Essa discussao sobre a area de producao de software eh interessante. Deixe eu gastar alguns bytes da caixa de entrada de voces com minha visao. 1. Muita gente contrata servico e compra produtos pelo preco, ponto. Isso eh uma relacao muito prejudicial tanto pra quem compra como pra quem vende. Quem vende por preco consegue preco baixo pq "tira" alguma coisa. O problema aparece quando o que foi tirado prejudica a qualidade do produto final. Acredito na necessidade em alguns casos de regulamentar. Um bom exemplo citado foi softwares para medicina. Cito outra area de ambiente critico: plantas industriais.
2. Talvez seja mais facil pra a gente (que produz software) simplemente entregar o software e colocar no contrato que a gente nao se responsabiliza pelo uso do software. Mas e quando o software nao se comporta como deveria? Serah que somos realmente livres de culpa? Este ponto eh mais controverso. Serah que nao tah faltando a gente criar normas (ou usar as que jah existe) que nos garanta um produto de qualidade e robusto? Quem eh que quer ver um predio cair? Pois eh, a gente tb nao deveria achar normal um programa travar, muitos prejuizos podem vir daih. 3. Minha visao da area de informatica hoje eh a seguinte: as empresas que querem solucoes definitivas precisam pagar absurdos de dinheiro, a conta vem com pelo menos 6 zeros antes da virgula. Jah as empresas que nao podem pagar isso tudo, que sao a maioria e tb empregam, e tb movimentam a economia local, estao fadadas a ter que comprar software de baixa qualidade. Tem que ser assim? Serah que nao dah pra melhorar esse panorama? Ah, fiquem a vontade para nao concordar comigo. =) Abraços, __ Eduardo Coelho | MCT | LPIC-2 | Gerente Técnico IT CURSOS | Microsoft Gold Certified Partner | Approved Linux Training Partner (84) 3222-4866 | www.itcursos.com.br 2009/8/23 Vítor Baptista <[email protected]> > Pedro, > > 23/08/2009 PEdroArthur_JEdi <[email protected]> > > 2009/8/23 Vítor Baptista <[email protected]>: > > > Porque, IMHO, o objetivo de regulamentar não deve ser conseguir > melhores salários. > > > > Na minha também não. Mas até que seria um ótimo ponto. Nossa área é > > muito desvalorizada. E essa desvalorização vem principalmente daqueles > > que não tem capacitação e nem diploma para atuar e muito menos > > discernimento para ver que sua auto-desvalorização é prejudicial a > > todo um ramo. Aqui falo dos sobrinhos, primos, vizinhos, etc. > > > > Mas aqui já é outro tópico, para o futuro, talvez... > > Eu acho que bons profissionais serão valorizados. Se a empresa prefere > contratar o primo do vizinho de 15 anos, a contratar um bacharel, é porque > ele não ache necessário. E, se for assim, não deve ser o Estado a dizer que > não. > > > > Mas proteger a sociedade de danos que possam resultar do mau exercício > da profissão. > > > No caso da nossa área, como vários já falaram, danos à sociedade só > podem ocorrer > > > em casos muito restritos, na exceção. Não se faz uma regra para todos > baseado em > > > uma exceção. > > > > Aqui é outro mito. > > > > * Um sistema médico, não pode trazer um dano a sociedade? > > * Mais da metade das movimentações feitas nas bolsas de valores são > > através de robôs. Uma decisão mal tomada não pode trazer danos a > > sociedade? > > * Um ERP mal implementado? > > * Um sistema de gestão de * mal implementado? > > * O caso telefônica, não seria um dano a sociedade se descoberto por > > alguém menos comprometido com a ética? Esses sistemas não são a > > exceção. > > > > A U.E. já está querendo por nas mãos dos desenvolvedores a > > responsabilidade por desastres advindos de erros de programação. > > Talvez seja uma medida bem mais benéfica que uma regulamentação pois > > levaria o sistema (o da teoria da conspiração) a se auto regular. Mas, > > já vimos o que a utopia da auto regulação nos trouxe (no âmbito da > > sociedade global, vide Zeitgeist I e II). > > Todos seus exemplos foram exceções. Não disse que, em nenhum caso, um > sistema mal implementado poderia trazer algum dano a sociedade. Mas que > estes são exceções, e devem ser tratados assim, e não como regra. > > Obviamente, se uma empresa é contratada para implementar um piloto > automático de um avião, devem haver critérios rigorosos para garantir a > confiabilidade. Mas não posso juntar isso com ERPs, CMSs, e um sistema de > controle de padaria no mesmo balaio. > > Ou você acha que não há nenhum controle sobre esses sistemas críticos hoje > em dia, que ainda não temos regulamentação? > > > Acho que uma espécie de código de ética e conjunto de punições já > > seriam mais que suficiente para dar uma melhorada em nossa área. Quem > > quisesse adentrar na profissão, já estaria ciente dos seus deveres. > > O problema é: quem vai fiscalizar e aplicar as punições? Financiados por > quem? > > > E por fim, não adianta crer no crivo das empresas para selecionar e > > excluir os profissionais e os maus profissionais. Na sociedade do > > lucro, o que vale é o dinheiro, e não o bom senso. > > Eu discordo e, na nossa área, existem diversos exemplos que o mercado > consegue se regular sozinho (EUA?). Mas isso pode ser encarado como uma > opnião pessoal... > > Abraços, > > -- > Vítor Baptista > Comissão Organizadora > IV Encontro de Software Livre da Paraíba > 6, 7, 8 e 9 de Maio de 2010 > Estação Ciência, Cultura e Artes Cabo Branco > João Pessoa, PB. > > http://www.ensol.org.br > _______________________________________________ > Projeto Software Livre - RN > _______________________________________________ > PSL-RN mailing list > [email protected] > http://listas.softwarelivre.org/mailman/listinfo/psl-rn >
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