Title: Untitled Document
Permane�amos racionais em nome da ordem constituida enquanto familias s�o dizimadas pela miseria exacerbada pelo preconceito.
N�o � uma quest�o de barganhar e sim de proteger. Nao se pede garantia de emprego. Se procura um estimulo compensat�rio ao eventual "prejuizo" causado por interna��es etc..
A constitui�a� tem um modelo de estimulo � contrata��o de pessoas portadoras de deficiencias fisicas. A deficiencia imunol�gica nao se enquadra ai. � uma deficiencia sociologica em fun��o do estigma que foi colocado sobre as pessoas que vivem com HIV.
Voce tem razao, n�o h� garantia de emprego no Brasil. Mas h� um vis�vel preconceito contra o portador de HIV. Voce tem d�vidas? siga este link http://www.terra.com.br/istoe/vermelha/143902.htm e veja onde vai a barbaridade, a covardia, a crueldade de determinados empregadores. Estes, julgo que sejam caso de corrente e corda, mas nossa era � imcompativel com grilhoes e forcas. Cabe melhor a dissimula��o e a hipocrisia.
Analise melhor os fatos e voce ver� mais claramente. A pessoa soropositiva desempregada gera um onus muito maior que este outro que voce visualiza.
Perde a casa em que mora (as casas de apoio estao lotadas de "gente de boa familia" que se viu desprezada por um simples sinal + ao lado de tres letras), h�, muitas vezes, a dissolu��o dos la�os de fam�lia -� a base da sociedade, pelo menos foi isso que eu aprendi na terceir s�rie- e a mis�ria campeia solta pela vida desta pessoa. Miseria materia e moral, porque a pessoa abandonada a si mesma, sem apoio ou esteio, incapaz de cuidar de suas proprias obriga��es e aspira��es perde a auto estima e cedo ou trade, poder� abandonar o tratamento (este, por si s�, � um dado alarmante porque acabar� gerando um super virus, resistente a todos os medicamentos conhecidos, pondo por terra duas d�cadas de estudo, pesquisa e trabalho, com consequencias imprevisiveis para a solu��o de continuidade da esp�cie humana no planeta (sou um alarmista? veja a �frica).
Considere tamb�m a questao de genero. O numero de mulheres portadoras de HIV cresce a cada dia e j� � de 2 homens para 1 mulher no computo geral ( na faixa et�ria de 17 a 19 anos � de 1 para 1) e � fortissima a tendencia de inversao nestes fatores. Os vetores sao conhecidos e nao precisamos enumera los.
O que resta, quase sempre, � uma viuva doente, ou portadora, com um filho que tem 3% de possibilidade de nascer positivo. Como haver� esta mulher de cuidar de seus filhos se n�o h� amparo social? Aposemta - la? Sob que pretexto, se ela esta forte, apta ao trabalho e a pericia medica recusa a aposentadoria que, em �ltima analise, interessa a poucos, por que � digno o pao ganho com o suor de cada dia.
A pandemia HIV/AIDS esta tomando propor�oes avassaladoras e os numeros mais otimistas falam em 600,000 pessoas infectadas no brasil, sendo que quatro quintos deste contingente nao sabem, ainda, que portam a doen�a. Note que sao pessoas no auge da capacidade produtiva e reprodutiva (entre 14 e 50 anos), com possibilidades bastante plausiveis de contaminarem, sem querer ou saber, 3 pessoas por ano. Fa�a as contas.
Todas estas pessoas paradas, sem consumir (nao recolhendo impostos), na rua da amargura, desesperadas, j� sao um excelente "ponto de barganha".
N�o quero barganhar; quero o meu direito a vida social e produtiva restitu�do. Mas nao milito em causa propria. Somos milhares, talvez milhoes...
Mas estou aberto a propostas. Voce tem alguma? Me ajude a equacionar isso. N�o sou legislador, nem economista, mas algumas coisas me soam t�o claro que creio que nao � preciso ir t�o longe para ouvir.
Um demonstrativo sem base cientifica � a enquete em meu site.
Vejamos: Meu site recebeu nestes 11 meses algo em torno de 25,000 visitas ( 8 delas provenientes da �frica. 5 de mo�ambique e tres de angola); na p�gina inicial tenho uma pesquisa de opniao:
Voce acha que a midia cumpre seu papel social diante da sociedade no que tanmge a preven��o da aids?
A resposta induzida � sim.
956 pessoas disseram que n�o, 125 disaseram que sim (a resposta induzida). Note que se voce for ao site e apertar o enviar ser� avisado pelo navegador IE que pode haver quebra de privacidade e se voce realmente quer enviar esta informa��o ( a bem da verdade, a quebra de privacidade � o endere�o de email da pessoa, a resposta vem por email e � respodida automaticamente com um documento de 14 p�ginas que voce j� conhece); � de se crer que muitas pessoas, diante deste aviso, prefiram nao se arriscar a ter sua privacidade quebrada. � justo. Eu nao domino CGI e nao tenho como fazer isso de outra maneira.
Podemos concluir que a sociedade nao esta satisfeita com o nivel de informa��o que recebe sobre HIV/AIDS.
Recebo de 4 a 5 emails por dia, sempre de endere�os gratuitos, que oferecem maior privacidade, as mais variadas perguntas que mostram o total e completo estado de ignorancia das pessoas no que se refere ao HIV e a AIDS. Sei que isso nao tem valor cientifico mas � sempre um indicativo.
A posi��o da enquete, hoje, � a seguinte:
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Voc� acha que uma lei que criasse isen��o de encargos trabalhistas para as empresas que empregam soropositivos ajudaria a melhorar o quadro social destas pessoas ?

