Recebi isso e achei muito legal, uma boa homenagem a um dos grandes mestres da
Fic��o Cientifica
Mundial!!!!!!
-------- Original Message --------
Subject: [R-Alfa] JULIO VERNE: Special Report sobre sua obra - 136
Date: 8 Feb 2000 03:26:18 -0000
From: "Relat�rio Alfa" <[EMAIL PROTECTED]>
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Relat�rio Alfa - http://www.relatorioalfa.com.br
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> R E L A T � R I O A L F A
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>> 08 de Fevereiro de 2000
RELAT�RIO ALFA � uma publica��o em portugu�s,
voltada ao universo da Fic��o Cient�fica, Ufologia,
Conspira��es, Cinema e Perigos Tecnol�gicos.
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Editor: Aldo Novak [EMAIL PROTECTED]
Edi��o n�mero 136
[][][][][][ ABRINDO FREQUENCIAS ][][][][][]
> Ele acreditava que poderiamos viajar sob os mares.
>>> Nos podemos.
> Ele acreditava que poderiamos visitar a Lua.
>>> Nos visitamos.
> Ele acreitava em seres de outros planetas.
>>> Nos nao mantemos contato oficial... ainda.
Vamos apanhar as ta�as.
Hoje � dia de aniversario.
De quem? Do primeiro autor que teve a audacia de
escrever Fic�ao Cientifica, profissionalmente.
E todo o seu brilhantismo.
Sim, hoje, oito de fevereiro, � o aniversario do
criador do Capitao Nemo e suas 20 mil leguas
submarinas... da viagem da Terra a Lua... das
Cinco Semanas em um balao... da Ilha Misteriosa...
da Volta Ao Mundo em 80 Dias... enfim,
do inicio de uma nova forma de pensar.
Uma forma na qual o autor pensa "no futuro".
Pode parecer simples, hoje. Mas antes de Julio
Verne, praticamente ninguem escrevia unificando
ciencia, razao, logica e emo�ao.
Por isso esta � uma edi�ao especial, que
dedicamos ao Grande Mestre.
O texto abaixo foi escrito por um dos
maiores especialistas brasileiros em fic�ao
cientifica. Silvio Alexandre.
Para quem nao o conhece, talvez baste dizer
que ele esteve diretamente envolvido com o
lan�amento dos livros da cole�ao Star Trek
no Brasil. Foi tambem ele quem trouxe
para o pais a cole�ao de livros de Arquivo X.
As duas cole�oes juntas ja venderam mais
de 150 MIL livros. Nada mal para um pais no
qual um centesimo disso ja � considerado
sucesso de vendas.
Claro que ha muito mais. Entretanto teremos
a chance de conhecer melhor Silvio em
proximos textos. Ele esta a bordo de nossa
nave, nos honrando com sua 'pena'.
Mas hoje os refletores estao sobre o pai
do Capitao Nemo.
Quando penso em Julio Verne, sinto nele
a semente de tudo de bom que surgiu na
fic�ao cientifica moderna. E sinto, tambem,
uma grande vontade de te-lo conhecido.
Feliz Aniversario, Julio!
E obrigado, pelas portas que voce abriu.
Aldo Novak
PS: REVISTA UFO x PROJETO PORTAL
Continua pegando fogo o embate entre
Ademar Jos� Gevaerd e Urandir Fernandes
de Oliveira. Temos noticias quentes, esta
semana, inclusive uma declara�ao exclusiva
da irma de Urandir. Aguarde.
************* SPECIAL REPORT ***************
> J � L I O V E R N E
>> MAIS QUE UM AUTOR.
>> UM VISIONARIO DAS PALAVRAS.
por Silvio Alexandre ([EMAIL PROTECTED])
********************************************
�Ah, se J�lio Verne tivesse conhecido
Einstein...!�
-- Manuel Audije, oficial da Armada espanhola
Foi no dia 8 de fevereiro de 1828, que
nasceu Jules Gabriel Verne, que ficaria
conhecido como o pai da Fic��o Cient�fica.
