Pessoal quero que fiquem por dentro do que está acontecendo com a comunidade
BrOffice, isso é importante para todos !


fonte:
http://almalivre.wordpress.com/2011/02/09/o-que-esta-acontecendo-na-comunidade-broffice/

Em primeiro lugar, quero dizer que o que vou descrever abaixo é a minha
visão e, não necessariamente, reflete o pensamento da comunidade ou dos
demais envolvidos. É a minha visão dos fatos.

Há alguns dias, as comunidades de software livre observam com atenção, e com
uma certa angústia, os acontecimentos que criaram um cisma na comunidade
BrOffice. A própria comunidade está dividida entre os que estão no olho do
furacão e os que estão tentando entender o que está acontecendo.

No olho do furacão estão o conselho da OSCIP BrOffice.org que se divide
entre:

- Os que apóiam o presidente Cláudio Filho no resgate dos objetivos
históricos da instituição, ou seja, servir de figura jurídica para a
comunidade, assim como apoiá-la, buscando formas de financiar suas
atividade.

- Os que apóiam um pequeno grupo de pessoas que decidiram que a OSCIP não
existe para apoiar a comunidade, mas para comandá-la. Assim, a OSCIP se
tornaria, digamos, uma empresa que representaria a TDF (The Document
Foundation) no Brasil, à revelia da comunidade brasileira.

A comunidade BrOffice no Brasil é composta, basicamente, pelos Gubros –
Grupos de Usuários do BrOffice e pelo pessoal que contribui em ações de
marketing, em especial, a Revista BrOffice. Outros integrantes são alguns
desenvolvedores que, de certa forma, contribuem mais no âmbito da TDF, do
que localmente. A menor parte da comunidade é composta pelos integrantes da
OSCIP, no entanto, algumas dessas pessoas concentraram um poder tal em suas
mãos, que parecem estar acima da comunidade e de qualquer outra pessoa.

Há alguns meses, talvez um pouco mais de um ano, coisas estranhas começaram
a acontecer. Eu sou voluntário como tradutor para a revista BrOffice e
entrei para a comunidade em Novembro de 2009. Em um primeiro momento,
parecia que tudo ia muito bem, a comunidade era ativa e muitos assuntos eram
debatidos nas listas. Aí começaram a rarear as discussões. No início de
2010, o Cláudio nos incentivou a fazer uma Revista em Inglês, uma versão
traduzida da edição nacional. Começamos a trabalhar timidamente, mas,
conforme a reunião internacional ia se aproximando, começamos a trabalhar
freneticamente para produzir uma edição em inglês para apresentar. E
conseguimos. Três tradutores, dois revisores e dois diagramadores fizeram um
trabalho que mereceu uma matéria na edição
14<http://revista.broffice.org/content/rb-14-brofficeorg-em-concursos-p%C3%BAblicos>.
após isso, queríamos reativar a ideia de traduzir as edições anteriores e eu
e outro tradutor, Clóvis, começamos a trabalhar e conseguimos traduzir duas
das primeiras edições. Mas, estranhamente, as pessoas que antes nos apoiavam
começaram a sumir. E começamos a questionar o que estaria acontecendo.
Começamos a questionar por que um trabalho voluntário estava sendo
deliberadamente desincentivado, ou mesmo, desaconcelhado. passamos alguns
meses questionando isso, sem resposta. Algo estava acontecendo, mas não
sabíamos o que.

Logo após o acontecimento da reunião internacional, a TDF foi criada e muito
alvoroço aconteceu, tirando nosso foco das coisas internas. Parecia que
estávamos nos libertando de grilhões que nos amarravam há anos. Mas isso era
apenas no âmbito internacional. Aqui dentro, coisas muito esquisitas estavam
se delineando.

O fim do ano chegou e a lista da revista continuava parada. No final de
Dezembro, a revista saiu quase sem troca de mensagens nas listas. Alguns
pedidos de tradução, algumas chamadas para os diagramadores, sinceramente
não reparei uma única chamada aos revisores. Mas posso estar errado.

Em Janeiro, de repente, começamos a ser solicitados a utilizar outras
ferramentas que não as listas que estávamos acostumados a utilizar. Muitos
dos trabalhos aconteciam paralelamente “em off”, via e-mails particulares,
Google Docs e listas com domínios que não faziam parte dos domínios da
OSCIP, nem da TDF, como www.revistabroffice.org. E a pulga começou a coçar
na orelha de todo mundo.

Posso estar errado, mas uma das listas mais movimentadas é a da Revista
BrOffice. E foi nessa lista que começamos a questionar várias coisas não
muito bem explicadas, como por que coisas estavam acontecendo sem que
ficássemos sabendo? Por que a comunidade estava sendo ignorada nas decisões?
Por que iniciativas nossa estavam sendo, sistematicamente, abortadas? Por
que as lideranças da comunidade não estavam se manifestando?

