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Editor: Eurico Schwinden
FHC vai para a hist�ria como o campe�o de desnacionaliza��o Com a pol�tica de sobrevaloriza��o do real e a
agiotagem do Banco Central , FHC j� � o campe�o de desnacionaliza��o. De quebra,
ele cria o cen�rio ideal � explora��o de uma m�o-de-obra barata e d�cil pelas
multinacionais.
Para isso, FHC destruiu os sindicatos e quebrou a
espinha dos trabalhadores confiscando-lhes direitos e garantias trabalhistas
seculares.
A desnacionaliza��o da economia e a derrocada de seculares conquistas
trabalhistas ser�o as duas mais fortes marcas que o Governo FHC legar� a
hist�ria. O pr�prio Fernando Henrique, convertido ao neoliberalismo, revelou sua
obsess�o intelectual por destruir a obra de Vargas, o estadista-fundador da
constru��o do parque industrial nacional e da consolida��o de uma legisla��o
trabalhista que transp�s o Brasil o feudalismo aos tempos modernos.
Como ide�logo de si mesmo, FHC entende - como entendia Collor - que modernidade
� jogo o Pa�s no capitalismo-cassino, em que a produ��o de bens � s� um detalhe
no mar da usura institucionalizada e da moeda grotescamente sobrevalorizada.
Essa n�o � uma vis�o neoliberal cl�ssica. Ela tem o tempero do deslumbramento
colonizado. Parodiando Nelson Rodrigues, o entreguismo, como o
subdesenvolvimento, � uma obra de s�culos, n�o se improvisa.
Segundo a insuspeita revista Exame, em 1996, das receitas das maiores empresas
do Brasil (privadas e estatais), 44,1% foram de empresas estrangeiras, contra
32% em 1994. A participa��o das empresas privadas nacionais caiu de forma
ainda mais acentuada, de 44% em 1994 para 35,7% em 1996.
Com a venda para multinacionais de empresas brasileiras como a Metal Leve, Arno,
Iochpe-Maxion, Lacta, entre outras, o setor produtivo nacional viu setores
inteiros serem internacionalizados como de autope�as, eletrodom�sticos, higiene
e limpeza, qu�mica, latic�nios, bens de capital, farmac�utica e hotelaria. A
desnacionaliza��o avan�a sobre os supermercados, a petroqu�mica, transportes de
carga e cosm�ticos.
No setor financeiro, com a transfer�ncia (por conta do Proer) do Bamerindus
(conhecido como “banco da nossa terra”) para o Hong Kong and Shanghai Banking
Corp - HSBC e de v�rias outras opera��es menores, como a doa��o (tamb�m por
conta do Proer) do Bandeirantes para a portuguesa Caixa Geral de Dep�sitos, a
desnacionaliza��o j� passa dos 20% e deve alcan�ar mais de 35% nos pr�ximos dois
anos.
“A verdade � que o complexo de inferioridade decorre muito mais desse ceticismo
estabelecido a respeito do potencial da empresa nacional. Esta � sempre
estereotipada como incompetente, rapina, sequiosa de prote��o. As empresas
estrangeiras, por sua vez, seriam as portadoras da nossa reden��o tecnol�gica”,
diz o professor de Economia da Unicamp, Luciano Coutinho.
Guiados por esse complexo de inferioridade de colonizados, governadores como o
do Paran�, do Rio de Janeiro e outros retiram dinheiro dos seus or�amentos
sociais para financiar multinacionais automobil�sticas. Foi por conta
desse complexo que o Congresso Nacional liquidou com o conceito de “empresa
brasileira de capital nacional”, previsto na Constitui��o de 1988. Com o isso, o
BNDES foi transformado numa ag�ncia de fomento da desnacionaliza��o, preferindo
financiar a Coca-Cola, a Renault ou a General Motors do que a pequena e m�dia
empresas nacionais. ***** O Endere�o desta p�gina, que ainda est�
na rede, para que todos possam conferir:
do site _Brasil_Real_
"Uma an�lise dos fatos mais importantes da agenda pol�tica com
o nome de
'Brasil Real' (antiga Nota T�cnica)"
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Endere�os da lista: Para entrar: [EMAIL PROTECTED] Para sair: [EMAIL PROTECTED] -----------------------------------
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