Por  Paulo Eduardo Neves  
Publicada  em 19 de Agosto de 2005  
Assunto:  Outros 
Fernando  Toledo foi um dos grandes amigos que fiz aqui pela Agenda do Samba 
& Choro.  Com o passar dos anos, se tornou um dos mais prolíficos articulistas 
sobre  música brasileira. Em mais uma destas coisas estúpidas da vida, 
Fernando foi  atropelado e nos deixou. Quero deixar aqui minha pequena homenagem,  
referenciando alguns dos muitos artigos que escreveu e que mais  gosto. 
Ele  entrevistou Paulo Vanzolini e Vó Maria. O alvo principal de seus artigos 
foi a  turma da nova geração: Os Matutos, Nilze Carvalho, Dorina, Danilo 
Brito,  Humberto Araújo e Dona Inah. Não esqueceu os veteranos Jorge Goulart, 
Assis  Valente, Luperce Miranda, Sidney Miller, Jards Macalé, Wilson Moreira e 
João do  Vale. Como bom pensador, escreveu artigos sobre o futuro do choro e 
também sobre  o momento atual da música popular brasileira e sobre a história do 
rádio. Ainda  arruma tempo para escrever críticas de disco e participar de um 
blogue. Tudo sem  esquecer de contar histórias de carnaval 
Um  arrependimento tardio ...  
O  que torna uma covardia ainda mais a homenagem aqui é que Fernando, em  
oportunidades espaçadas foi traído por um amigo. Não me parece possível, ou pelo  
menos cruel, ou racional ou qualquer outra palavra que retrate a realidade 
crua,  que Paulo Neves troque a personalidade apática após tudo. Entretanto, a 
maneira  como ele cambia de atitudes aqui nesta homenagem, é impressionante. Em 
oportuno,  voltando a covardia. Havia sido Fernando suspenso, por isso já o 
excluiu de  pronto, da Tribuna do Samba e Choro. Fernando na sua posição não 
retornou aqui  enquanto vivo. Antes de qualquer razão, antes de ter qualquer 
regra ou juízo,  lembrei, retorqui-lhe e também outros, para o Sr. Paulo Neves, 
que não foi  justo. Paulo apostou no seu silêncio habitual – o que é  a verdade 
– tenho um certo receio de  afirmar isto assim, peremptoriamente, mas 
observei uma covardia nesta homenagem  e a minha decepção no homem, que com tristeza 
e como se quisesse desviar a  atenção do passado incidente, ou para confirmar 
as minhas reações. Quando  terminou, aqui: S&C. Fernando em resposta a minha 
mensagem, jurou nunca mais  voltaria aqui. Nunca mais. Agora, em frente a esta 
homenagem, não consigo me  acalmar, o seu discurso, Paulo, de fortes 
tendências tradicionais do amigo é  unilateral, para com quem morreu, satisfaz a você 
e 
a publico (?) e é tão  perdida no meio de coisa alguma... Uma covardia a mais 
para com o Fernando  Toledo! 
João 
Sei  que amanhã 
Quando  eu morrer 
Os  meus amigos vão dizer 
Que  eu tinha um bom coração 
Alguns  até hão de chorar 
E querer me  homenagear
Fazendo  de ouro um violão 
Mas  depois que o tempo passar 
Sei  que ninguém vai se lembrar 
Que  eu fui embora 
Por  isso é que eu penso assim 
Se  alguém quiser fazer por mim 
Que  faça agora 
“Quando  Eu Me Chamar Saudade” 
(Nelson  Cavaquinho e Guilherme de Brito) 
Consciência  é para quem tem!!  
João 
João  da tribuna!
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