Um pouco de história do Slackware:

Em 1999 o slackware era uma das distros mais atualizadas
entre todas as grandes distros, tinha pacotes mais recentes
que a Red Hat, Caldera, SuSE, GNU/Debian, Conectiva e etc.

Porém a versão do Slack estava na 4.0 enquanto as outras 
distros estavam na 5, 6 ou 7, dando a impressão errada aos
leigos que o lançamento do Slackware estaria obsoleto, que
tinha pacotes menos atualizados que as outras distros.

Portanto não existiu Slackware 6, pulou direto do 4 
para o 7 para indicar isso .

Sobre o Squid, de forma geral tem-se a idéia que o software 
mais recente sempre será o melhor, parte dessa idéia vem que 
os bugs conhecidos estarão corrigidos, porém também pode 
acontecer de versões mais recentes serem menos estáveis por 
terem bugs novos e regressões de software no código recém 
incluido, ou até com menor quantidade de bugs porém serem 
bugs mais críticos que versões anteriores corrigidas.

Por isso que o Netware 3.12 em 24x7 sempre foi considerado
alicerce sobre rocha , por exemplo:

http://hardware.slashdot.org/story/13/03/31/1230255/netware-312-server-
taken-down-after-16-years-of-continuous-duty

Por isso mesmo ainda se encontra Kernel 2.6.32 em servidores
e continua sendo mantido correção de bugs nos dias atuais, 
ou a maioria das distros ainda preferirem o Python 2.7.x a 
migrar para versão 3.x , também sinalizada como estável pelos
seus desenvolvedores.

Existe mantenedores que preferem distribuir o squid 3.1.x a
migrar, obviamente corrigindo os bugs à medida que são 
descobertos . 

Específicamente o motivo pelo qual não atualizam o Python e
o Squid eu não sei, porém independente de usar ou não o sbopkg
nada impede de abrir o Slackbuild e modificar a versão que vai
ser usada, ainda que o mantenedor original do Slackbuild tenha
preferido não fazê-lo.



Em Thu, 26 Jun 2014 16:30:25 -0300, Sérgio Abrantes Junior escreveu:

> Pessoal,
> 
> Uso o Slackware desde a versão 6. Realmente melhorou muito, mas ainda há
> muito para melhorar nesse quesito.
> Nessa época não havia slackpkg e era bem mais difícil. Aprendi muito
> também, isso não há como negar.
> Mas todo o meu ponto de vista é imaginando um ambiente empresarial.
> Imagina um servidor onde seria necessário instalar algo fora dos pacotes
> oficiais. Baixa fonte, compila e instala (sem contar as dependências que
> tem que ficar "catando".
> Instalado e funcionando show! Para verificar atualizações, teria que
> entrar em cada site do desenvolvedor, acompanhar se houve atualizações,
> baixar,
> compilar e instalar.
> Isso para um servidor. Imagina para vários. Muito trabalhoso a
> manutenção depois.
> O slackpkg já ajudou em manter o sistema atualizado (pacotes oficiais)
> com um slackpkg upgrade patches.
> A instalação ficou mais simplificada também. Claro, pacotes oficiais da
> distribuição.
> Depois surgiu o slackbuild que ajudou simplificando as instalações de
> programas fora da distribuição e centralizando também em apenas um
> lugar.
> Agora  o sbopkg faz algo parecido com o slackpkg, mas só que no
> slackbuild.
> Outro mundo. Checa atualizações dos pacotes do slackbuild, baixa,
> compila e atualiza. Maravilha!
> Testei o sbopkg (não conhecia) hoje depois do e-mail do Arthur e fiquei
> impressionado.
> Não entendo como é a política de escolha das versões dos pacotes. Eu uso
> muito o squid. No slackbuild está o 3.1.23, mas no site do projeto do
> squid a versão stable é 3.4.6.
> 
> No meu ponto de vista (agora começa as discussões), o slack tem
> diminuído o número de usuários por causa do gerenciamento dos pacotes e
> pelos poucos presentes.
> Se você olhar a grosso modo, o slackpkg e sbopkg não deixam de ser uma
> espécie de apt da vida. Sobre a resolução de dependências, isso é um
> inferno ter que ficar catando na internet os erros de compilação e em
> qual pacote está a dependência.
> Acho se o slack melhorasse isso (resolução de dependência + maior
> quantidade de pacotes), haveria mais adeptos como antigamente.
> O que mudou desse tempo para hoje? Creio que as pessoas não querem mais
> "perder tempo" com coisas triviais.
> 
> Até!
> 
> Sérgio Abrantes
> 
> 
> 
> Em 26 de junho de 2014 11:40, havocz
> <[email protected]> escreveu:
> 
>> sbopkg é uma peça de arte em forma de software.
>>
>> Em quarta-feira, 25 de junho de 2014 00h08min32s UTC-3, arthur fontolan
>> escreveu:
>>
>>> Olá a todos,
>>>
>>> Não vai ser um e-mail de dúvidas ou ajuda, mas um relato de que
>>> "mudanças" são boas, como o título já diz.
>>>
>>> Simples e direto: O sbopkg se mostrou uma mão na roda sem tamanho de
>>> útil, sério, tô até bobo.
>>>
>>> O que ocorre é que antes eu me prendia cegamente de que o Slackware
>>> não deveria ter um sistema de gerenciamento de pacotes diferente do
>>> velho e bom pkgtool, ou nada além do que o excelente slackpkg, tendo
>>> como único facilitador os Slackbuilds, principalmente do
>>> Slackbuilds.org.
>>>
>>> Já faz um tempo que eu conhecia o sbopkg, mas desconfiado como sou com
>>> sistemas automatizados de instalação de pacotes, nunca usei, confiando
>>> sempre na minha planilha em ods com uma listagem de 109 dependências
>>> de libraries, para ai sim instalar os programas. Só que o tempo passa,
>>> as vezes uso uma distro ou outra, mas a forma de instalação na
>>> "munheca", sempre fazendo:
>>>
>>> 1 - Baixa slackbuild;
>>> 2 - Baixa source;
>>> 3 - Descompacta tudo;
>>> 4 - #./programa.slackbuild;
>>> 5 - #installpkg programa.tgz
>>>
>>> Começou a se mostrar demorada demais e nada prática (dããããã). Vou no
>>> ubuntu, no linux mint, vejo lá o apt-get/synaptics/lojinha de
>>> programas (argh!!) e isso ajuda a buscar algo mais prático.... olho
>>> meio desconfiado para o sbopkg.
>>>
>>> Dou umas lidas por ai..... o AlienBob usa.... outros users na net
>>> colocam depoimentos falando que o programa realmente funciona......
