�rica,
respondendo sua pergunta:
=
" se � poss�vel isso com as c�rneas
(desde que tomados os cuidados necess�rios),
seria poss�vel com outros �rg�os tb, e em at�
quanto tempo? "
=
Quando nos referimos � declara��o de morte
encef�lica sempre � feita refer�ncia que essa
declara��o existe para viabilizar a retirada de
_�rg�os, que s�o vitais e s�o �nicos_ .
�rg�os vitais �nicos s�o aqueles �rg�os que,
uma vez retirados, o paciente n�o tem como
sobreviver sem eles.
O aproveitamento desses _�rg�os vitais �nicos_
em transplantes tem uma caracter�stica que n�o comporta
exce��es: eles precisam ser retirados do
"doador" com a atividade cardiorrespirat�ria preservada,
caso contr�rio s�o imprest�veis
para transplanta��o.
Isso deve-se ao fato de que se n�o houver atividade
cardiorrespirat�ria preservada, o _�rg�o vital �nico_
ter� o sangue coagulado em seu interior e
isso o inutiliza para transplante.
Diante dessa realidade, e para viabilizar a transplanta��o
de _�rg�os vitais �nicos_, � que foi criada a declara��o
de morte encef�lica em 1968 com um procedimento homicida
que vem se agravando a extremos de abuso
nos dias presentes, especialmente no Brasil.
Essa declara��o
tem procedimento homicida, com o uso do teste da apn�ia
(desligamento do respirador) por 10 minutos,
porque que ele diminui a oxigena��o
encef�lica do paciente mais ainda.
N�o tanto pela subtra��o do oxig�nio,
MAS pela reten��o do di�xido de carbono
nas c�lulas, o que baixa a press�o arterial, aumentando
a diminui��o do fluxo sangu�neo no enc�falo.
Essa oxigena��o j� est� comprometida pelo traumatismo
encef�lico severo, e esse teste vai diminui-la
para aqu�m dos limites inferiores da
zona de penumbra isqu�mica (representada pelos
valores de oxigena��o em d�ficit do enc�falo
entre 50% e 15% do que � o normal).
Com a queda _provocada pelo teste da apn�ia_
para 15% ou menos do valor de oxigena��o normal,
o traumatizado encef�lico severo tem o processo
de morte encef�lica tornado *irrevers�vel*
-- palavra chave na declara��o da morte encef�lica --,
sem ter recebido qualquer socorro antes
enquanto estava na zona de penumbra isqu�mica.
Paciente traumatizado encef�lico em tr�nsito pela
zona de penumbra isqu�mica est� vivo,
e isso � unanimidade dentro
da neurologia.
Na passagem pela zona de penumbra isqu�mica,
entre tr�s possibilidades, h� DUAS de
passagem por essa etapa inerente ao processo
de morte encef�lica, em que esse paciente tem
chance de ser salvo, e at� mesmo para
uma vida normal.
Podemos provar que h� hospitais no Brasil que est�o
salvando a vida de pacientes traumatizados
encef�licos severos, ENQUANTO na maioria dos outros
hospitais, pacientes nas mesmas condi��es
est�o morrendo por serem tratados como
mera fonte de �rg�os.
Repare que estou sempre dizendo _�nico_,
quando me refiro a �rg�o vital nessa situa��o espec�fica
em que o paciente � _antecipadamente_
tratado como "morto" para fins de maximizar
a capta��o de �rg�os, pois sua retirada
caracteriza o homic�dio do paciente.
Ao mesmo tempo a ressalva _"�nico"_,
com rela��o aos �rg�os vitais, promove a exclus�o
de doa��es leg�timas de �rg�o vitais _duplos_,
com o consentimento do doador.
H� uma situa��o comum nos transplantes
em que �rg�os vitais _duplos_ s�o entendidos
como �rg�os vitais _�nicos_, que � aquela
em que _ambos_ s�o retirados.
Percebe-se aqui que a associa��o das express�es
_vital_ e _�nico_ com �rg�os retirados, ap�s o teste
da apn�ia, est� denunciando uma situa��o criminosa
em que a vida do paciente n�o est�
sendo respeitada.
C�rnea n�o � �rg�o vital, assim como
tecidos.
