Não vamos esquecer que mesmo que Perl muitas vezes não seja usada para desenvolver o sofwtare X, ela pode ter auxiliado muito o processo de desenvolvimento. Exemplo disso é que no lugar onde eu trabalhava até ano passado, faziamos vários scripts Perl pra automatizar certas coisas, como por exemplo, um que fizemos para mapear o BD em classes, sem contar com a tonelada de scripts que ficava no servidor mantendo outros serviços mais críticos funcionando.
Se for contar assim, chuto que 60%+ dos softwares desenvolvidos hoje em dia tem Perl como coadjuvante. -- Danillo Souza Teck Software 21.9619-6302 Em 25 de abril de 2012 16:46, Blabos de Blebe <[email protected]> escreveu: > > Voltando à pergunta do Garu, sim, estão em desuso a longo prazo, mas o > > problema mais emergencial agora é que os cérebros estão em desuso. > > Há quem discorde: > > > http://terramagazine.terra.com.br/silviomeira/blog/2010/07/30/futuro-do-trabalho-software/ > > 2012/4/25 Alexei Znamensky <[email protected]>: > > Eu estava de camarote nessa história inteira, mas quero acrescentar uma > > informação aqui, que tem a ver com algo que tem estado na minha cabeça > já há > > algum tempo. > > > > 2012/4/25 breno <[email protected]> > > [...] > >> > >> Ao meu ver, a falta de mão de obra especializada para arquitetura e > >> desenvolvimento de software no Brasil afeta não só Perl, mas grande > >> parte das linguagens de programação dinâmicas como Python e Ruby. Ou > >> tá faltando gente ou empresas e desenvolvedores não estão conseguindo > >> se encontrar. Analogamente, vejo também muita gente procurando > >> soluções prontas (Drupal, Wordpress) para fazer suas startups, o que > >> me leva a pensar: "programadores estão em desuso?" > > > > > > Ontem, na fila de esperar para vacina a minha baixinha, tinha uma TV > ligada > > passando - acho - o Bom Dia Brasil, e deu uma notícia de que os bancos > estão > > tendo dificuldades em contratar... caixas. Por quê? Obviamente a função > de > > caixa não é exatamente uma função ilustre na hierarquia de um banco e com > > certeza é menos bem remunerada, então é natural que eles contratem > pessoas > > mais novas e menos experientes para isso. Eles estão tendo uma grande > > dificultade de encontrar pessoas nesse perfil de idade/experiência que > > consigam dar o troco certo. As pessoas estão esquecendo como calcular. > > > > Eu acho que que a resposta a sua pergunta, Garu, a longo prazo, é: SIM, > > obviamente. As coisas mais complicadas tendem a ficar sempre escondidas > > atrás de alguma interface (em uma definição bem ampla e genérica), e a > > tecnologia que foi utilizada antes acaba ficando segregada ou sumindo. > > Ninguém aqui nesta lista saberia programar um ENIAC hoje. A trinta anos > > atrás não existia "IDE", não havia debugadores integrados, etc. > > Eventualmente, programação as we know it irá sumir, ou ficar escondida > atrás > > de diagramas bonitinhos que você só desenha, liga as caixinhas, configura > > alguns parâmetros (quando muito), e a coisa toda funciona. Algo nessa > linha > > já existe hoje, e eu até trabalho com isso, mas ainda é algo caro e não > > popularizado. Ainda. Me parece óbvio que soluções prontas que não > precisem > > de programação farão mais sucesso que soluções que envolvem programação > > intensiva. Não acho que isso irá acontecer tão rápido (além de ser muito > > mais complicado do que pode parecer em princípio, existem diversos > fatores > > de resistência das próprias pessoas), mas não acho que isso possa ser > > evitado: é apenas uma questão de tempo até que o padrão seja "não > > programar". > > > > O outro lado dessa moeda, ainda que causado por muitos outros fatores > > atuando em conjunto (a simplificação de "interfaces" não será o bode > > expiatório, principalmente no nosso país), é que está havendo uma > > imbecilização em massa das pessoas, leia-se das gerações mais novas. > Mídia > > de massa, máquinas de propaganda, divulgação das bundas e depreciação do > > pensamento, enfim, a lista é extensa. As crianças de hoje (entenda-se: a > > maioria delas, não os casos de exceção que eu tenho certeza que serão > vários > > nesta comunidade) estão sendo ensinadas a não pensar, a não sentir, e a > não > > se respeitarem. Eu digo em várias ocasiões: "os idiotas são em maior > número > > e eles se multiplicam em maior velocidade". Infelizmente eu acho que isso > > está se confirmando cada vez mais. Não tenho uma solução mágica, ou mesmo > > não-mágica, para reverter ou mudar isso. Mas eu tenho certeza de uma > coisa: > > o caminho passa pela Educação. > > > > Voltando à pergunta do Garu, sim, estão em desuso a longo prazo, mas o > > problema mais emergencial agora é que os cérebros estão em desuso. > > > > my $two_cents; > > > > -- > > Alexei "RUSSOZ" Znamensky | russoz EM gmail com | http://russoz.org > > GPG fingerprint = 42AB E78C B83A AE31 7D27 1CF3 C66F B5C7 71CA 9F3C > > http://www.flickr.com/photos/alexeiz | http://github.com/russoz > > "I don't know... fly casual!" -- Han Solo > > > > _______________________________________________ > > Rio-pm mailing list > > [email protected] > > http://mail.pm.org/mailman/listinfo/rio-pm > _______________________________________________ > Rio-pm mailing list > [email protected] > http://mail.pm.org/mailman/listinfo/rio-pm >
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