Olhem o que a OAB est� fazendo. J� tinha avisado antes: vou morar em Kosovo.
 

Seguran�a em compras virtuais

C�mara estuda projeto do com�rcio eletr�nico

O com�rcio eletr�nico pode ter, em breve, uma regulamenta��o jur�dica. O presidente da seccional paulista da Ordem dos Advogados do Brasil, Rubens Approbato Machado, entregou anteprojeto de lei sobre o com�rcio eletr�nico - via internet, ao presidente da C�mara dos Deputados, deputado Michel Temer.

Este tipo de negocia��o, at� ent�o, n�o dispunha de regulamenta��o para salvaguardar tanto o empres�rio como o consumidor. Foi com esta inten��o que a Comiss�o Especial de Inform�tica da OAB-SP prop�s o projeto, criando um ambiente de seguran�a para esse tipo de com�rcio, com preserva��o de direitos.

A proposta regulamenta os fundamentos do com�rcio virtual, a assinatura digital (que � uma senha pessoal) e as entidades de certifica��o p�blica e privada, em que um documento pode ser autenticado pelo tabeli�o atrav�s da Internet. No Brasil, por exemplo, a Constitui��o garante aos cart�rios a atividade notarial, o que � contornado com a cria��o da figura do "cart�rio virtual", no projeto apresentado.

Os cart�rios que existem hoje, fisicamente, estar�o habilitados a operar eletronicamente na certifica��o dos diversos documentos, podendo criar um banco de assinaturas eletr�nicas para os interessados em neg�cios via internet.

Diversos pa�ses j� adotaram leis especiais tratando das transa��es eletr�nicas, especialmente no que se refere � quest�o do documento eletr�nico e da assinatura digital.

A primeira lei dispondo sobre essas quest�es foi promulgada pelo Estado de Utah (EUA), denominada Digital Signature Act, ou Lei da Assinatura Digital. Hoje, a maioria dos Estados norte-americanos j� disp�e de leis tratando, com maior ou menor abrang�ncia, dessa mat�ria.

Para Marcos da Costa, presidente da comiss�o especial de inform�tica da OAB paulista, "a quest�o no Brasil vinha sendo discutida apenas quanto � seguran�a, esquecendo-se a quest�o jur�dica, que acaba com o medo do comerciante de vender e do consumidor de comprar".

Approbato afirmou que "em todo o mundo existem esfor�os para regulamentar esta nova realidade e proteger o cidad�o. O Brasil deve fazer um esfor�o e manter-se atualizado nesta �rea, sob pena de sofrer graves preju�zos".

A proposta agradou o presidente da C�mara. Michel Temer disse que acolhe integralmente a sugest�o e dedicar� seu empenho pessoal para que o assunto seja eficazmente debatido e regulamentado.

Revista Consultor Jur�dico, 18 de agosto de 1999.

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