� �bvio que n�o foi o primeiro a escrever FC.
Foi precedido por Edgar Allan Poe, o qual
foi antecedido por Mary Shelley, e esta,
por sua vez, teve como precursores uma
longa linha de autores que falavam sobre
terras estranhas e monstros aterrorizantes.
Entretanto, como muito bem assinala
Isaac Asimov em um ensaio sobre J�lio
Verne, foi ele o primeiro a especializar-se
em FC e tamb�m a ganhar a vida com isso.
Quando seu primeiro romance foi publicado
em 1862, Cinco Semanas em Bal�o, o
editor Hetzel no pref�cio resumiu
aquela �literatura cheia de estranheza�
a inten��o do senhor Verne era
�sintetizar todos os conhecimentos
geogr�ficos, f�sicos e geol�gicos
acumulados pela ci�ncia moderna, e refazer
sob a forma liter�ria a hist�ria do universo�.
Em outras palavras: as ci�ncias naturais
alicer�ando um projeto did�tico e l�cido.
Em seu trabalho J�lio Verne recorria
a informa��es da ci�ncia dos seus dias
e, obedecendo a uma r�gida seq��ncia
l�gica, extrapolava um pouco s� para fazer
suas antecipa��es.
H.G. Wells e escritores posteriores
partiram para a imagina��o mais
ousada, importando-se pouco com a corre��o
de suas inven��es.
Verne tinha na sua casa duas enormes
mesas constantemente cheia de mapas, em uma,
e material de pesquisas noutra.
Obras cient�ficas, revistas, teses e relatos
de viagens, comunica��es de cientistas
a academias, tudo servia.
Seu talento funcionava, ent�o, ao
somar informa��es e partir para a
especula��o sobre os dados reunidos.
Das inven��es que situou no futuro (pois,
J�lio Verne n�o inventou nada, apenas
projetou no futuro o que lhe parecia estar
no caminho do progresso humano) ele
tamb�m previu os malef�cios e condenou o
mau uso feito delas.
Sua vis�o de progresso foi talvez
otimista demais, mas o progresso que
profetizou devia necessariamente levar
� melhoria das condi��o humana, �
diminui��o dos esfor�os f�sicos, � eclos�o
da felicidade.
Para Verne a ci�ncia � o movimento
incessante que parte do homem e a ele
retorna com um provis�o de conhecimentos
de imagens e de sonhos.
Trata-se de uma ci�ncia domesticada,
aplicada �s necessidades do homem, pronta
a servi-lo sem jamais o subjugar.
Estamos longe da dura realidade daquela �poca.
Mas esse simples, essa comovente mistura
de conhecimento, de biscate engenhoso,
de fulgurantes vis�es futuristas est� sempre
� altura do homem.
� como disse o m�dico franc�s Alain
Bombard �Verne foi o ap�stolo da ci�ncia �til
e construtiva, disse, que se op�e � ci�ncia
que mata ou amea�a os homens�
Como grande idealizador de coisas do
futuro, poucas s�o as maravilhas do s�culo
XX que esse homem da era Vitoriana deixou
de prever:
A mais conhecida, com certeza foi a
embarca��o Nautilus, do livro Vinte Mil
L�guas Submarinas (1870) que supera tudo o
que se imagina em mat�ria de engenharia
naval � tinha um corpo perfeitamente
hidrodin�mico com 70 metros de comprimento
e 8 metros de di�metro, deslocando-se 8
toneladas.
A quilha era dupla camada, podendo ser enchida
ou esvaziada por poderosas bombas.
A tripula��o respirava ar comprimido,
armazenado em cilindros de metal. Uma
c�mara estanque possibilitava aos
mergulhadores entrar e sair do barco,
mesmo submerso. E janelas de observa��o
permitiam fotografar a vida debaixo da �gua.
Tudo igual a um moderno submarino.
Outro �ve�culo� de Verne, este j� menos
plaus�vel � um elefante que funcionava a
vapor e que no romance A Casa a Vapor (1880),
percorreu a �ndia arrastando dois edif�cios
sobre rodas.
