Direitos_Humanos - 17.ago.2001
From: Claudio Santos de Souza
Sent: Friday, August 17, 2001 3:19 PM
Subject: [Direitos_Humanos] Cohdigo Civil, um avan�o. Mas com problemas
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Sexta-feira, 17 de agosto de 2001

C�digo Civil, um avan�o. Mas com problemas
Texto levou 26 anos para ser aprovado e muita coisa mudou nesse per�odo no Pa�s
PAULO DE TARSO LYRA

BRAS�LIA - O novo C�digo Civil, aprovado anteontem pela C�mara, ap�s um tr�mite legislativo que se iniciou em 1975, come�ou a criar d�vidas quanto a sua atualidade.

Ser� que uma legisla��o que levou 26 anos para ser aprovada e ainda vai demorar mais dois anos para entrar em vigor n�o nasce sob o signo da obsolesc�ncia? "Se formos avaliar a velocidade das transforma��es vividas pela nossa sociedade, n�o h� como eliminar esse risco", confirmou o ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), deputado Jos� Roberto Battochio (PDT-SP). Sub-relator da mat�ria na comiss�o especial, criada para elaborar o novo c�digo, ele acredita que, se o texto atual tivesse come�ado a ser redigido h� quatro anos, tamb�m j� estaria velho. "Nessa �poca, n�o se sabia nada de clonagem nem se discutia o genoma humano", exemplificou.

Embora reconhe�a que o Congresso esperou demais para aprovar as mudan�as, Battochio atribui a demora � complexidade do tema. "Elaboramos um c�digo, n�o uma lei com alguns artigos; era praticamente imposs�vel idealizar, projetar, discutir e aprovar tudo isso em pouco tempo." O deputado paulista disse que, principalmente durante essa �ltima gest�o, quando o debate do tema entrou na reta final, procurou-se atualizar o m�ximo poss�vel os pontos defasados. "O fundamental agora � a sensibilidade para captar novamente os anseios da popula��o, buscar os pontos onde � poss�vel corrigir eventuais desvios e lacunas da nova legisla��o."

Um dos pontos criticados foi a manuten��o do adult�rio como uma das justificativas para dissolu��o do casamento. "A partir do instante que voc� precisa motivos para justificar o fim de um casamento, abandonando o simples e direto 'n�o gosto mais de voc�', cria-se um retrocesso na legisla��o", declarou o deputado Alexandre Cardoso (PSB-RJ), que defende a retirada total da men��o adult�rio do texto do novo c�digo.

"N�o pod�amos retirar o adult�rio do C�digo Civil porque ele ainda permanece no Penal", contrap�e o vice-l�der do PPB na C�mara, Gerson Peres (PA). Ele reconhece que alguns pontos, principalmente os ligados � �rea comercial, poder�o ser reformulados para tornarem-se mais condizentes com as pr�ticas atuais. "Eu incluiria, por exemplo, em alguns casos de preju�zos causados por empresas, a express�o culpa, em vez de apenas dolo, para abranger mais a responsabilidade dos empres�rios."

A��es - O presidente do Superior Tribunal de Justi�a, ministro Paulo Costa Leite, concorda que o novo c�digo poder� precisar de atualiza��es futuras. "A clonagem, por exemplo, � um dos temas que dever� ser incorporado ao texto." Costa Leite n�o acredita que as mudan�as aprovadas possam gerar um aumento no n�mero de a��es na Justi�a.

"Muitas dessas inova��es resultam daquilo que os tribunais foram criando ao longo desses anos."

Para o desembargador do Tribunal de Justi�a de S�o Paulo, Ant�nio Carlos Malheiros, o c�digo atende perfeitamente aos anseios da popula��o, se for levada em conta a sociedade brasileira e a estrutura familiar do Pa�s. Ele, no entanto, defendeu, em sua tese de mestrado, um conceito ainda mais amplo de fam�lia, baseado no afeto e n�o apenas em rela��es de consang�inidade, parentesco ou casamento. "Essa mudan�a pode ser algo a ser examinado no futuro."

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Um Pa�s que coloca um presitente nas ruas tem de ser capaz de tirar suas crian�as de l�.

"...digo que meus her�is n�o s�o necessariamente os homens e mulheres que possuem t�tulos, mas os homens e mulheres humildes que existem em todas as comunidades e que escolheram o mundo como palco de suas opera��es, que julgam que os maiores desafios s�o os problemas s�cio-econ�micos que desafiam o mundo, como a pobreza, o analfabetismo, a doen�a, a falta de moradia, a impossibilidade de mandar seus filhos para a escola. Estes s�o meus her�is.
Qualquer chefe de estado que se qualificar ser� meu her�i."

Nelson Mandela



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