Sim. O empregador precisa deste estimulo. (22,70% ~ 42 votos)
N�o, isso seria in�til por causa do preconceito. (5,41% ~ 10 votos)
Sim, mas � necess�ria uma campanha em massa de esclarecimento � popula��o. (71,89% ~ 133 votos)
N�o. O portador de HIV n�o precisa  trabalhar. (00.00% ~ nenhum voto)

Total: 185 votos
(*) Posi��o obtida em: 23/07/2001 12:37:22
 
Ou seja 94,59% das pessoas que opinaram na enquete estao de acordo com o que eu proponho. 5,41% destas pessoas estao amarguradas e creem que isso tudo seja inutil, por causa do preconceito.
destes 94,59%  71,89% consideram que � necess�ria uma campanha de esclarecimento, em masssa, � popula��o. Isso vem a ratificar, de alguma forma, a opniao das outras 956 pessoas que arriscarm a sua privacidade e que a terao preservada, pois eu anoto os resultados e destruo os formul�rios, enquanto navego atraz de tres firewalls e sofro uma media de 8 a 10 tetativas de invasao por dia; algumas particularmente destrutivas.
Se voce v� algo que eu nao consigo ver, tennha a bondade de me mostrar e aclarar meu caminho, pois ele precisa de alguma luz.
Mas nao me venha com o argumento da manuten��o da ordem constituida, pois esta s� beneficia quem constitui a ordem.
Uma boa noite, amanha continuamos, estou aqui desde as cinco da manha.
[]�s
Claudius
Ps, o que segua abaixo � a integra dos comentarios feitos na enquete. Nao � necessario ocultar nomes, pois quem preferia anonimato pode escolher anonimato. Mesmo assim me dou ao trabalho de oculta los.
Nossas vidas n�o podem ficar reduzidas a caixas de rem�dios e rotinas ambulatoriais.
 
 
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Data Autor
23/07/2001 12:37:22 confidencial
Juntamente uma forte fiscaliza��o para que empresarios inescrupulosos n�o se aproveitassem.


21/07/2001 20:56:41 confidencial
Acho que o soropositivo deve ter as acesso ao trabalho, exceto aquele que possa po-lo em risco de acidente, como � o caso de soropositivo militares que muito acertadamente s�o reformados pela sa�de. Nem todo trabalho o soropositivo deve fazer.


21/07/2001 17:04:25 confidencial
Acho mesmo que n�o deveria ser necess�rio nenhum incentivo, isso deveria ser espont�neo, ao criar esses incentivos n�o se est� abolindo o preconceito e o descaso e parece at� oportunismo. Mas com o tal incentivo se se pode tornar a vida do soro positivo


21/07/2001 10:11:40 confidencial
sim, eles pensam nos custos. NAs possoiveis _perdas fututa_ e acredito que esta seria uma maneira de compensar este _potencial prejuizo_


20/07/2001 12:08:29 B A
Vejo esta quest�o da mesma forma que a mulher ganha menos que o homem. As empresas fazem previs�o de gastos com gesta��o, gastos com tpm e outros. Com os soropositivos, acredito que seja a mesma coisa. Al�m do preconceito, eles est�o pensando nos custos.


20/07/2001 11:44:03 confidencial
Isso � algo muito interessante, que pode ser implemtado aos poucos. � importante que este "segmento" da sociedade, t�o discriminado, receba a prote�ao do Estado. � dever do estado oferecer condi�oes de igualdade a todos as pessoas dentro do pa�s.