No livro � Roda da Lua (1870), ficamos
maravilhados com a descri��o do seria
o Laser ou Radar: �...Acrescentou que mediante
o envio de raios luminosos agrupados em feixes
por meio de espelhos parab�licos
podia-se estabelecer comunica��es diretas.
Na verdade, esses raios seriam t�o vis�veis
em V�nus ou em Marte como o planeta Netuno � na Terra.
E terminou dizendo que os pontos brilhantes
j� observados nos planetas pr�ximos podiam
muito bem ser sim sinais enviados a Terra...�
Depois que os americanos chegaram � Lua, em
julho de 1969, os cientistas ficaram
espantados, porque parecia que Verne
havia descrito 104 anos antes, o v�o
dos astronautas na Apolo 11.
Tanto a Apolo como a c�psula de Verne levavam
tr�s tripulantes.
As dimens�es das duas c�psulas eram aproximadas:
a concha de alum�nio, em forma de bala, de
Verne media 4,8m de altura e 2,7 de di�metro;
a Apolo media 3,7m de altura e 3,9 de di�metro.
Os locais de lan�amento foram quase id�nticos:
Verne escolheu um lugar na Fl�rida a
aproximadamente 27 grau de latitude;
Cabo Kennedy, de onde subiu a Apolo, tamb�m
fica na fl�rida, na latitude de 28 graus.
A viagem da fic��o durou 97 horas, 13 minutos
e 20 segundos. Os astronautas americanos
levaram 103 horas e 30 minutos para chegar � Lua.
Antes do pouso, as duas c�psulas circularam a
Lua diversas vezes, tirando fotografias
e observando a superf�cie do sat�lite.
Os homens de Verne chegaram a tra�ar um mapa
do mar da Tranq�ilidade, onde Armstrong e
Aldrin fariam seu passeio.
E, finalmente, ambas as c�psulas, de volta
� Terra, desceram no oceano Pac�fico.
O resgate no Pac�fico dos astronautas do
romance Da Terra � Lua (1865),
revelou-se prof�tica quando, a nave
espacial americana Apolo VIII pousou no
oceano a apenas duas milhas e meia de
dist�ncia do ponto indicado no romance.
Em carta ao neto de J�lio Verne, o comandante
da Apolo VII Frank Borman, ap�s receber
homenagem ao g�nio vision�rio do escritor,
considerando-o �um dos grandes pioneiros da
Era Espacial�, acrescenta: �nossa nave foi
lan�ada da Fl�rida, do mesmo modo que a
de Barbicante e tinha o mesmo peso e a
mesma altura�.
J�lio Verne teria se surpreendido com a
exatid�o impressionante de sua previs�es?
� poss�vel que n�o, pois j� havia dito que�
para os americanos, a Lua n�o est� muito
mais longe que o Texas�.
J�lio Verne imaginou um colossal
telesc�pio, colocado em Long�s Peak, nas
Montanhas Rochosas, nos Estados Unidos , a
fim de acompanhar o v�o de sua c�psula
para a Lua.
A sua concep��o n�o se afastou demasiadamente
de um dos poderosos radio-telesc�pios que
a NASA instalou com a mesma finalidade.
J�lio Verne costumava descrever com profus�o
de detalhes as engenhosas m�quinas de
locomo��o que t�o memor�vel papel desempenham
em sua obra.
Para que sua fant�stica m�quina voadora em
forma de p�ssaro parecesse plaus�vel e, Senhor
do Mundo (1904) o escritor descreveu-a palavra
por palavra com a colabora��o de um
engenheiro.
Verne n�o propunha absolutamente a
explora��o desse engenho imagin�rio; s�
queria chamar a aten��o para as possibilidades
do �mais pesado que o ar�, numa �poca em que
n�o se acreditava no futuro dos bal�es dirig�veis.
Previu Verne que o caminho para a avia��o seria
um aparelho mais pesado que o ar, como a
nave Albatroz da hist�ria de Robur,
o Conquistador (1886).
