E eu concordo com você, mas eu disse o que não queria, pelo visto. Vou tentar explicar.
Não se trata de manipular os dados para que eles tomem outra forma. Isso seria malicioso. Desonesto. É um caminho que existe, mas que eu não defendo. Trata-se de aproveitar o conhecimento que os trabalhadores "humanos" da empresa tiveram, se ele não foi o mero copiar/colar (ou scan/OCR) dos dados de uma fonte, a lista telefônica, Pensemos com um exemplo de proporção menor: Se meus familiares consultam clínicas de saúde nas listas telefônicas, e decoram. Pelo uso, necessidade, decoram. Digamos que quatro pessoas decoraram um total de quinze triplas nome/endereço/telefone. Com imprecisões do fator humano, obviamente. Os endereços e os telefones estão em suas mentes. Então meu pai diz que fulano precisa da relação desses estabelecimentos e que eu tenho de imprimi-la. Vou colhendo as informações de cada pessoa (minha fonte imediata) e colocando-as num documento ODT, com meu padrão de organização e formatação. Nessa situação, não tem por que atribuir crédito à lista telefônica. Provavelmente meus dados tem novas imprecisões ou precisões que foram inseridas pelas quatro pessoas, ou mesmo por mim. E é possível que nem tudo que elas sabiam teve origem na lista telefônica. Sim, sabemos que não houve sistematização nesse processo. Atenção! Minha analogia acima perde o sentido de ser aplicada ao caso em questão se a empresa do Reinaldo tiver sistematicamente "copiado" dados. Para ficar mais claro: se ele agisse de forma desonesta e sumisse com os padrões, ele poderia me enganar e eu defenderia o uso dos dados dele. São em situações como essa que copyright é "reduzido" a "questão de consciência". "Reduzido" entre aspas; porque, para mim, a questão de consciência está entre as mais importantes. Alexandre Magno Em 23 de maio de 2014 06:44, Bráulio <[email protected]> escreveu: > Discordo. Acho que não importa se a informação foi muito ou pouco > trabalhada. O fato de ser mais ou menos difícil de se descobrir uma > violação de copyright não deve ser um dos fatores que definem se os dados > podem ou não ser importados. > > > 2014-05-23 6:19 GMT-03:00 Alexandre Magno Brito de Medeiros < > [email protected]>: > >> Se essas informações foram muito trabalhadas pelo "humano" da sua >> empresa, e não tem a formatação e as exatidões que caracterizam-nas na >> lista telefônica, talvez elas possam ser consideradas como "conhecimento >> próprio" -- justamente aquele que não sabemos mais de onde veio: de que >> pessoa que falou, de que professor que ensinou, de que livro que lemos... >> >> O que não pode haver é a existência de padrões -- por mais escondidos que >> estejam -- denunciando uma fonte (no caso, a lista telefônica). >> >> Alexandre Magno >> >> >> Em 22 de maio de 2014 19:04, Reinaldo Neves <[email protected]>escreveu: >> >> >>> As informações que tenho em tabelas mysql basicamente nome e endereços de >>> pontos de interesse compilados e digitadas ao longo do últimos anos em >>> sites, guias e indicação de taxistas, algumas foram confirmadas por >>> telefone >>> ou em listas de assinante e depois digitadas por funcionários da >>> empresa, de >>> clientes e taxistas que se utilizam do nosso software. Mas não houve na >>> época a preocupação em identificar a fonte usada na confirmação de cada >>> registro. >>> >>> Meus clientes e usuários tinham ciência que a informação repassada seria >>> incorporada ao banco do software que comercializamos e repassadas a >>> outros >>> usuários pois todos tem o mesmo problema o cara liga e pede um taxi no mc >>> donalds da av paulista, com a informação de endereço na mão a atende sabe >>> que tem 3 unidades e pode questionar o cliente sem correr o risco de >>> criar >>> um problema para o taxista e para o cliente. Por isso a informação >>> sempre >>> que confirmada nos foi repassada. >>> >>
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