akira Inuzuka (62) 9261-4004
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