Mas isso n�o significa que n�o possam ser
retirados em situa��o irregular.
Por n�o serem �rg�os vitais podem ser retirados
com morte cardiorrespirat�ria sim o que
� imposs�vel no caso do �rg�o vital.
Enfatizo: no caso dos �rg�os vitais �nicos sempre
est� presente a indu��o da morte do paciente
traumatizado encef�lico severo em DUAS entre
tr�s possibilidades de queda de oxigena��o atrav�s
da zona de penumbra isqu�mica.
A t�tulo ilustrativo: na Inglaterra, o que chamamos
de "morte encef�lica" passou oficialmente a ser
chamada de "morte para fins de transplante"
(j� publicado na British Medical Journal
de outubro de 2002).
Nesse pa�s, em maio de 2000, a Revista dos
Anestesistas brit�nicos, publica editorial onde
� recomendado a todos que seja feita anestesia
geral nos doadores para que eles n�o sofram
durante a retirada de seus �rg�os
(tamb�m publicado na British Medical Journal
de outubro de 2002).
Tenho o original desse editorial.
Caso tenha mais alguma d�vida,
pergunte.
[]'s
Celso Galli Coimbra
==
Retirada de c�rneas
Em [EMAIL PROTECTED],
ebg escreveu
Nova pol�mica no texto abaixo sobre retirada
de c�rneas e o diagn�stico de Morte Encef�lica.
Sempre nos foi dito que os �rg�os s� podem
ser retirados e aproveitados antes que o paciente
tivesse a parada card�aca, mas o texto abaixo
afirma que as c�rneas podem ser retiradas
em at� 6 horas depois DA PARADA CARD�ACA,
TORNANDO O DIAGN�STICO DE MORTE
ENCEF�LICA TOTALMENTE DISPENS�VEL.
Pergunta: se � poss�vel isso com as c�rneas
(desde que tomados os cuidados necess�rios),
seria poss�vel com outros �rg�os tb, e em at�
quanto tempo?
�rika Bento Gon�alves
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Doa��o de C�rneas - Vamos alcan�ar "Fila Zero"
( http://www.hgjaf.se.gov.br/doacao_orgaos.htm
Hospital Jo�o Alves - Aracaju/SE)
As c�rneas podem ser retiradas at� 6 (seis) horas ap�s a parada
card�aca, sendo assim, n�o � necess�rio diagn�stico de morte
encef�lica.
Para retirada das c�rneas n�o � necess�rio ambiente hospitalar,
podendo ser extra�das no necrot�rio ou mesmo na casa do doador.
Para garantir viabilidade das c�rneas, as p�lpebras do potencial
doador devem permanecer fechadas, evitando-se ulcera��es no tecido.
Para isso, as p�lpebras podem ser fechadas com uma fina tira de
esparadrapo ou colocando gaze umedecida com soro fisiol�gico a 0,9%
sobre os olhos.
A inviabilidade das c�rneas decorre da manuten��o inadequada do
potencial doador, como na situa��o em que as p�lpebras ficam
entreabertas, levando a �lceras.
N�o h� limite de idade para doa��o de c�rneas.
As principais contra-indica��es s�o: doen�as infecciosas (HIV,
hepatite B e C) e septicemia.
Para obter-se a doa��o, ap�s a parada card�aca do paciente, a fam�lia
dever� ser entrevistada e consultada sobre sua vontade de doar. Ap�s
o consentimento, o m�dico, enfermeiro ou assistente social dever�
entrar em contato telef�nico com a Central de Transplante de seu
Estado (CNCDO) e notificar a doa��o. A retirada das c�rneas n�o causa
nenhum efeito est�tico indesej�vel ao doador.
Um profissional ir� at� o local para efetuar a retirada das c�rneas.
Para o sucesso na obten��o das c�rneas s�o fundamentais:
Manter protegidas as c�rneas do potencial doador;
Entrevistar a fam�lia logo ap�s a ocorr�ncia do �bito e
Notificar imediatamente a CNCDO
Fim da mensagem encaminhada ---
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Endere�os da lista:
Para entrar: [EMAIL PROTECTED]
Para sair: [EMAIL PROTECTED]
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