Oi, Serrano
 
Na Roma Antiga, às mulheres dos Cesares não bastavam ser honestas, deveriam aparentar ser honestas. E, creio eu (apesar de nos tempos atuais estar mais para uma figura quixotesca atacando moinhos de vento), as persolidades públicas tem de parecer honestas, além de sê-lo.
 
Um abraço,
Léa
 
 
 
-----Mensagem original-----
Lá vou eu tentar dar razão a dois ao mesmo tempo, mas você, Lea, e o Marcelo, estão certos, ou foi a "síndrome de Chapeuzinho Vermelho" ou o cidadão era um militante. Entre uma coisa e outra existe um universo.
 
De qualquer modo, explica mas não justifica, e aí eu sou mais o Fidel Castro quando descobriu que um amigo e companheiro de revolução "estaba pongando las manos en la grana publica", chamou-o e falou: Vou chorar no seu enterro, mas você vai ser fuzilado. [ou coisa parecida]
 
Eu costumo dizer o seguinte: não existe ninguém bastante honesto ou muito honesto, porque honestidade não tem gradação, é absoluta, se o cara não tiver consciência de viajar cincoenta quilometros para devolver 2 reais de troco que recebeu a mais e não percebeu na hora, então, para mim, não é honesto.
 
Um agente público pode ter suas frustrações ou inclinações, e isto será desimportante se ele for capaz de não contaminar o seu fazer. Que morra frustrado e inclinado.
 
Serrano
 
 

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