A gota d’água aconteceu quando ficamos sabendo que a OSCIP “decretou” que
não haveria o Encontro Nacional do BrOffice – EnBrO – neste ano. A partir
daí, várias coisas aconteceram.

Primeiro, nosso companheiro, Rui Ogawa, enviou um e-mail para a lista
questionando isso, o que eu apoiei. Em seguida, o Luiz Heli, editor
responsável pela revista, mandou um e-mail [1] de desabafo, informando a
situação desconfortável na qual se encontrava, como funcionário pago pela
OSCIP (coisa que quase ninguém sabia). A falta de manifestação do Cláudio,
por questões pessoais, também ajudava a piorar a situação.

O bate boca tomou conta das listas e, em seguida o Sr. Olivier Hallot
respondeu ao e-mail do Luiz com a seguinte posição [2], que foi respondida
pelo Cláudio [3].

Como os links citados estão num domínio que não pertence à revista, à OSCIP,
ou mesmo à comunidade, e pode ser apagado a qualquer momento, resolvi
imprimir em arquivos PDF que podem ser acessados
aqui<http://almalivre.files.wordpress.com/2011/02/revistabroffice_01.pdf>,
aqui <http://almalivre.files.wordpress.com/2011/02/revistabroffice_02.pdf> e
aqui <http://almalivre.files.wordpress.com/2011/02/revistabroffice_03.pdf>.

Aí comecei entender o tamanho da coisa e questionei ao Cláudio que me
respondeu em [4].

Outros esclarecimentos foram dados em [5] e [6], assim como na carta Aberta
à Comunidade do Software Livre [7], que o Cláudio escreveu. No entanto, como
a grande maioria não estava a par do que estava acontecendo, a carta do
Cláudio deu margem a inúmeras interpretações. Eu mesmo não estava muito
consciente do tamanho da coisa, como vocês poderão ver nos comentários de
[7]. O Otávio estava certo: o buraco era muito mais embaixo.

Após esses acontecimentos, e outros que não foram documentados, nós da
comunidade, que participamos dessa discussão, decidimos, quase que por
unanimidade, apoiar o Cláudio., E esperamos que o restante da comunidade nos
ajude na luta para impedir que a comunidade BrOffice seja corporatizada.
Nossa comunidade é uma das mais respeitadas no mundo e não podemos deixar
que algumas pessoas, ligadas a interesses de algumas empresas, bem como
movidas por interesses pessoais, vistam um poder que não lhes pertence. O
único motivo para a existência da OSCIP é apoiar a comunidade. Quando
membros do conselho da OSCIP, decidem por conta própria que a OSCIP não mais
apoiará a comunidade, mas a utilizará como força de trabalho para seus
próprios interesses, ela perde completamente a razão de existir. Nossa luta,
agora, é para salvar a instituição, já que várias outras comunidades de
software livre, utilizam recursos da OSCIP e podem ser seriamente afetadas.
Em último caso, se os membros do conselho que estão promovendo essa
atividade, para dizer o mínimo, escusa, não voltarem atrás e conseguirem seu
objetivo de destituir o Cláudio da presidência da instituição, com o intuito
de acabar com as resistências, nossa comunidade deve ter a coragem de não se
submeter a essa violação.

Espero que os integrantes dos Gubros – Grupos de Usuários do BrOffice –  se
manifestem e questionem à OSCIP o que está acontecendo. Postem nas listas
regionais e questionem na lista do Grubo-br. Chamem o Cláudio para
conversar, ele estará totalmente à disposição para esclarecer a situação, e
não aceitem meias explicações de quem quer que seja. Vejam os fatos e vocês
saberão quem está com a comunidade e quem está contra ela.

Eu cheguei aqui há um ano e pouco. Essa comunidade me recebeu de uma maneira
muito acolhedora e amistosa. Aqui eu me sinto muito à vontade e é péssimo
ver todo esse trabalho, duramente construído, ameaçado por pessoas que
simplesmente não se importam com o todo. O que importa para elas é o
dinheiro.

Pensem a respeito e tomem atitude.

[1]
http://revistabroffice.org/pipermail/producao_revistabroffice.org/2011-February/000825.html

[2]
http://revistabroffice.org/pipermail/producao_revistabroffice.org/2011-February/000829.html

[3]
http://revistabroffice.org/pipermail/producao_revistabroffice.org/2011-February/000831.html

[4]
http://listas.broffice.org/pipermail/revista-producao/2011-February/000054.html

[5] http://listas.broffice.org/pipermail/gubro-br/2011-February/000443.html

[6] http://listas.broffice.org/pipermail/gubro-br/2011-February/000484.html

[7]
http://br-linux.org/2011/broffice-carta-publica-a-comunidade-de-software-livre/


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