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Eu n�o queria ser assim. N�o queria sentir assim. E acabou
que me perdi de mim, outra vez. Da� escrevo. Mas escrevo tudo errado. Porque
estou vivendo emo��es.
Passei da faixa et�ria aborrescente h� 20 anos, eu acho. Mas
n�o adiantou nada. Eu n�o entendia nada e sofria de dor sem poder entender.
Hoje, ainda n�o percebo nada bem dito e explicado, custo a entender. Porque n�o
h� nada que justifique a��es mesquinhas e ignorantes.
A��o ignorante � aquela que dispensa reconhecer o desprezo
que tem � vida de outras pessoas humanas.
Tristeza torna-se constante quando vejo os homens tentar
construir justificativas para guerras insanas.
Veja tamanha falta de raz�o. Falam de aliados, dizem que s�o
civilizados. Mas ocupam-se de valores de moeda. Contam de �ndices em bolsas de
pap�is. Estas, as bolsas de valores, s�o as empresas mais lucrativas e menos
incomodativas.
Os bancos tamb�m. � a economia da p�s-modernidade? Que nada
meu irm�o! Os bancos nasceram antes do que mais tarde se chamou de Revolu��o
Industrial. Faziam empr�stimos, como hoje - 2001 -.
Mas n�o era sobre esse lado mesquinho e nojento desse mundo,
que ainda querem manter dividido em oriente e ocidente, norte e sul, que eu
queria falar.
Era sobre os fen�menos da comunica��o.
Em 1998 - eu era a aut�ntica boba de internet...
e continuo sendo -, n�o percebia nada, e, obviamente, n�o entendia
nada. Meu sonho era, naquela data de deslumbramento pelas novas
possibilidades de comunica��o, criar um espa�o de estudos.
Pensar nisso sempre me deixou emocionada.
Ainda em 1998, conheci o site de Alice Pandora - http://www.alicepandora.com/ -.
Na �poca escrevi a ela.
Ent�o, hoje, 22 de setembro de 2001, fui parar l� outra vez.
Eu n�o sei o por que.
Mas hoje foi o dia de mais uma das 'provas', para mim mesma,
de que constru�mos - no plural, e isto indica n�s -, juntos, as manifesta��es de
nossos pensamentos, de nossos sentimentos, de nossas emo��es.
Eu tinha decidido que hoje n�o escreveria. Faria um 'jejum'
de dados digitais (hii gente, e existe isso?). Mas n�o consegui prender a
Cristiane mais do que ela j� � aprisionada.
E as linhas v�o se formando em desenhos de caracteres.
Alice, orgulhe-se de ser brasileira.
Um dia senti vergonha de todo o primata que sou e do pouco
que aprendi na vida. Senti vergonha do que escrevera no passado, senti vergonha
de simplesmente ser uma Cristiane perdida.
A� olhei em volta outra vez. Vi que todos s�o primatas. N�o
notei diferen�as, n�o identifiquei nacionalidades. S�o todos como eu, primatas
tamb�m.
Agora (num dia sempre igual e sempre t�o diferente) Explica��o... de quem sabe que n�o sabe escrever...
Acho que os loucos se encontram, cedo ou tarde, mas se encontram. Falamos errado, na escrita n�o respeitamos gram�tica. Ora, por que a respeitar�amos? Se eu n�o escrevesse assim, de um jeito todo ruim, Voc� n�o me entenderia. Ou melhor, voc� n�o me aceitaria. E eu morreria de tristeza, Tamanha minha solid�o. Tudo teria sentido de nada, E eu n�o poderia saber, N�o conseguiria descobrir, E n�o saberia dizer. Que eu sinto o mesmo que voc� Estou feliz, depois de ler tuas palavras Acredito que tu me entendes � s� mais um dia,
Mas outro dia diferente
E eu acredito que tu me entendes Agora n�o estou s� Aceitaste o convite do sil�ncio Para dividirmos nossas vozes Continuei desenhando palavras Porque aceitaste o convite do sil�ncio Para unir nossas vozes Meu desenho j� n�o � mais solit�rio E tamb�m n�o � meu desenho � t�o meu quanto � teu Porque aceitaste o convite do sil�ncio E unimos nossas vozes. Isto � agora, de novo ...
Agora ? Quando isso aconteceu, outras vezes, E as pessoas n�o entenderam o 'fen�meno' ...
Da solid�o sem solid�o ...
As pessoas se assustaram comigo, E nunca mais se corresponderam
Agora ? Eu tenho medo de assustar, sabia? N�o se assuste comigo, por favor. Tamb�m � para mim uma honra
Eu n�o esperava que pudesse ser assim recebida Em caracteres e abra�os musicais Mas ser� que n�o � isso que acontece com todos? Todos aqueles que j� escreveram E todos aqueles que musicaram
E todos que esculpiram E que pintaram Nossos tra�os Ficam marcados S�o o registro de nossas vidas Nossas emo��es n�o traduzidas � assim comigo Em mim Penso que � contigo Tamb�m assim. Obrigada a voc�, G. Gr�nblatt, que permitiu
_Agora_.
_Agora_ n�o existiria sem a tua
participa��o.
Este texto, de 22 de setembro de 2001, n�o teria surgido
se voc�s todos, de algum modo (at� na droga do 'sil�ncio'), n�o tivessem
manifestado, um dia, seus pensamentos.
O arquivo de som est� na p�gina de Alice
Pandora.
Cristiane Rozicki
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