Oi!!!   Olha, t� certo que EPI pode ter l� as suas falhas, mas acho que agora pegaram 
pesado demais...
Tamb�m n�o precisa tudo isso, n� n�o?  A amiga que me enviou isto me disse pr� 
providenciar algo para quebrar antes de ler, por que eu ia ficar com muiiitaaaa raiva! 
Grrrrr!!!
Cy,
Grrrrr!!!!  > : - ((( 

Tosca par�bola do cristianismo, `Epis�dio 1' revela George Lucas como uma
"amea�a vis�vel" JOTAB� MEDEIROS Um menino nasce numa cidade em alguma
esp�cie de Oriente distante, sem que sua m�e tenha sido fecundada. Tr�s
cavaleiros s�o seus padrinhos: um s�bio, um jovem aristocrata e um nobre
atrapalhado de um pa�s perif�rico. Seu destino est� tra�ado: embora nascido
numa na��o escravizada, ser� o Messias, aquele a quem cumprir� decidir o
destino do mundo. Bem, voc� ir� dizer: todos conhecemos essa hist�ria. � o
roteiro do cristianismo, uma antiga hist�ria de 2 mil anos. N�o: isso �
Star Wars: Epis�dio 1 - A Amea�a Fantasma, de George Lucas. A peculiaridade
� que foi transportada para um futuro distante, prenhe de uma fic��o
cient�fica prov�vel - diante da qual se debru�am especialistas de toda
natureza desde seu lan�amento, em 19 de maio, nos Estados Unidos. Curioso �
notar que o outro grande filme de fic��o cient�fica deste fim de s�culo,
Matrix, parte do mesmo princ�pio. Por baixo do arcabou�o tecnol�gico
avassalador, est� a hist�ria simples do Iluminado, o homem nascido escravo
que ir� libertar seu povo. Em Matrix, sua vinda ser� oportunamente
anunciada por um profeta e Neo/Cristo (Keanu Reeves), ap�s a ressurrei��o,
termina enviando sua mensagem de salva��o via e-mail. Em ambos, imagina-se
como seria se um tipo de Cristo viesse � tona daqui a alguns s�culos e
quais os percal�os que enfrentaria. Mas o crist�o novo George Lucas v� um
futuro j� realizado: o anjo do bem � uma das faces da moeda dupla bem/mal e
seu destino � capitular frente �s for�as sombrias. Em Matrix, cuja forma �
mais revolucion�ria, o conte�do � mais conservador: nenhuma tenta��o
demover� Neo de seu objetivo de libertar a humanidade. J� Star Wars:
Epis�dio 1 - A Amea�a Fantasma, como par�bola do cristianismo, falha por
n�o conseguir contar a velha hist�ria de forma convincente. N�o se pode
esperar dimens�o m�tica dos seus personagens rasos. Nem mesmo do seu judas,
o senador Palpatine (Ian McDiarmid), que � - segundo os f�s mais
ensimesmados - a tal amea�a fantasma de que fala o enigm�tico t�tulo.
George Lucas �, ent�o, a amea�a vis�vel. Todos seus clich�s e sua
"ideologia" est�o de novo vis�veis em Star Wars: Epis�dio 1, mas est�o t�o
vis�veis que ele parece ter aniquilado qualquer possibilidade de surpresa,
de arrebatamento. � como se conspirasse para destruir a pr�pria reputa��o.
O rob�-protocolar C3PO, piada convincente no in�cio pelo inusitado de sua
atitude burocr�tica em situa��es de perigo, perdeu completamente a gra�a.
Seu parceiro, R2-D2, n�o serve para mais nada. Como n�o podia contar com
Chewbacca, o troglodita peludo que ser� a vedete do futuro, Lucas criou Jar
Jar Binks, esp�cie de Jerry Lewis anf�bio. O problema continua sendo a
previsibilidade: todos sabemos de antem�o quando Jar Jar trope�ar�, quando
sua falta de coordena��o motora vai ajudar na batalha, sabemos que o
cavaleiro jedi vai segurar sua l�ngua quando tentar comer frutas na mesa. �
compreens�vel que j� tenham criado um site na Internet de desagravo a Jar
Jar. Ent�o Star Wars � ruim? Apesar do desempenho sofr�vel dos atores -
Deus, acabaram com Liam Neeson e Ewan McGregor! - o filme sobrevive do que
� realmente seu maior trunfo: os efeitos especiais. Como se fosse uma
sucess�o de videoclipes, ele n�o tem uma espinha dorsal que se afirme como
razo�vel, mas tem v�rios bons momentos, de grande efici�ncia visual. O
melhor deles � sem d�vida a corrida maluca de pods, realizada numa esp�cie
de arena romana intergal�ctica. O jovem Anakin Skywalker (Jake Lloyd)
bate-se contra a mais esquisita fauna de extraterrestres, como se fosse um
jovem Speed Racer temer�rio. Outro grande personagem � o mercen�rio Jabba,
esp�cie de vespa espacial, que rouba metade do filme com suas apari��es
bizarras. Embora seja apenas um puppet, � cem vezes mais expressivo do que
a rob�tica rainha Amidala (Natalie Portman). Certos lugares parece que s�
foram colocados em cena porque algum artista da Industrial Light & Magic
tinha feito um desenho legal. � o caso da magn�fica cidade sob o mar, que
surge apenas para justificar a exist�ncia de Jar Jar Binks, que s� existe
para... Talvez simbolizar uma esp�cie de ponte entre Oriente e Ocidente,
entre negros e brancos, se o cr�tico tiver uma grande dose de boa vontade.
J� as cenas de espada superam as anteriores, que em geral envolviam
personagens hesitantes (exceto o raivoso Darth Vader). Agora, s�o tr�s
espadachins jovens, com uma infinidade de golpes e algumas manhas marciais.
De longe, o melhor � o vil�o, Darth Maul (Ray Park). Ele parece at�
convincente com sua m�scara meio Marilyn Manson, meio baile gay do
S�rio-Liban�s. A ousadia de Lucas � a de tentar contar uma hist�ria da qual
todo mundo j� conhece o final. Anakin Skywalker, um menino esperto e
inteligente, vai se transformar num vil�o sanguin�rio e sem miseric�rdia.
Vai trair a f� de seu mentor e a confian�a de todo seu povo. Em nome de qu�
far� isso? Ambi��o, �dio, Freud, poder, desequil�brio mental? Nada se
justifica nesse Epis�dio 1 de George Lucas. Quem sabe no Epis�dio 100? . 

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