Com a fuselagem de papel laminado, mantinha-se
no ar por meio de 74 p�s girat�rias, que,
lembram os helic�pteros de hoje.
Essas h�lices eram movidas por motores
el�tricos, alimentados por uma s�rie
de acumuladores.
Foi, justamente a partir de Robur que podemos
perceber uma mudan�a de Verne com rela��o
� ci�ncia. O protagonista alerta, num discurso
para os cidad�os de Filad�lfia: �A ci�ncia
n�o deve ultrapassar os costumes.
� conveniente fazer evolu��es, n�o revolu��es�.
� a fase mais interessante para o leitor
moderno, onde Verne come�a a desconfiar que
a ci�ncia poderia ter mau uso, ser parceira
do autoritarismo e agente de destrui��o do homem.
J�lio Verne escreveu sobre as maravilhas do
futuro com tamanha riqueza de detalhes que
aqueles que mais tarde foram inspirados
por ele, prazerosamente lhe renderam homenagem.
Ao regressar de seu v�o ao P�lo Norte, o
almirante Byrd declarou que seu guia fora
J�lio Verne.
Simon Lake, pai do submarino, escreveu no
come�o de sua autobiografia: �J�lio Verne foi
o supremo orientador de minha vida�.
August Picard, aeronauta e explorador da
profundezas do oceano, Marconi, celebrizado
pela inven��o do tel�grafo sem fio � este e
muitos outros confessam que J�lio Verne foi
o homem que impulsionou seu pensamento.
Lyautey, o famoso marechal de Fran�a, disse
uma vez na C�maras de Deputados, em Pareis,
que a ci�ncia moderna se limitava a traduzir
em realiza��es pr�ticas o que Verne imaginara.
No entanto, o genial escritor que previu
as m�quinas do s�culo XX n�o foi capaz de
prever a evolu��o das rela��es entre as pessoas.
Neste ponto, foi plenamente um homem do
s�culo XIX, desvinculado por completo de
qualquer antecipa��o pol�tica.
E, embora tendo previsto o esgotamento
da mat�rias-primas, n�o pressentiu o
afastamento entre o homem e seu ambiente, nem
a polui��o, nem as exig�ncias do equil�brio
natural, al�m disso, ignorou a ecologia e
nunca se preocupou com biologia.
Os derradeiros anos do escritor n�o foram
felizes. Os c�rculos intelectuais zombavam dele.
Apesar de ser o escritor franc�s mais lido de
sua gera��o, n�o foi eleito para a Academia
Francesa. Acumularam-se os infort�nios.
Ele foi acometido de diabetes e come�ou a
sofrer da vis�o de dos ouvidos.
Profeticamente seus �ltimos livros eram cheios
de temor ante o advento de tiranos
e totalitarismos.
J�lio Verne morreu em 1905.
O mundo acompanhou seus funerais �
inclusive aqueles que o haviam escarnecido
e ridicularizado, trinta dos membros da
Academia Francesa, o corpo diplom�tico
e representantes especiais de reis e presidentes.
Das milhares de palavras de louvor, as que
J�lio Verne provavelmente mais teria
apreciado foram estas duas frases de um
jornal parisiense:
>�O velho contador de hist�rias morreu. � como a
> morte de Papai Noel�.
J�lio Verne foi um autor que assistiu �
realiza��o de suas fantasias, e dizia
com naturalidade:
>�tudo o que algu�m � capaz de imaginar, outro
> homem pode fazer�.
Alguns sites interessantes:
No cinema:
http://www.afionline.org/nft/march97/nft.jv.html
Livraria Virtual de J�lio Verne
A comprehensive library of Jules Verne works
in electronic form, French and English:
14 novels, 8 short stories, an essay and
5 interviews.
http://www.math.technion.ac.il/~rl/JulesVerne/works.html
Cronologia de J�lio Verne
http://www.math.technion.ac.il/~rl/JulesVerne/butcher/chron.
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