>>> Vou no site ( http://www.sbopkg.org/index.php), leio a man, leio sobre
>>> os queue files (a chave do programinha) e vamos testar..... testo,
>>> testo..... pronto, não vivo mais sem ele.
>>>
>>> Sério, ele facilita em uns 90% a vida de quem quer usar o Slackware,
>>> mesmo os leigos que nunca usaram Linux.
>>>
>>> O melhor é que, da forma como ele trabalha, não altera em nada a
>>> filosofia do Slackware, o famoso K.I.S.S.
>>>
>>> Pontos chaves:
>>>
>>> - Ele não gerencia dependências;
>>> - Consegue detectar se uma dependência já está instalada, evitando
>>> "duplicidades";
>>> - Simples funcionamento e entendimento;
>>> - Automatiza a instalação de pacotes do site www.SlackBuilds.org;
>>> - Facilita a manutenção e atualização de pacotes do SlackBuilds;
>>>
>>> É simples..... MUITO SIMPLES!!
>>>
>>> Se quero instalar um programa basta fazer um #sbopkg -i nome do
>>> programa (igual ao nome no arquivo info do slackbuilds) e ele vai
>>> baixar, compilar e instalar o pacote, mostrando um resumo ao final....
>>> MAS não há gerenciamento de dependências, ou seja, você precisa fazer
>>> o mesmo antes para qualquer pacote que seja dependência do que você
>>> quer instalar.
>>>
>>> Mas ai que entra a grande sacada do programa, é o uso dos
>>> "Queuefiles",
>>> que são basicamente arquivos de texto com sequências/"chains" de
>>> pacotes a serem instalados.
>>>
>>> Um exemplo simples, o conky e o conkyforecast: Com todas as
>>> dependências, mesmo opcionais, precisamos da imlib2, lua, tolua++ e
>>> scons. O meu "queuefile" do conky é:
>>>
>>> imlib2 @tolua++
>>> conky | LUA=yes
>>>
>>> o do tolua++ é:
>>>
>>> lua scons tolua++
>>>
>>> e o do conkyforecast é:
>>>
>>> @conky conkyforecast
>>>
>>> Quando chamo o sbopkg para instalar o conky usando o queuefile, faço:
>>>
>>> #sbopkg -i conky.sqf
>>>
>>> O que ele faz é:
>>>
>>> 1) Baixa/compila/instala o pacote imlib2;
>>> 2) Chama o queuefile do tolua++ (Pra isso temos o @ na frente do nome
>>> do programa no queuefile do conky), e baixa/compila/instala o lua,
>>> scons e tolua++ nessa sequência;
>>> 3) Baixa/compila/instala o conky.
>>>
>>> O "| LUA=yes" serve para passar opções para o slackbuild do Conky,
>>> falando que queremos ter suporte ao LUA nele. Você pode ter tantas
>>> quantas forem as opções, apenas separando por espaços.
>>>
>>> A do ffmpeg tá assim aqui:
>>>
>>> ffmpeg | ASS=yes BLURAY=yes CELT=yes DC1394=yes FAAC=yes FREI0R=yes
>>> GSM=yes IEC61883=yes ILBC=yes JP2=yes LADSPA=yes LAME=yes MODPLUG=yes
>>> OPENAL=yes OPENCORE=yes OPENSSL=yes OPUS=yes RTMP=yes SCHROEDINGER=yes
>>> SPEEX=yes TWOLAME=yes VPX=yes X264=yes XVID=yes
>>>
>>> Se quiser instalar o conkyforecast com o queuefile, faço:
>>>
>>> #sbopkg -k -i conkyforecast.sqf
>>>
>>> A novidade é a opção -k, que faz o sbopkg desconsiderar o pacote a ser
>>> instalado se ele já estiver no sistema, sendo assim, em vez dele
>>> chamar o queuefile do conky, se ele verifica que o conky e suas
>>> dependências estão instalados, ele não vai instalar e só vai
>>> baixar/compilar/instalar o conkyforecast.
>>>
>>> O que conseguimos com isso é praticamente um apt-get pro Slackware,
>>> mas mantendo a filosofia do sistema, de que é responsabilidade do
>>> usuário a sua administração e tudo K.I.S.S!
>>>
>>> Minha recomendação para quem ainda não testou é que teste, não vai se
>>> arrepender!
>>>
>>>  --
>> GUS-BR - Grupo de Usuários de Slackware Brasil
>> http://www.slackwarebrasil.org/
>> http://groups.google.com/group/slack-users-br
>>
>> Antes de perguntar:
>>
>> http://www.vivaolinux.com.br/artigo/Como-elaborar-perguntas-para-
listas-de-discussao
>>
>> Para sair da lista envie um e-mail para:
>> [email protected] ---
>> Você recebeu essa mensagem porque está inscrito no grupo quot;Slackware
>> Users Group - Brazil" dos Grupos do Google.
>> Para cancelar inscrição nesse grupo e parar de receber e-mails dele,
>> envie um e-mail para
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