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Sent: Wednesday, January 03, 2001 6:24 AM
Subject: [Direito_Saude] EUA v�o p�r fim a sigilo em erro m�dico

Ag�ncia Estado,
Quarta-feira, 3 de janeiro de 2001
 
EUA v�o p�r fim a sigilo em erro m�dico
Pacientes ter�o acesso �s investiga��es feitas ap�s queixa de imper�cia e mau atendimento 
 
 
ROBERT PEAR
The New York Times 
 
 
WASHINGTON - Pondo fim � pol�tica de segredo sobre erro m�dico h� mais de duas d�cadas, autoridades federais informam que v�o permitir aos benefici�rios do Medicare a obten��o de dados sobre m�dicos que fazem mal o seu trabalho. Defensores dos direitos do consumidor receberam a mudan�a com otimismo, mas especialistas em qualidade disseram recear que os m�dicos fiquem menos dispostos a cooperar com investiga��es se souberem que as descobertas podem ser reveladas aos pacientes.
 
 
 
Todo ano, dezenas de milhares de pacientes do Medicare registram queixas contra a qualidade do tratamento que recebem de m�dicos e hospitais. Mas � comum os pacientes n�o terem acesso �s informa��es apuradas porque os m�dicos impedem que a avalia��o de seu desempenho seja divulgada. Com a nova pol�tica, eles n�o poder�o mais vetar a divulga��o das descobertas feitas nas investiga��es. Pela nova medida, investigadores ter�o de informar aos pacientes se o tratamento recebido atendeu a "padr�es de assist�ncia m�dica reconhecidos profissionalmente" e comunicar as medidas tomadas contra o m�dico ou o hospital. Pacientes podem usar tal informa��o em processos legais contra m�dicos e hospitais.
 
 
 
 
Erro m�dico - A nova pol�tica est� sendo adotada em resposta a uma a��o contra o governo, movida pelo filho de uma benefici�ria do Medicare. Mary Levine deu entrada num hospital em Jacksonville (Fl�rida) em 8 de dezembro de 1998, depois de um ataque de asma e uma crise hipertensiva. Seis dias depois, ainda internada, Mary morreu de derrame.
 
 
 
Seu filho, Alan S. Levine, formalizou queixa, que foi investigada por um grupo de especialistas em qualidade de assist�ncia m�dica. Levine e sua advogada, Amanda Frost, moveram a��o contra o governo, argumentando que a pol�tica do Medicare violava a legisla��o federal. O processo est� correndo no ju�zo federal de primeira inst�ncia, em Washington. "Ter acesso aos resultados da investiga��o n�o vai trazer de volta minha m�e", disse Levine.
 
 
 
"Mas quero saber se o hospital ou os m�dicos fizeram algo que contribuiu para a morte dela. Uma enfermeira contou � minha irm� que nossa m�e havia recebido dose muito alta de medicamento para asma."
 
 
 
 
O grupo de especialistas em qualidade de assist�ncia m�dica havia a princ�pio recusado o pedido de informa��es feito por Levine. "Leis e regulamentos federais pro�bem-nos de divulgar informa��o sobre o tratamento de sua m�e sem a autoriza��o do m�dico dela." Foi o que Ferdinand Richards, diretor do grupo de especialistas, escreveu a Levine em agosto de 1999. "O m�dico dela recusou-se a dar autoriza��o. Portanto n�o podemos fornecer qualquer informa��o espec�fica sobre os resultados de nossa inspe��o."
 
 
 
Funcion�rios do Departamento de Sa�de e Servi�os Humanos informaram ter recentemente pedido ao grupo de especialistas em assist�ncia m�dica da Fl�rida que fornecesse a Levine o resultado das investiga��es. Acrescentaram que mudariam a pol�tica do Medicare para que pacientes em circunst�ncias semelhantes possam obter as informa��es desejadas.
 
 
 
Vigil�ncia - Um funcion�rio de alto escal�o do departamento, que n�o quer ser identificado, disse que a revis�o da pol�tica � conseq��ncia desse caso espec�fico. "Queremos resolver o problema e garantir que ningu�m tenha o mesmo problema no futuro." Os grupos de especialistas em qualidade de assist�ncia m�dica s�o poderosas organiza��es de vigil�ncia. Podem negar o pagamento de servi�os e at� ordenar a��o corretiva. Em casos extremos, podem recomendar a cobran�a de multa de m�dicos ou sua exclus�o do Medicare e do Medicaid, ambos programas p�blicos federais para pessoas idosas, incapacitadas ou pobres.
 
 
 
Recentemente, Levine recebeu um relat�rio sobre a investiga��o. Richards escreveu a Levine que o governo federal o instru�ra a revelar os resultados das descobertas. Os servi�os dispensados � m�e de Levine "n�o atenderam a padr�es de qualidade reconhecidos profissionalmente", escreveu Richards.
 
 
 
"Ela recebeu medicamentos para os quais j� tinha hist�rico de alergia."
 
 
 

Richards disse que a press�o do governo levou-o a revelar a Levine as constata��es da investiga��o.
 
 


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