Estive hoje de manhã na conferência da APDSI sobre o Software Livre (http://www.apdsi.pt/getfile.php?id_file=820) e francamente, pareceu-me que, a fórmula escolhida para a endereçar não foi de facto a melhor, de qualquer das formas não pretendo fazer um resumo mas sim salientar alguns pontos - para mim - positivos e (mais) negativos. O resumo fá-lo-ão os jornalistas [1] [2].
*Negativos* - a estrutura e a forma do evento; com 3 paineis de 45m cada um, onde foram dados 5m (++) a cada orador = 20m no minimo já desperdiçados sem debate, com os normais alargamentos para cada orador, resultou num não debate onde a moderação nunca existiu efectivamente - pouco espaço e tempo para networking - no primeiro painel; sempre o mesmo discurso, mas com uma novidade do Sandro Mendoça que defende patentes para software mas não patentes para ciência. - segundo painel; afinal não foi o Miguel Caldas nem o Paulo Vilela, mas sim outros elementos das respectivas empresas (sim, da MSFT foi o Marcos Santos), onde a IBM e Sun mostraram o óbvio: lá fora é tudo maravilha e cada um tem 7000 developers (medida Oracle) para desenvolvimentos em Linux, mas cá em Portugal só chega o marketing. A Log é claramente a empresa 'jump on the bandwagon' do ano. - terceiro painel; foi apresentada pelo Pedro Nunes a framework de interoperabilidade da Administração Pública, que ainda está em testes!!... errr... o que significa que o Cartão do Cidadão está a funcionar sobre arames e cola cuspo, mas que não conseguiu responder à minha questão de haver adaptadores de interoperabilidade numa plataforma de interoperabilidade. A resposta podia ter sido apenas; porque é usado o Biztalk da Microsoft. O Mário Franco, foi honestamente, apanhado com as calças na mão e não teve tempo das subir no evento. Foi indicado como alguém ligado ao Programa das Novas Oportunidades, mas apenas relacionado com o hardware, aquele projecto dos portáteis a baixo custo, got it ? Para ele tinha três perguntas, onde o Tek.Sapo [1] aproveitou as respostas para artigo; 1) quanto custa realmente um portátil ao operador incumbente, 2) se a decisão de aquisição de equipamento e software é da responsabilidade do operador ou do estado, 3) pq carga de água não foi considerado opensource nos portáteis. *Positivo* - o evento que o MV e o Carlos Andrade andavam a falar do Sapo é o CodeBits e é de 13 a 15 Novembro em Lisboa - após 3 (ou 4) anos, encontrei o Vasco Figueira (vaf) e de repente estavam na sala 4 ex-editores do gildot: scorpio, vaf, vd e mvalente. - muitos dos elementos da administração pública ainda pensam que estou no ITIJ; nop, não estou. - primeiro painel: o Paulo Quaresma fez uma abordagem interessante relativamente ao ensino do Linux na UÉvora, que me surpreendeu. - segundo painel: a Log conseguiu-se impôr dentro do 'bandwagon'. - terceiro painel: a forma como o MV expõe as suas ideias ainda me cativa, o Bruno Dias surpreendeu-me pelo facto de querer levar o opensource para dentro da assembleia da república [2] e pela forma como o defende. Também o facto do Mário Franco ter sido franco (passo a expressão) relativamente ao projecto dos portáteis, nomeadamente quando disse que estão a trabalhar no sentido de dar "novas oportunidades" ao opensource (hoje é só trocadilhos...) Feitas as contas e agarrando-me ao titulo do evento, expectativas ficamos sempre, mas a realidade do opensource ainda está muito longe do que é necessário. [1] - http://tek.sapo.pt/4I0/773016.html [2] - http://tek.sapo.pt/4L0/773141.html -- //VD _______________________________________________ tce mailing list [email protected] http://lists.paradigma.pt/mailman/listinfo/tce

