Curiosidades. O passado presente.
 
Nota T�cnica
Ano II n� 88         27.01.1998
 
 Editor: Eurico Schwinden

FHC vai para a hist�ria como
o campe�o de desnacionaliza��o
 
 
 Com a pol�tica de sobrevaloriza��o do real e a agiotagem do Banco Central , FHC j� � o campe�o de desnacionaliza��o. De quebra, ele cria o cen�rio ideal � explora��o de uma m�o-de-obra barata e d�cil pelas multinacionais.
Para isso, FHC  destruiu os sindicatos e quebrou a espinha dos trabalhadores confiscando-lhes direitos e garantias trabalhistas seculares.

 

            A desnacionaliza��o da economia e a derrocada de seculares conquistas trabalhistas ser�o as duas mais fortes marcas que o Governo FHC legar� a hist�ria. O pr�prio Fernando Henrique, convertido ao neoliberalismo, revelou sua obsess�o intelectual por destruir a obra de Vargas, o estadista-fundador da constru��o do parque industrial nacional e da consolida��o de uma legisla��o trabalhista que transp�s o Brasil o feudalismo aos tempos modernos.

 

            Como ide�logo de si mesmo, FHC entende - como entendia Collor - que modernidade � jogo o Pa�s no capitalismo-cassino, em que a produ��o de bens � s� um detalhe no mar da usura institucionalizada e da moeda grotescamente sobrevalorizada. Essa n�o � uma vis�o neoliberal cl�ssica. Ela tem o tempero do deslumbramento colonizado. Parodiando Nelson Rodrigues, o entreguismo, como o subdesenvolvimento, � uma obra de s�culos, n�o se improvisa.

 

            Segundo a insuspeita revista Exame, em 1996, das receitas das maiores empresas do Brasil (privadas e estatais), 44,1% foram de empresas estrangeiras, contra 32% em 1994.  A participa��o das empresas privadas nacionais caiu de forma ainda mais acentuada, de 44% em 1994 para 35,7% em 1996.

 

            Com a venda para multinacionais de empresas brasileiras como a Metal Leve, Arno, Iochpe-Maxion, Lacta, entre outras, o setor produtivo nacional viu setores inteiros serem internacionalizados como de autope�as, eletrodom�sticos, higiene e limpeza, qu�mica, latic�nios, bens de capital, farmac�utica e hotelaria. A desnacionaliza��o avan�a sobre os supermercados, a petroqu�mica, transportes de carga e cosm�ticos.

 

            No setor financeiro, com a transfer�ncia (por conta do Proer) do Bamerindus (conhecido como “banco da nossa terra”) para o Hong Kong and Shanghai Banking Corp - HSBC e de v�rias outras opera��es menores, como a doa��o (tamb�m por conta do Proer) do Bandeirantes para a portuguesa Caixa Geral de Dep�sitos, a desnacionaliza��o j� passa dos 20% e deve alcan�ar mais de 35% nos pr�ximos dois anos.

 

            “A verdade � que o complexo de inferioridade decorre muito mais desse ceticismo estabelecido a respeito do potencial da empresa nacional. Esta � sempre estereotipada como incompetente, rapina, sequiosa de prote��o. As empresas estrangeiras, por sua vez, seriam as portadoras da nossa reden��o tecnol�gica”, diz o professor de Economia da Unicamp, Luciano Coutinho.

 

            Guiados por esse complexo de inferioridade de colonizados, governadores como o do Paran�, do Rio de Janeiro e outros retiram dinheiro dos seus or�amentos sociais para financiar multinacionais automobil�sticas.  Foi por conta desse complexo que o Congresso Nacional liquidou com o conceito de “empresa brasileira de capital nacional”, previsto na Constitui��o de 1988. Com o isso, o BNDES foi transformado numa ag�ncia de fomento da desnacionaliza��o, preferindo financiar a Coca-Cola, a Renault ou a General Motors do que a pequena e m�dia empresas nacionais. 

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  O Endere�o desta p�gina, que ainda est� na rede, para que todos possam conferir:
do site _Brasil_Real_
 
"Uma an�lise dos fatos mais importantes da agenda pol�tica com o nome de
'Brasil Real' (antiga Nota T�cnica)"
 
 
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