Coisas em projeto ou em construção podem ser mapeadas sim, mas de forma especial. Dei uma olhada por altos na Transolímpica e na Transcarioca e tudo que vi me pareceu correto.
No caso de algo em construção (onde mapear me parece fazer mais sentido, pois há pouca alteração da geometria quando a construção estiver concluída), usa-se: - para rodovias: highway=construction - para ferrovias: railway=construction - para hidrovias: waterway=construction - para terrenos em obras: landuse=construction (ver http://wiki.openstreetmap.org/wiki/Key:construction) Se você já quiser especificar o que a construção é, pode usar a tag construction=* onde * é o valor que iria em highway/railway/waterway/landuse. Por exemplo, highway=construction+construction=tertiary. Exemplo de um BRT em construção aqui em PoA: http://www.openstreetmap.org/way/230273926 (nota: ao final da construção, seria necessário acrescentar as tags de acesso aqui) Para coisas em projeto, funciona da mesma forma, só mudando "construction" por "proposed" (http://wiki.openstreetmap.org/wiki/Key:proposed). Então uma terciária em vias de projeto seria highway=proposed+proposed=tertiary. Tanto construction quanto proposed são tratados pelo Mapnik da mesma forma e produzem o mesmo desenho (mas poderiam não o ser por outro renderizador). Conversores para GPS (desde que bem feitos) ou ignoram essas vias proposed e construction, ou as convertem para alguma classe correspondente não-roteável (que só serve para visualização). Então, se o traçado da via em construção ou em projeto estiver correto, não vejo motivos para remover do mapa. Há um possível probleminha: construções raramente sofrem alterações até a finalização, diferente de coisas em projeto. Ou seja, daria trabalho ficar atualizando o traçado em projeto. Se eu não estiver pessoalmente envolvido com tal projeto (se o meu objetivo fosse somente o de completar o mapa do OSM), eu priorizaria as coisas que existem há mais tempo (como prédios antigos) e que nunca ou quase nunca mudam. Mas se for importante pra alguém mapear algo em projeto (talvez porque muita gente esteja discutindo sobre ele), a pessoa pode fazê-lo. Nesse caso, pra auxiliar a colaboração com os outros mapeadores, eu recomendaria bastante acrescentar também as tags "source", "source:date" e quem sabe uma "note" nesses elementos em projeto. Isso permite que outra pessoa revisando o mapa possa facilmente atualizá-lo consultando a mesma fonte. Nas construções não acho que seria tão importante isso. Um parêntese: já vi 2 formas diferentes de refletir a idéia de algo já finalizado que está em obras (ou, mais especificamente, "fechado ao público por estar em obras"): alguns simplesmente colocam a tag access=no, e outros transformam a coisa numa construção (é o que eu prefiro porque daí fica bem claro no render que há algo diferente acontecendo). Embora "em obras" seja diferente de "em construção", acho que são equivalentes de uma perspectiva prática (de como uma pessoa pode interagir com tal via/prédio/terreno). Um exemplo: http://www.openstreetmap.org/browse/way/230276183 Seguindo nessa linha do que "pode" e do que "não pode" no OSM, eu diria o seguinte: pode (sem questionar) tudo que tiver proposta votada e aceita (independente de os editores já terem incorporado a idéia). E é possível regidir e promover uma proposta para praticamente qualquer coisa. Também é possível questionar e buscar o consenso para invalidar uma proposta mal feita, mesmo que já aceita (já aconteceu algumas vezes, e provavelmente vai acontecer mais algumas). Algumas propostas aceitas acabam não sendo adotadas amplamente, mas segui-las não estaria errado, apenas representaria um mau investimento do seu tempo se o seu objetivo for consumir a informação através de aplicações. As aplicações são o motivo por trás das cobranças da comunidade quando se diz pra mapear de um jeito ou de outro, a diferença é que somos "application-agnostic": não fazemos coisas para favorecer nenhuma aplicação em particular, mas todas ao mesmo tempo (inclusive as que ainda não foram desenvolvidas), sujeitos claro aos recursos que temos (em particular, aos recursos de hardware e rede de que a OSMF dispõe, e ao esforço da tarefa de mapeamento). Um "segredo": você pode (o sistema não impede) de fazer coisas que não estão em propostas (inventar tags novas, por exemplo), especialmente se estiver exemplificando uma proposta nova, mas daí, pra não prejudicar muita gente, procure fazer isso num lugar mais remoto do mapa (ex.: no meio de um deserto, ou na Antártica), e também procure não deixar abandonado lá indefinidamente caso a proposta não se popularize. 2013/12/23 Paulo Carvalho <[email protected]>: > Fernando, > > Qual é a política do OSM quando se trata de coisas projetadas mas que > não existem? Hoje identifiquei no Rio os BRTs Transolímpica (projetada) e > Transcarioca (não operacional). Acho que não devam estar mampeadas. > > []s > > PC -- Fernando Trebien +55 (51) 9962-5409 "The speed of computer chips doubles every 18 months." (Moore's law) "The speed of software halves every 18 months." (Gates' law) _______________________________________________ Talk-br mailing list [email protected] https://lists.openstreetmap.org/listinfo/talk-br