01/05/2001 16:35:03 confidencial
acho que a isen��o total e utopia, uma vez que 40% do sal�rio do empregado s�o pagos a t�tulo de encargos. Mas a diminui��o desta carga tribut�ria, proporcional ao n�mero de empregados soropositivos, seria poss�vel por parte do governo. Acho �tima a id�ia


21/02/2001 12:53:08 S
Lucra o empregador, as pessoas soropositivas, e aquelas que ainda n�o s�o, pelo informa��o mais ampla e real do que � esse problema de sa�de.


12/02/2001 12:18:14 K
N�o � o empregador que precisa desse est�mulo e sim o soropositrivi


13/12/2000 21:42:47 F C
Sem d�vida que melhoraria a vida dessas pessoas, muitas vezes vistas como estorvo e rejeitadas por suas fam�lias e pseudo-amigos. E outras certreza � de que dessa forma, estar�amos ganhando mais uma partida contra o preconceito, fruto da ignor�ncia.


03/12/2000 20:53:35 Este sou eu
[EMAIL PROTECTED]
A verdade � que isso seria muito, ams muito bom. Pois permitiria que os portadores pudessem ter sua vida social melhorada e isso, sem duvida, aumentaria sua qualidade de vida e produtividade


01/12/2000 09:36:31 V
Considero v�lido essa alternativa. A grande maioria da humanidade ainda precisa de est�mulos para realizar o correto. Com certeza, a vida se torna mais digna quando podemos garantir o nosso sustento e o de nossos familiares, atrav�s do nosso trabalho.


Uma pena que t�o poucos opinem. Isso daria um tratado sociol�gico. Por que o brasileiro n�o gosta de opinar?
 
----- Original Message -----
Sent: Monday, July 23, 2001 5:16 PM
Subject: Re: Respota a uma duvida

Prezado Claudius,
Sejamos racionais.
N�o sou contra a quest�o levantada.
Porem,  n�o se pode barganhar com beneficios garantidos pela constitui��o.
O soropositivo n�o pode ser tratado diferencialmente e garantia de emprego ninguem tem neste pa�s.
Repito, n�o de deve abrir m�o de direitos e sim exigi-los. 
----- Original Message -----
From: Claudius
Sent: Monday, July 23, 2001 2:33 PM
Subject: Respota a uma duvida

� dever do estado promover o bem estar da sociedade. o que hoje � inconstitucional pode ser contiutucional amanha, se o bom senso assim o determinar.
falar em ilegalidade no pais da ilegalidade chega a ser um contra senso. porque a ilegalidade s� � lembrada quando pode nbeneficiar alguem? tb � ilegal demotir portadores de HIV e els sao demitidos e nada acontece.
O que precisa ser mudado pode ser mudado. E DEVE ser mudado. Se, para isso, � preciso conscientizar as pessoas de um problema que requer solu�ao, � imperativo que se tome providencias neste sentido.
150 anos atr�z o duelo, com armas brancas ou de fogo, era um meio perfeitamente constitucional para se resolver as coisas. Hoje, a simples ideia nos causa repugnancia. O tempo muda realidades e realidades moldam leis. Isso me parece tao simples que chego a me assustar com o teor da pergunta.
----- Original Message -----
Sent: Monday, July 23, 2001 2:22 PM
Subject: Re: um votinho a mais. tiramnos 50 hoje.

Duvida
N'ao pagamento de encargos trabalhistas para os soropositivos contratados deveria ser meramente provisorio, como subsidio pelos primeiros X meses de trabalho, talvez.
Sua total exclus'ao [e arbitrario, anticonstitucional, improdutivo e ilegal.
Alexandre
 Message -----
 
da para tirar os 200 neste fim de semana
aproveite e participe de nossa enquete, deixe seus cometarios
Voc� acha que uma lei que criasse isen��o de encargos trabalhistas para as empresas que empregam soropositivos ajudaria a melhorar o quadro social destas pessoas ?
 

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Um Pa�s que coloca um presitente nas ruas tem de ser capaz de tirar suas crian�as de l�.

"...digo que meus her�is n�o s�o necessariamente os homens e mulheres que possuem t�tulos, mas os homens e mulheres humildes que existem em todas as comunidades e que escolheram o mundo como palco de suas opera��es, que julgam que os maiores desafios s�o os problemas s�cio-econ�micos que desafiam o mundo, como a pobreza, o analfabetismo, a doen�a, a falta de moradia, a impossibilidade de mandar seus filhos para a escola. Estes s�o meus her�is.
Qualquer chefe de estado que se qualificar ser� meu her�i."

Nelson Mandela

 

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