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Prezados amigos e amigas,
livre de pretens�es. Apenas alguns pensamentos
Um futuro muito mais promissor n�o existir� para mim, se n�o houver futuro promissor para os outros. _Seu passado tem muito a lhe ensinar sobre como viver no
presente..._ _Com essa perspectiva em mente voc� estar� muito mais equipado para viver um presente mais realista e um futuro muito mais promissor._ -- N�lio Da Silva
Um futuro muito mais promissor n�o existir� para mim, se n�o houver futuro promissor para os outros.
Isto me parece a regra mais b�sica que se pode imaginar em vida, neste planeta.
Mas n�o � princ�pio deste planeta, unicamente. Talvez seja melhor dizer que � o princ�pio de continuidade da vida humana em qualquer ambiente de vida.
N�o ser� preciso ser um estudioso fil�sofo da vida humana para ter certeza disso. Basta ser um ser humano. Nada � mais preciso do que respirar, e pensar sobre a condi��o humana.
Um homem s� n�o existe e n�o consegue sobreviver.
At� na fic��o de Robson Cruso� tinha outra pessoa, o Sexta-feira.
Se eu observar a natureza, s�o poucos os animais que vivem sozinhos. E, estes, s� quebram a solid�o para a reprodu��o.
Habitualmente, estes animais vivem da ca�a. No entanto, n�s humanos, embora descendentes dos primatas e de um primitivismo arraigado, n�o somos ca�adores da pr�pria esp�cie, por natureza. E, tamb�m por natureza, precisamos uns dos outros, para unirem-se as for�as, para sobreviver e para construir.
N�o conhe�o, do pouco que vi na hist�ria, um homem sozinho construir e fazer resistir um " mundo " s� para si mesmo.
Do mesmo modo, para os homens, os animais de maior racionalidade no planeta Terra, para reprodu��o da pr�pria esp�cie, com sucesso em seus planos de que novas gera��es persistir�o, � a infal�vel submiss�o � certeza de que a autoreprodu��o por t�cnicas criadas por ci�ncia, n�o consegue oferecer a seguran�a que a natureza oferece.
Isto que os homens das ci�ncias n�o conseguiram superar, � sempre demonstrativo de que n�s n�o somos os criadores da vida e que n�o poderemos ser por nossa pr�pria incapacidade, que precisa ser admitida. A incapacidade humana para a cria��o da vida, mesmo que relativa, � realidade neste planeta do sistema solar, tanto como para criar as c�lulas humanas da reprodu��o. Por �bvio, a complexidade da vida, a ci�ncia ainda n�o conseguiu explicar na sua totalidade.
Penso que foi esta simples observa��o que num passado de mais de 1000 (ou 2000 anos) anos antes de Cristo, fez Arist�teles sustentar a exist�ncia de algo incompreens�vel para os homens e que este ser era o criador e mantinha a vida no planeta. A partir disso, desenvolveu conclus�es metaf�sicas para explicar a exist�ncia da alma.
� claro que, feito isso, surgiram as religi�es a reutilizar as li��es de Arist�teles para interpretar textos como a B�blia e o Alcor�o.
N�o obstante a " confus�o " que adveio entre filosofia e religi�o, que persiste at� hoje nos mundos latinos e germ�nicos e entre os povos de origem mu�ulmana, como descobri h� bem pouco tempo, prossegue at� hoje a mesma explica��o para a cria��o da vida humana. Trata-se de algo que est� al�m das for�as humanas e que depende de um poder com muito maior conhecimento.
O texto mais antigo que pude conhecer, traduzido para o portugu�s, � Arist�teles. Quase que caiu por acaso nas minhas m�os. Estava come�ando a pensar em ci�ncia pol�tica. Mas, para entender a vida pol�tica das coletividades, da sociedade, foi preciso procurar entender como evolu�ram os direitos. Foi necess�rio procurar o que explicasse do desenvolvimento dos direitos humanos. Assim, percebi que S�o Tom�s de Aquino repetia Arist�teles ou interpretava Arist�teles. Como tamb�m fizeram Averro�s e Avicena. E cada um deles ofereceu sua singular contribui��o para o mundo.
O desconhecido e todo poderoso ser, o criador, ficou conhecido entre os latinos como Deus, e no Islam, entre os mu�ulmanos, como Alah. O racioc�nio mais comum e simples para explicar a exist�ncia de Deus, entre os fil�sofos mu�ulmanos � a pergunta: quem � que nasceu primeiro, o ovo ou a galinha? Vale para nossoutros latinos e germ�nicos a mesma pergunta.
Depois, como as religi�es foram utilizadas para mover as massas humanas, povos contra povos, num ato cont�nuo de ca�a ao outro, quando este outro � t�o igual a si mesmo, talvez a pol�tica-econ�mica possa explicar-nos da barb�rie que perdura at� hoje, novembro de 2001.
Ainda estou tentando entender, de tudo o que nunca ter� justificativas.
� o meu estado de sil�ncio que me faz escrever. Nada mais.
Ilha de Santa Catarina, 10 de novembro de 2001.
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