Tura,

Em síntese é o seguinte: Quando trata um efeito como aleatório, ou se ele tem 
esse perfil, quer dizer que o grupo que foi tratado como aleatório tem uma 
distribuição de probabilidade além do erro é claro. Isso é perfeito, pois agora 
podemos extrapolar nossa inferência para uma população, ao contrário de quando 
tratamos um grupo como efeito fixo, em que podemos somente fazer inferências 
para aquele grupo de observações por meio de comparações de médias. Suponhamos 
um exemplo bem esdrúxulo, que você avaliou o índice de infecção hospitalar por 
um novo vírus mortal chamado SAS em dez hospitais públicos. Se hospitais for 
tratado como efeito fixo, a sua inferência será restrita apenas ao grupo de 
hospitais em estudo. Se for tratado como aleatório, a inferência pode 
ser extrapolada para todos os hospitais daquela região, estado ou país. Os 
componentes da variância nada mais é do que a Esperança do Quadrado Médio
 daquela fonte de variação. Por exemplo, o componente da variância do erro é: 
E(QMerro) = sigma² erro, pois ele é aleatório. A componente da variância de 
hospital caso ele seja fixo, e supondo um delineamento simples é: E(QMhospital) 
= repetição Somatório (hospital)² + sigma² erro. Se ele for aleatório, o grupo 
passa a ter uma variância inerente a ela. E(QMhospital) = repetição sigma² 
hospital + sigma²erro. É claro que tudo isso irá depender do seu objetivo. Pode 
ser que o seu interesse não esteja no efeito aleatório.

Para maiores detalhes veja: "Applied Mixed Models in Medicine". Helen Brown e 
Robin Prescott. Caso não tenha o livro me avise que eu lhe envio.

Abraço.

Allaman
(S,f,P)
 
M.Sc Ivan Bezerra Allaman 
Zootecnista
Doutorando em Produção Animal/Aquicultura - UFLA 
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Tel: (35)3826-6608/9900-2924
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